(Re) Vivendo - Quinto (último) Capítulo por Gabriela Vilks


''  Saber o limite de seu coração é quase que uma obrigação sua. Sofrer de mais, amar de mais, ser feliz de mais, ou triste de mais. Tudo tem um modo, tudo tem um começo e fim. Mas pra certas coisas, não são necessárias começo muito menos fim. Uma delas ? Ah meu querido, uma delas é o amor. '' 


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Pegou as mãos da moça, que estavam pousando ao lado do seu corpo, e as levou para o alto de seu pescoço, em sua gola da camisa. A moça passou a mão pela camisa, como a esposa passa na camisa amassada do marido. Começou a abrir os botões, devagar e suavemente. Quando terminou, levou as mãos para os ombros nem tão largos do rapaz, e puxou levemente a camisa, despindo-o dela. A camisa caiu no chão sem ao menos um murmúrio.
Havia ficado escuro de mais, de uma hora para a outra. Agora nem se ele se esforçasse o máximo, conseguiria ver a expressão na face da moça. A Lua Cheia estava quase chegando ao meio do céu.
Ele pegou as mãos da moça novamente, e as colocou sobre seu peito, onde ficara seu coração.  Ela sentiu o bater do coração do rapaz, que estava um pouco acelerado. O seu não estava diferente. Ela sorriu lindamente, e se ele tivesse visto, teria sorrido também. Ele aproveitou o espaço, e tirou sua calça jeans, a jogando para o lado, de modo tão silencioso que ela não percebera. Ela, depois de sentir o coração dele, puxou as mãos do rapaz e também colocou sobre seu coração. Quente, ele pensou quando sentiu a pele da moça, encoberta por seu sutiã, que presumiu ser de renda. Sentir o batimento acelerado foi incrível, para os dois, e ele achou engraçado, e deixou soltar uma risada feliz. Ele puxou-a pela cintura para mais perto. Ela subiu dois níveis da lateral da ponte, de modo que ficasse um pouco mais alta do que ele. Ele a ergueu um pouco mais, e a pegou pelas pernas, fazendo -a ficar com o peso em cima se seu corpo novamente. Ela se segurou nele, com as mãos em seu pescoço, enquanto ele a segurava firmemente pelas coxas. Ele deu meia volta, e começou a se agachar no chão, de modo que ficassem como antes. Ao segurar a moça pelas coxas, sentira que ela já não possuía mais a peça de baixo, e muito menos ele.
Ele fora se apoiando na lateral, sentando devagar, até encontrar o chão. A segurou um pouco para cima, a tempo dela se colocar reta, agarrada a seu corpo. Quando finalmente sentaram, ela sentiu a dolorosa mas boa pressão em sua abertura. Mais um choque elétrico percorreu o corpo de ambos.
Ele a segurava pelas costas, e ela também lhe agarrava as costas largas. Ela sentiu a pulsação do membro do rapaz dentro de si. Não precisaria sacanagem, muito menos pressa, e eles sabiam disso. Ficaram alguns segundos parados, sem ao menos mover um músculo. As respirações pesadas em ambos os pescoços arrepiaram um ao outro. Ela puxou o corpo do rapaz para mais perto, se houvesse como. Os dois corpos pareciam se fundir novamente. Ela se movia tão lentamente que ele podia definir como sendo insuportável. Mas isso não era problema. Fizeram sexo, lentamente, sentindo cada sensação, cada movimento, a pele ficando suada, a respiração cada vez mais rápida e pesada, e finalmente o ápice. Quando chegaram aonde deveriam chegar, ficaram imóveis novamente. Ele roubara um beijo suave dela. Ela sorrira durante o beijo. Uma sensação mais do que de alívio ou serenidade percorreu o corpo de ambos, sentiam que de qualquer forma, aquilo iria acontecer, e que devia acontecer. Fora maravilhoso. Ele a segurou pela cintura novamente, a erguendo o suficiente para sair de dentro da moça. A deitou ao seu lado, e puxou o cobertor cobrindo os dois corpos, que agora estavam aninhados. Ela repousara sua cabeça sobre o peito do rapaz, de modo que ele logo mexera em seu cabelo cheiroso. Ela, ficara a sentir o peito dele encher e esvaziar conforme respirava. Vida, foi o que ela pensou. Amor, foi o que ele pensou quando fitou o céu novamente.
Sem nenhuma palavra, que não era precisa, os dois dormiram profundamente sobre o cobertor.

Certas coisas acontecem em nossa vida. Coisas boas e ruins. Faz parte. Na vida dela, o que mais importava era o amor. Na verdade, a vida pra ela é o amor. E está certa. Ela o encontrou, e foi feliz , muito feliz com ele. Mas, algo que está acima de tudo o que possamos imaginar, age em nossa vida todos os dias. E seu amor teve de partir. Ele se fora,e junto, levou a vida e todo o sentimento que ela sentira um dia.

Um homem aprende tanto quando sabe o que olhar. Para ele, carinho e amor eram sinônimos. São quase iguais, mas onde há carinho, deve haver amor. E foi por isso que ele se casou com ela. E viu, o que realmente significa cuidar de uma pessoa. Ele cuidou ao máximo dela. Mas não foi o suficiente. Ela teve de partir, e levou consigo qualquer forma de sentimento que restara nele.

Destino ? Talvez. Predestinação ? Talvez. Coincidência ?Talvez. Acaso ? Talvez. Talvez, talvez. Nada em nosso caminho é definido ou esperado. Tudo tem um modo de acontecer e simplesmente acontece. Aceite isso. Na maioria das vezes, somente quando perdemos algo, é que lhes damos verdadeiro valor. E mesmo que tomamos o máximo de cuidado, e que tenhamos o máximo de carinho por ela, certas coisas se quebram, certas pessoas vão embora, certos relacionamentos acabam.
Necessitados de vida, ele e ela , dessa história, um dia, felizmente, se encontraram - literalmente-.
E da dor, do sofrimento, da vontade de morrer, da escuridão, do ódio de cada um, nasceu o que eu chamo de amor. Eles achavam que já haviam conhecido o que era o amor. Mas, descobriram que não. Amor não é carinho, não é vida, não é sexo, não é paixão. Amor é complexo e único, ele é independente, é e pronto. É mais do que carinho, é mais do que sexo, é mais do que vida, é mais do que paixão, é mais do que qualquer sensação ou sentimento que você tenha sentido. Amor, é saber que a sua vida - realmente - dependa de outra pessoa. E não digo isso como clichê, quem ama sente na pele realmente que depende da outra pessoa. A necessidade de cuidado é imensa. E necessária.
Os dois, realizaram um no outro, todo aquele sentimento de angústia e de arrependimento pela vida que se foi, no amor que fizeram. E não foi no sexo. Acharam a vida, um no outro. Novamente.
Sentiram seus corações baterem como antes. Sentiram o cuidado do outro. E isso, é o amor. Essa complexidade.


Os dois acordaram com a luz do sol já alto pela manhã.  Tomaram banho no rio. Tomaram café na casa dela, pois era sábado. Embora estivessem juntos, não trocaram muitas palavras. Tudo o que desejavam falar , fora dito em gestos na noite anterior. Tomaram um café quente, comeram cookies com gotas de chocolate. Conversaram sobre a vida que cada um levava, e como iria ser daqui pra frente. Trocaram telefones, começaram a ser ver todos os dias, e perceberam como cada um mudava ao ver o outro, perceberam como cada um fazia o outro feliz. Ela melhorou e não ficou com mais nenhum cara. Mudou de emprego, e está sóbria. Ele não bebeu mais, voltou a jogar futebol com os amigos, e a ver televisão. Já que não tinham mais suas famílias, comemoraram juntos seu casamento. Viajaram  para a Austrália.  Fizeram amor numa praia. Tiveram dois filhos. E foram mais do que felizes juntos. Eles entenderam o verdadeiro significado de amar. E com toda certeza, ensinaram isso para seus filhos.

(Re) Vivendo - Quarto Capítulo por Gabriela Vilks



'' Um sentimento entre duas pessoas, qualquer que seja ele, é mais do que somente um sentimento. É o modo como se sorri, é jeito do olhar, é o modo de cuidar. É o modo de ser feliz, e fazer feliz. '' 

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Algo está muito ... certo. Pensou ele enquanto deixava um espaço entre os lábios da moça , para poderem respirar naturalmente. Um sorriso anasalado a moça soltou, que o fez sorrir também. É , tem algo muito certo por aqui. Pensou ele novamente. A fitou na escuridão, e não aguentou, teve de tocar de leve a face macia da moça, que fechou os olhos ao toque do rapaz. Linda. Pensou ele.Se lembrou da primeira noite de amor com ela. E ao invés de sentir um nó em seu peito, um riso saudoso lhe rompeu a boca. E ele se viu sorrindo feliz, a tocando na escuridão. As bochechas lisas e pouco salientes, davam um aspecto de boneca à moça, que ainda sim, tinha os olhos fechados. Bonito sentimento, pensou a moça quando sentiu o toque em seu rosto. Ele a amava realmente, teve certeza. Ninguém sorri com certas lembranças, mas ele sorrira, e não pergunte, como ela sabia que ele havia lembrado. Detalhes, pensou ela, partindo com suas mãos para a raiz do cabelo do rapaz, em sua nuca. Era onde ela adorava pousar as mãos nele. Com a outra mão, o rapaz fez o caminho do braço da moça, sentindo onde o vestido terminara, até enlaçar os dedos com os dela,novamente, que agora pousavam em seu pescoço.
 Ele sentiu sua mão ser pega, e levada para junto da outra, em seu pescoço, de modo que parecesse estar descansando. Não fez questão de saber o que exatamente ela iria fazer. Somente fechou os olhos, respirou fundo com um meio sorriso no canto da boca, e esperou. Os lábios molhados da moça tocaram-o no pescoço, como se fossem pingos de chuva gelada. Lhe causou uma sensação tão boa, de alívio. Os lábios dela demoraram em vários trechos de pele, de um lado até o outro.Ela aproveitou cada pedaço de pele, inalou o perfume forte, e desejou que o cheiro da pele do rapaz nunca mais saísse de sua memória. E como se dissesse, terminei, ela soltou as mãos do rapaz, que logo se dirigiram para sua cintura novamente. Ela deixou suas mãos no pescoço dele, como se alí, fossem seu local predileto, e ele entendera isso de cara. A cintura pequena, encoberta pelo tecido um pouco áspero do vestido , que a essa pequena altura, devia estar um pouco acima das coxas da moça. Não se importavam, a hora chegaria logo. Ela sentiu os dedos fortes a apertando em sua cintura. Eu estou aqui, ela pensou, achando que fosse um gesto de ' isso realmente está acontecendo ? ' Nem a ficha dela havia caído ainda. Mas o tempo, agora, era a menor preocupação dos dois. Em condições normais, se fossem outras pessoas, um outro rapaz e uma outra moça, poderíamos dizer que, haveria somente sexo. Nada de sentimento. É claro, o sexo é bonito, se feito com algum sentimento. E sentimento, os dois, possuíam de mais, e estavam descarregando o excesso em gestos, em gestos tão bonitos que ninguém, nem eles mesmos entenderiam. Nessa noite, não é  o prazer que dominará. Nessa noite, o amor, puro e sua essência, mudarão a visão da vida dos dois. Ele a puxou novamente para um abraço. Ele a tomou por inteiro nos braços e por ela ser pequena, posso dizer que pela força dele, ele queria que os corpos se fundissem. E assim, grudados, ficaram por alguns instantes.
- Eu quero dançar com você. - ele disse num sussurro quase inaudível para a moça.
Ele sentiu o sorriso dela em seu pescoço. E então, começou a se levantar e a puxar a moça para cima novamente. Os corpos ficaram de pé. Logo se juntaram novamente, como se fossem ímãs.
Levemente, de um lado para o outro, se mexiam. Sem nenhum som. Ele a erguera um pouco, para que os pés dela, ficassem em cima dos pés dele, já sem sapatos, tirados logo quando chegaram. Ela riu internamente, e se lembrou quando ele, fez a mesma coisa na noite de ano novo, quando somente os dois ficaram em casa, ouviram os fogos, e beberam duas taças de vinho. Dançaram em silêncio por um bom tempo. E depois, dormiram tão felizes, com a promessa de um ano novo, que não iria ser vivido pelos dois juntos. O rapaz segurou a moça forte pela cintura, e ela compreendeu como se ele de maneira alguma a queria soltar, ou estivesse com medo de cair. Ela riu de novo. A música que tocava, tinha como melodia, o som dos corações batendo calmamente, a água corrente do rio, os barulhos da floresta e dos bichos que nela habitavam. Era a natureza, era perfeito.
Depois de algum tempo, os corpos pararam. Ela afrouxou um pouco as mãos dele que estavam em sua cintura, e desceu dos pés dele. Segurou as mãos dele levemente, e as levou até o alto de suas costas, exatamente onde o zíper de seu vestido estava localizado. Ele respirou fundo, tão fundo que pareceu inalar todo o ar que pudesse. Ele se lembrou  da vez que ela havia comprado um vestido novo, e que quando chegara em casa para lhe mostrar, o maldito zíper havia emperrado. Ficaram meia hora para tentar abrir o zíper, e depois que ela tirou o vestido, ficando somente de calcinha e sutiã na sala, começaram a rir feito crianças da situação. Quando as risadas acabaram, fizeram amor no tapete de veludo da sala. Ele riu ao lembrar-se. Pegou levemente o zíper com uma mão, e com a outra, fora descendo, acompanhando o caminho do zíper, até chegar na parte mais baixa da coluna da moça. Ficou alí parado por alguns instantes, pensando na pele macia que descobrira. Ele puxou suavemente as mangas nem tão compridas do vestido para baixo, puxou as laterais, e até que finalmente, o vestido caiu num bafo no chão de madeira. Pareceu ter visto um sorriso nos lábios da moça.

NOVA FIC + ENQUETE

OI AMORAS !

COMO ALGUMAS DE VOCÊS DEVEM SABER, TERÁ UMA NOVA TEMPORADA DE O JURAMENTO E EU ESTAVA PENSANDO EM FAZÊ-LA EM VERSÃO INTERATIVA, MAS EU GOSTARIA DE SABER A OPINIÃO DE VOCÊS PRIMEIRAMENTE.
SE VOCÊS ESCOLHEREM INTERATIVA, EU TAMBÉM FAREI A PRIMEIRA TEMPORADA INTERATIVA E DISPONIBILIZAREI AQUI.
OU SEJA, FICARÁ AS DUAS VERSÕES INTERATIVAS E TAMBÉM NORMAL, COM OS PERSONAGENS FIXOS.
EU DEIXAREI UMA ENQUETE AQUI NO BLOG E VOCÊS TERÃO, MAIS OU MENOS, UMA SEMANA PARA VOTAR. -  E EU ESPERO QUE VOTEM, POR FAVOR.

LOGO POSTAREI OS ÚLTIMOS CAPÍTULOS DE IRRESISTIBLE E COMEÇAREI COM A SEGUNDA TEMPORADA. E SERIA MUITO CEDO PARA DIZER QUE EU JÁ ESTOU COM MAIS OUTRA FIC EM MENTE ? POIS É ! COMO EU FALEI, EU ADORO ISSO .

ATÉ BREVE, AMORAS E VOTEM NA ENQUETE !

Don't Say Goodbye- Capitulo 02

Don't Say Goodbye
Capitulo 02

O que uma garota quer, o que uma garota precisa
O que uma garota quer, o que uma garota precisa



Cidade de Leeds, 06:20 da manhã, segunda-feira, 03 de Fevereiro

(Rebecca On)

Credo! Ninguém merece ir para a escola, mas ainda bem que não vou ficar aqui por muito tempo. Se tudo der certo, eu irei passar nas audições, ir para a 2° fase e sair daqui, indo direto para a grande Londres. E pensar que há um mês atrás eu tinha apenas 17 aninhos.

Me levantei só por ouvir meu pai gritar para eu levantar. Assim que sai da cama, já senti aquele vento frio matinal.

Andei calmamente até minha janela e abri as cortinas. Realmente estava frio lá fora, o lado bom é que não estava nevando, porém ainda tinha aula. Me afastei da janela, dei meia volta e fui para o banheiro.

Me despi, abri o registro do chuveiro, deixando-o em uma temperatura agradável. Entrei no chuveiro, me lavei, lavei meus cabelos e os enxaguei, dei mais uma enrolada e deliguei o registro do chuveiro. Dei uma leve apertada em meus cabelos só para tirar o excesso de água, peguei minha toalha, enrolando-me nela, me enxuguei. Ainda no banheiro coloquei minha lingerie e sai do mesmo. Fui até meu Closet e peguei o uniforme da escola. Sim, minha escola possuía um uniforme, ele até que era bonitinho. Coloquei o mesmo e fui para a frente da minha penteadeira. Me sentei na cadeira que lá havia, peguei um pente e comecei a desembaraçar meu cabelo. Assim que o desembaracei, peguei o prendedor e arrumei meu cabelo em um rabo de cavalo.

Sai da cadeira, peguei meu material e sai do meu quarto. Fui direto para a cozinha, me sentei na mesa, sendo acompanhada de meu pai e minha madrasta. Cecília era uma ótima mulher, eu aprovava ela com meu pai, ela o fazia bem. Devo confessar que no começo não gostava nem um pouco dela, mas com o tempo aprendi a deixar essas diferenças de lado, e hoje ela é como uma segunda mãe para mim.

Cecilia- Esta animada com o primeiro dia de aula, querida?- perguntou ela animada.
Eu- Quem fica animada para ir a escola?- rebati a pergunta com outra, mexendo no meu prato de panquecas.
Pai- Dá pra para de brincar com a comida?
Eu- Foi mal.- respondi enchendo minhas panquecas com calda de morango e comendo uma delas.
Cecilia- Pensa pelo lado bom...
Eu- Que seria?
Cecilia- Você vai conhecer novas pessoas.- bom, vamos ver. Eu estava indo para o último ano na escola, dessa vez haveria pessoas novas na escola, que estava chegando para o seu primeiro ano no Ensino Médio, porém também haveria nesse mesmo grupinho as patricinhas que já chegariam achando que mandam na escola, mas acho que a Mandy jamais deixaria isso acontecer. Também tem o povo que pegaria transferência para a escola, é isso vai ser bem interessante de se ver.
Eu- Pode até a ser...- falei por fim e terminei de comer minhas panquecas. Me levantei calmamente da cadeira, coloquei meu prato na pia e quando ia saindo da cozinha, ouvi meu pai me chamar.- Sim?
Pai- Ás vezes, nem sempre temos o que queremos, mas temos só o que precisamos.- nisso ele deu um beijo na minha testa e saiu dali.

Ok! Mas o que ele queria dizer com aquela frase ? Fui até meu quarto, entrei no banheiro e escovei os dentes, depois sai dali, indo direto para a garagem, encontrar com meu pai.

Encontrei o mesmo já no carro me esperando. Entrei no carro e seguimos rumo a escola.

Dez minutos, mais ou menos, depois chegamos na escola, ele me deu um beijo na bochecha e me desejou um bom dia. Sai do carro e muitas meninas me encararam. Revirei os olhos e andei até o mural de avisos para saber qual era a minha turma. E lá estava o meu nome na turma do 3°C. Dei uma olhada para ver se havia alguém conhecido na minha turma e tinha vários conhecidos, mas o único problema era que esses conhecidos no ano retrasado haviam sido considerados como os mais bagunceiros da escola, digamos de passagem que eu estava no meio deles.

Fui para a minha sala, no caminho fui cumprimentando várias pessoas. Quando cheguei na sala, aqueles bagunceiros já estavam em seus devidos lugares. O fundão. Um deles acenou para mim e retirou a bolsa dele de cima de uma das carteiras, ou seja, já tinham reservado o meu lugar. Caminhei até lá e coloquei a minha bolsa.

Eu- E ai? Como foram as férias de vocês?- perguntei a eles.
xx- Normal.- respondeu um deles dando de ombros.
XX- Chatas! Nunca pensei que sentiria falta desse lugar.- falou um deles fazendo drama.
Xx- A mesma coisa de sempre.- respondeu o outro.- Mas e as suas?
Eu- Sabe, até que foram calmas.- ri daquilo.
xx- Suas férias foram clamas? Que papo é esse?- perguntou ele colocando a mão em minha testa. Como se quisesse ver se eu estava com febre.
Eu- Nossa Danilo, muito engraçado.- falei tirando a mão dele da minha testa.
XX- Ele até que está certo.
Eu- Opa, claro, Pedro.- revirei meus olhos ao final da frase.
Xx- Nada disso importa agora, pois temos de fazer algo de inesquecível esse ano, afinal é o nosso ultimo.
Eu- Verdade Vinicius. Mas não podemos acabar com o meu futuro.
Pedro- Não se preocupe.
Danilo- Vamos aprontar juntos, mas você não vai levar a bronca.
Eu- Não acho isso certo.
Vinicius- Deixa isso para depois, o povo tá chegando.

Nisso cada um se sentou em seu devido lugar, mas a única coisa que eu queria era ir para casa e me inscrever para o The X factor, sinceramente, se eu passasse minha vida mudaria. E para melhor.

A aulas passaram bem lentas. O intervalo chegou e minha animação foi embora. Mal sai da sala e já dei de cara com Mandy, ela era a típica loira dos olhos azuis, com um belo corpo e líder das líderes de torcida, suspirei e tentei passar sem ser notada, mas como disse tentei.

Eu- Algum problema?- perguntei quando senti ela segurando em meu braço.
Mandy- Não, mas soube que você vai se inscrever para o X Factor, esse ano, é verdade?
Eu- Sim.
Mandy- Sendo assim, quero lhe desejar boa sorte, afinal você irá representar a nossa Leeds.
Eu- Obrigada, eu acho.- é claro, que esse final de frase, eu falei baixo.
Mandy- Sei que nunca fomos amigas, mas chega o momento em que devemos nos entender. Este é nosso ultimo ano juntas.
Eu- Concordo! Então, amigas?- perguntei me soltando da mão dela e já estendendo a minha mão direita na direção dela.
Mandy- Amigas!- ela apertou minha mão e sorriu.

Depois dessa pequena conversa fui até o refeitório, peguei um lanche qualquer e me sentei em uma daquelas mesas, e lá fiquei até que o sinal anunciou o fim do intervalo.  Nesse meio tempo, fiquei a observar a todos ali, como sempre a mesma coisa, o grupinho de "Nerds", os "Populares", os "Descolados", as "Patricinhas", os "Novatos" e eu, que não fazia parte de nenhum desses grupinhos.

Fui para a sala e me sentei em meu devido lugar, hoje não estava afim de bagunçar, só queria ficar quieta no meu canto e pensar. Os alunos voltaram para a sala e naquela bagunça eu fui para o 'meu mundo secreto'.

No 'meu mundo' ás coisas eram menos complicadas e menos problemáticas, coisa que no mundo real tudo é complicado e cheio de problemas. Mas não era aquela coisa clichê, mundinho cor de rosa, na qual eu sou uma princesa a espera de seu príncipe encantado que vira me salvar da rainha má montado em um cavalo branco. Na verdade eu espero encontrar um 'príncipe', mas simplesmente eu vou esperar, afinal como diz um ditado: "A pressa é inimiga da perfeição!".

Quando dei por mim, os alunos já guardavam os seus materiais e saiam da sala, eu como sempre seria a ultima a sair. Guardei meu material correndo e sai da sala, mas na saida trombei com alguém. Aff! Tinha que ser.

Eu- Foi mal, eu não te vi e tchau!- antes de poder continuar meu caminho fui interrompida por ele.
xX- Tá desculpada, mas calma ruivinha!
Eu- Estou calma.
xX- Não parece, mas diz ai, o que lhe aflige?
Eu- Nada, agora me solta tenho que ir embora.
xX- Ah! O papai veio lhe buscar. Que lindo! A filhinha do papai. Nem parece a garota problema do ano passado.
Eu- Pois é. Ainda bem que eu não sou museu para viver de passado.
xX- Ui! Ela é muito respondona.
xx- E o que fazemos com respondonas, hein Gabriel?
Gabriel- Nós a calamos, Will.
Will- Acho que você está encrencada, Becky.
Eu- Quem lhe deu toda essa intimidade?- perguntei me soltando de vez.
Gabriel- Eu.
Eu- Coitado! Acha que manda.
Gabriel- Mas eu mando.
Eu- Será?
Gabriel- Quer que eu te mostre?
Eu- Pagaria para ver, mas como disse antes, tenho que ir. Dá licença.
Gabriel- E se eu não der?
XX- Vai se ver comigo, então?
xXx- Ou com nós?

Uau! Por essa eu não esperava, mas o que eles estariam fazendo ali ainda, deveriam já ter ido embora, assim como eu já deveria ter ido embora.

Gabriel- Não se envolvam, não é nada com vocês...
xXx- Você está falando com a Becky, não é?
Gabriel- Sim, mas...
XX- Então esta falando conosco.- interrompeu ela dando um sorriso irônica.
Will- Deixa isso, Gabriel. Não vale a pena se envolver em uma briga dessas.
Gabriel- Rebecca, nós não terminamos ainda.
XX- Terminaram sim.
xXx- E se eu ver você ou qualquer um do seu grupinho se aproximar dela, pode ter certeza que eu não vou me importar de te dar uma boa e inesquecível surra, garoto.

Ambos se viraram e sairam andando para a saida. Eu Simplesmente cai de joelhos no chão daquele corredor, senti meu nariz ficar quente e minha visão embaçar, tentei segurar o choro o máximo possível, mas já era tarde. Até quando esse garoto ia me encher?

Acho que estava soluçando, pois logo senti braços fortes me apertarem contra si. Depois de um tempo, respirei fundo, sequei meu rosto e olhei para a pessoa.

Eu- Devo dizer obrigada aos dois.- dei um sorriso fraco.
XX- Não foi nada, anjo!- acabei rindo do apelido.
Eu- Credo, Pedro. Que apelido ridículo. Mas obrigada também Mandy.
Mandy- Não foi nada, eu devo confessar que já estava na hora de enfrentar os idiotas do Gabriel e do Will, apesar dele ser uma gracinha é muito burro.
Eu- Devo concordar, mas é melhor eu ir.
Pedro- Não se preocupa, falamos pro seu pai que você estava conversando com um dos professores por isto iria demorar um pouco.
Eu- Então, é melhor eu ir. Antes que ele de um piti.- dei um abraço em cada um dos dois e sai correndo em direção ao estacionamento da escola.

Quando cheguei no mesmo, meu pai me esperava lendo um jornal dentro do carro, dei uma batina na janela, o mesmo quando me viu deu um sorriso majestoso, entrei no carro, meu pai ligou o carro e deu partida no mesmo, rumo a nossa casa, eu acho.

Pai- Então, o que seu professor queria?
Eu- Nada de mais, ele só queria me dar alguns conselhos e boa sorte, para o X Factor.
Pai- Ah! Entendi.

O resto do caminho foi sem nenhuma conversa, fomos em silêncio absoluto e aquilo chegava a irritar um pouco. Finalmente, chegamos em casa, fui correndo para o meu quarto, liguei meu computador, peguei minha câmera, e assim que ele ligou entrei no site do X Factor. Acessei o link, na qual estava escrito "Se inscreva aqui!", fiz todos aqueles processos descritos, fiz meu video cantando "Hey Jude- The Beatles" e enviei. Agora era só esperar e torcer.

(Re) Vivendo - Terceiro Capítulo por Gabriela Vilks



'' A vida , só e bonita se você parar de vê-la com os olhos de um retardado. Antes de abrir os olhos pela manhã, antes de colocar o corpo para fora da cama, sinta o ar entrar em seus pulmões, e sinta-se vivo. Sinta sua pele, sinta seu pulmão dilatar, levante-se e olhe pela janela - e não importa se o que ver for só concreto - sorria. Você, conseguiu viver mais um dia '' Gabriela Vilks




Como o ar daqui é bom, pensou ele ao respirar fundo o ar puro dalí. Tudo parecia tão calmo e normal alí, que até dera uma vontade de ficar alí para sempre, com ela.
Ele sorriu no escuro e sentiu o coração pular dentro de si, quando a escutou dizer que ali era bonito.
A brisa era fresca, e um pouco gélida, mas estava perfeito. Ela é perfeita , pensou ele.
Qual foi a última vez que me senti assim ? Se perguntou ele. Não me lembro.
- Por que ? - perguntou ele , quase num sussurro.
- Não sei, mas isso não importa. Não agora. - ela respondeu breve e com firmeza.
- E depois ? Vai ficar na minha vida  ? - perguntou , já com medo da resposta.
- Não sou capaz de ficar na vida de mais ninguém. - ela respondeu ao vento.
- Como pode saber se não tentou ? - ele fitou a lua ao perguntar
- Minha vida se foi quando ele se foi. Hoje eu não vivo. Sobrevivo. - ela respondeu friamente.
- Suportar , não é mesmo ? - concordou ele.
- Faz parte. - ela completou
- Você me trouxe vida, por alguns instantes. - falou ele
- Você também. - ela retrucou.
- Eu me pareço muito com ele ?  
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Uma fisgada ardeu no peito dela , quando o ouviu perguntar se parecia com ele.
Demorou alguns segundos para responder.
- Sim, e eu gosto disso. - engoliu em seco.
- Hum. Você também se parece com ela. Mas acho que não gosto disso. - respondeu ele deixando claro a dúvida no ar gélido.
- Que bom.- ela concordou - se gostasse de verdade estaríamos na cama uma hora dessas. - ela riu baixo no final da frase.
- Não duvido. - ele concordou, se lembrando do gosto da boca da moça
Se passaram alguns minutos e os únicos barulhos alí foram o da água corrente, e o da floresta.
O céu não estava totalmente encoberto e a luz da lua minguante e das poucas estrelas eram o suficiente pra tornar a paisagem, incrível, para quem sabia observar.
Droga !Pensou ele. Do que se trata exatamente ? De saciar meu desejo de tê-la visto pela última vez ? Meu desejo de não ter brigado com ela na semana antes ? Meu desejo de não ter pintado a parede de amarelo ? Meu desejo de sentir pela última vez o perfume doce dela , ou meu desejo de me sentir vivo outra vez ? Quer realmente saber , Zayn, seu idiota ?! É o seu desejo de se mostrar como você é.
Uma ave piou ao longe.
- Sabe, eu gostaria de saber seu nome. - ela disse naturalmente.
- Zayn.
- Combinou.
- Com o que ?
- Com sua aparência. Um nome forte, pequeno e enigmático. Pelo menos pra mim.
- Interessante.
- E o seu ?
- Kate, na verdade, Katherina.
- Bonito nome.
- Obrigada.
- Não acredito que sou tão parecida com ela assim, a ponto de você me roubar um beijo.
Ele riu baixo. Demorou a responder.
- Quando te vi, senti que morri ou nasci de novo, não sei explicar. Algo mexeu aqui dentro. De um modo que só ela sabia mexer. Seu cabelo castanho , seus olhos castanhos, seu rosto fino e modelado, sua boca pequena e estreita, seu perfume doce e instigante. Na verdade, eu diria que você é um cover quase perfeito dela - ele riu baixo novamente - e eu não faço a menor ideia do que fazer agora. Sei que seus olhos me disseram muito mais coisa do que sua boca, e acho que você não gostou disso, não é mesmo ?
- É - ela soltou um riso anasalado - não gostei mesmo. E acho que em quesitos iguais, você só perde para as tatuagens . É incrível. E me pergunto se é realmente real.
- Segure - disse ele estendendo a mão para ela no ar.
Ela tentou fitá-lo nos olhos , mas não teve certeza se conseguiu com o escuro, e mesmo vendo pouco, enlaçou os dedos na mão dele.
Os dedos se apertaram contra a mão de cada um. Gerando a sensação de segurança, que só sentimos quando seguramos firme com amor verdadeiro.
Ela se lembrou da tarde no lago. Ele se lembrou da tarde na sala. Ele apertou a mão da moça contra a sua e presumiu que ela visse o quanto era real. Ela virou o rosto para o horizonte e para o céu novamente, sem demostrar se queria ou não se soltar da mão do rapaz. Ele não queria.
Ele, puxou o corpo um mais para o lado, e ela riu consigo mesma. Ela sentiu cócegas quando ele arrastou seu cabelo solto com todo o cuidado para o lado, liberando a vista seu pescoço esguio e pequeno. Ela apertou a mão dele. Uma respiração funda, contida de dor e negação foi solta por ela quando sentiu os lábios do rapaz em seu pescoço. Ele, ao beijar o macio pescoço da moça, sentiu novamente o perfume doce. Sorriu internamente. A cada beijo demorado em seu pescoço, o NÃO gritava em sua cabeça. Alguma parte consciente de seu cérebro lhe dizia : '' Ele é um desconhecido, você não o conhece, e está deixando beijar seu pescoço ? Impressa ! '' Mas, em alguma região de seu ser, o SIM, gritava mais forte, e os dois saberiam que o Sim, venceria naquela noite.
Para alguém que perdera a habilidade com mulheres e momentos 'quentes', o movimento que ele fez de puxar as pernas da moça para cima da ponte , foi até que bem sucedido. Um sorriso contido, estava nos lábios dela. Seguindo a linha do pescoço, desde a parte da nuca, até logo abaixo do queixo, ela sentiu cada toque como um arrepio bom e suave. Cada centímetro de pele, importa, pensou ele. As mãos, não se desprenderam por nenhum momento até agora. Ao sentir seu pescoço liberto - infelizmente - dos lábios macios do rapaz, com a mão livre, encostou carinhosamente no peito do rapaz, e ficou alí, brincando com a gola de sua camisa por alguns segundos. Seus olhos cravaram nos dele no escuro, e então como se eles a chamassem, ela os beijou. Beijou os olhos, a testa, o nariz suave, as maças do rosto ligeiramente entalhadas, as bochechas, o queixo reto, fazendo um caminho que com certeza era arrepiador, para ambos, sabendo que o destino final , seria logicamente, a boca do rapaz. Como se já soubesse do passo seguinte, ele , se desprendeu da mão da moça, a puxou pela cintura, se encostou na lateral da ponte, fazendo com que ficassem frente a frente de um jeito mais confortável. A mão da moça no peito do rapaz, sentia a respiração calma dele. E isso, ela achava incrível. Olhos abertos não eram precisos, e novamente, as bocas pareciam se atrair, e demorou mais do que o normal, para realmente , os lábios se grudarem meigamente.
E então, quando se encontraram efetivamente, a mesma corrente elétrica de antes, passou em ambos os corpos, gerando uma alegre cócega na coluna. Bocas se explorando calmamente, suavemente como o sono  profundo de um bebê. Era lindo de ver. As mãos dele, já se encontravam nas costas da moça, a segurando como se fosse uma boneca de porcelana, ou então um presente caro que não queria deixar cair. As dela, pousavam em seu nem tão largo peitoril, a frente de seus corpos.
Demorou até sentir tudo, cada canto da boca,  cada sensação que era sentida com o toque sutil da língua dentro da boca.  Foi incrível. Nenhum dos dois havia beijando ninguém assim antes. O beijo, só fora o começo.

(Re) Vivendo - Segundo Capítulo por Gabriela Vilks

" A vida não espera por nada nem ninguém. Ela apenas é. E você, apenas segue. Segue tentando acompanhá-la achando um jeito que seja o menos pior. E acha. Fica a vida inteira fazendo planos, e não os cumpre, passa a vida inteira fingindo ser, e nunca é . Chega. Seja. Faça. Voe, voe pra longe, pra longe de si mesmo.. Vá contra a corrente, e se precisar morrer pra isso, MORRA também ... " 




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 Lábios pequenos e doces, pensou ele enquanto sentia cada centímetro de boca da moça . Que saudade. A leveza do beijo, foi suscinta, e por ambas as partes a sensação causada pelo encontro repentino dos lábios secos, foi totalmente fascinante. Quase como se um pequeno choque elétrico partisse da boca de ambos, e fosse até a base do pescoço , causando mais do que somente um bom arrepio e um frio de barriga .Causou uma estática paralisante no ar, e que com toda certeza, se alguém visse, chamaria aquela 'áurea' em cima dos dois corpos, de amor palpável.
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Mas que diabos ele está fazendo ? Se perguntou ela, quando percebeu que ele havia parado em baixo da luz amarela do estacionamento por algum motivo que ela desconhecia. Que engraçado e estranho, pensou ela . Não fazia ideia do que ele estava pensando e muito menos o por que estava a olhando como se cada centímetro de pele dela, fosse ouro reluzindo .
Quando ela percebeu os olhos brilhantes e já pouco inchados do rapaz a sua frente, foi que houve um estalo. Eles se pareciam. Mas .. que ... droga ! Pensou ela , já tentando se controlar, tentado não bambear as pernas e sair correndo dalí.
Como eu pude não reparar ? Se perguntou quase se insultando internamente. Estava prestes a fazer isso, quando se surpreendeu pelo sorrisos saudoso, tímido e luzente que o rapaz soltara ao apreciar a face da moça.
O queixo meio quadrado, a barba rala, os lábios retos, os olhos quase negros e hipnotizantes, o cabelo meio desgrenhado. Era como se houvessem descrito ele , novamente. Mas não era ele. Ela sabia disso. Era informação de mais, e a cabeça já fraca dela, depois de tanto cair e beber, já não conseguia mais aguentar certas situações, imagine essa, de encontrar um cara na balada, com os mesmos traços do amor de sua vida.
Era de mais para ela. Não sentia mais sua garganta, muito menos seu coração. Somente mexeu os lábios para o lado, como se dissesse, você está aqui de novo . No fundo ela sabia que era impossível, mas sua insanidade a fazia acreditar que era. E sendo assim, se fugir era o que ele queria, ela fugiria, mesmo sem conhecê-lo, sem saber para onde iriam. Como se esperava, nada funcionava direito e então, ficou quieta, mais do que já estava.
Achou engraçado e fofo quando ele abriu a porta do carro com as mãos trêmulas e tentou colocar o cinto de segurança nela.
E então como se já não bastasse o coração a mil e a cabeça a zero, o rapaz , chegou mais perto, permitindo a ela, sentir o perfume dele novamente, e fitá-lo mais fundo nos olhos. Sabia, pensou. Olhos escuros, mas que com toda certeza, ela reconhecera que eles também já choraram muito por alguma coisa. Foi quase como um reconhecimento a primeira vista. De alguma forma, ela sentiu que estava ligada ou quem sabe conectada com o rapaz bonito. De alguma forma, estranha, e agradável. Olhá-lo novamente, a fez se sentir viva, por alguns segundos. E quando ele , imprudentemente resolveu selar os lábios dela, foi como se a vida , tivesse voltado ao meu corpo, ela pensou.
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Bom, para nós , imortais, o amor tem uma definição diferente para cada pessoa. Para as poucas que perguntei , o que é o amor para você ? elas me surpreenderam com as respostas.
"O amor ? Ah, o amor é um calor que preenche o coração quando beijamos quem amamos, e é assim que percebemos que realmente amamos a pessoa. Ela nos aquece, nos permite sermos menos humanos uma vez, e sermos bons, e verdadeiros. O calor, o frio na barriga, o sorriso involuntário, ah, esses são os sinais de um verdadeiro amor."
" Nunca acreditei em amor pra falar a verdade. Tive sim, com quem compartilhar um pouco de minha breve e insoça história, mas , nunca senti o que dizem os apaixonados. Amor .. hum ... é um amontoado de sentimentos e sensações boas que são provocadas por nossa mente fraca, numa tentaiva pré histórica e animal de reprodução. Pode me chamar de idiota, que não me importo, mas se todos seguissem meu conselho de não amar e não deixar ser amado, nunca haveriam guerras, em todos os sentidos. "

Viu só ? Uma totalmente contrária a outra. Não é incrível ? Bom, eu achei. Nunca vivi um amor de cinema em que quando você se apaixona, se perde. Eu já sou perdida, e acho que isso não ajudou muito mas enfim ... Não sofro com isso. Se houver um dia amor, em minha vida, vou acolhê-lo com a maior alegria. Mas, o meu verdadeiro amor, de agora, você está lendo. São minhas palavras, minhas histórias, meus personagens. Esses que daqui a pouco, irão com certeza descobrir algo tão  intenso, próximo e distante ao mesmo tempo da pequena palavra , amor.
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Não pode ser destino, muito menos qualquer outra babaquice que fale sobre duas pessoas serem tão iguais, se encontrarem por acaso em uma boate ! pensou ele, desencostando infelizmente os lábios dos da moça, a fitando rapidamente e soltando um sorriso tão lindo e natural, fechando a porta e dando a volta no carro para chegar ao banco do motorista.
Uma sensação de ansiedade e aconchego tomavam conta do peito do rapaz, que tentava ao mesmo tempo parar de pensar na moça ao seu lado, e pensar em algum lugar para ir. Ao passar pela placa que dizia 'saída' no estacionamento, soube para onde devia ir.
Era sexta feira a noite, logo as ruas e avenidas estavam amarrotadas de pessoas e carros. O GPS de última geração que ostentava no painel, não se fez preciso, pois o caminho que ele fazia, já estava cravado em sua memória. Era lá, que ele ia, quando os dois brigavam. Era lá que ele se fazia entender o por que dela . Era o seu lugar. E era para lá que ele estava indo.
Enquanto esperava o sinal abrir, olhou de relance para a moça sentada ao seu lado. Ela envolvia suas pernas com seus braços em cima do banco, o que fez seu vestido já curto, mostrar um pouco mais das pernas esbeltas da moça. Já estava sem os sapatos de salto alto, isso significava que estava aconchegada. Ela fitava cuidadosa e serenamente o outro lado da rua, onde passavam pessoas em suas roupas de festas, felizes, rindo, achando a vida uma beleza.
Não demorou muito para conseguir sair do perímetro urbano e chegar a parte mais natural perto da cidade. Em alguma altura da rodovia, ele virou a esquerda e caiu em uma estrada de terra que parecia não ser usada constantemente. Nenhum dos dois soltara uma palavra durante o trajeto, e isso somente acalmou os nervos saudosos de cada um. Dentro de alguns minutos já estavam passando por entre as árvores em uma estrada um pouco íngreme. Ele parou o carro.

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Quando foi mesmo a última vez que me senti tão bem comigo mesma ? se perguntou ela, enquanto o carro passava pelas ruas e pessoas. Fora há muito tempo. Muito tempo. Esse tipo de coisa, de destino e de encontrar a alma gêmea não existe , pensou ela. Embora um dia, ela acreditasse nisso.
Parecia que alí, dentro do carro, ao lado dele, a vida tinha outro cheiro. Quem sabe um cheiro estranhamente doce e suave de saudade, e algum resquício de amor, que ela e nem ele se lembravam. Isso o fez a sorrir. Não vou começar a me sentir uma escritora sentimentalista agora, vou ? Era assim que ela se sentia quando ele estava por perto, quando ele a fazia rir de coisas bobas.
Ela respirou fundo e se perguntou, Por que ? Por que hoje ? Por que eu ? Por que você ? Por que , por que ? Ela odiava quando não sabia as respostas, mas algo lhe dizia que elas estavam tão próximas quanto a presença dele. O carro parou de repente, a fazendo olhar para o rapaz que já a fitava com um breve sorriso no rosto.
- É rápido. Vamos a pé. - ele acenou  levemente com a cabeça para a trilha.
Foi o que ele disse. E bastou. Bastou escutar em míseras cinco palavras a voz dele para ela. Novamente, o coração queria sair do peito dela. Um sorriso surgiu na face dela. Ela se desprendeu do cinto, segurou seus saltos e foi dando os primeiros passos na trilha iluminada pelo brilho das estrelas e da lua, que estava minguante na noite escura.
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Vai ficar frio. Pensou ele , abrindo o porta malas e pegando uma manta velha mas limpa, que sempre deixara ali, somente para usá-la quando vinha alí.
Ele deu três passos longos e alcançou a moça que segurava os saltos em uma mão, e com a outra , envolvia sua cintura. Ele pegou a manta e a cobriu nos ombros, recebendo em troca, um sorriso tímido e um olhar iluminado pela luz dos astros.
- Sempre vim aqui, quando eu queria me distrair um pouco ou pensar na vida. É bonito, eu acho bonito.
A trilha começara a descer, e um barulho de água corrente preencheu o ar em instantes, a fazendo sorrir consigo mesma.
O silêncio se fez entre os dois, até chegarem à um pier.
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Obrigada, pensou em dizer ela pela manta, mas não conseguiu. Somente retribuiu com um sorriso, e que parecia ser a única coisa que conseguia fazer desde que se tocaram. Que bobagem, pensou.
Ela riu mais uma vez, ao ver que o modo como o rapaz falou sobre o lugar, ,o lembrava.
Mais alguns passos e vualá, um dos rios mais bonitos, limpo e menos conhecido da cidade e acho até que da região, pensou ela. Já vira matérias, e até fizera um projeto sobre alguns rios da região no trabalho. De perto, com toda certeza, e ainda iluminado pela luz das estrelas, era sim o mais bonito, se não o mais estasiador.  Fazia tempo que não tinha contato com a natureza. Fazia tempo que não tinha contato com nada nem ninguém.  O pier, de madeira, dava a impressão de ser antigo, mas bem conservado. Ao horizonte do grande rio, se via os elevados picos das montanhas e suas florestas se entendendo até onde a vista permitia. Tudo tinha cor cinza e preto.  Desceram algumas escadas e chegaram ao fim do pier. Ela esticou a manta do chão, e os dois se sentaram.  Alguns minutos a mais somente com o barulho de água, vento, folhas e galhos se batendo.
Tudo parecia tão bem, tão normal. A vida por alguns instantes parecia tão normal. Como se nada tivesse acontecido, como se o ar, fosse o mesmo daquele tempo em que as coisas eram mais fáceis, como se fosse o ar de liberdade e tranquilidade antes do amor. Antes dele. Naquele tempo eu era feliz, mas de outra forma, pensou ela fitando as montanhas.


 -  Tem razão, eu também acho bonito - disse ela.