Mostrando postagens com marcador Don't Say Goodbye. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Don't Say Goodbye. Mostrar todas as postagens

Don't Say Goodbye - Capitulo 09




[...]

Estava perto de casa quando uma mão grande me segurou pelo braço, dei um grito, mas minha boca logo foi tapada e eu fui arrastada até um beco que havia ali perto. É claro que eu me desesperei.

- Calma! Por favor, eu não irei lhe fazer mal.- falou a pessoa.

Quando eu olhei quem era não acreditei. Como o JOSH poderia me assustar desse jeito?

Se bem que eu não podia e não devia esperar coisas boas vindo dele. Acho que nunca senti tanto medo. Ao menos até aquele exato momento.


Olhei em seus olhos pela primeira vez e percebi que todo o medo que eu tinha de me apaixonar por ele novamente, havia sumido. Eu sempre que o olhava nos olhos, me via perdida e completamente hipnotizada. Mas agora, eu estava livre. Finalmente poderia seguir com a minha vida. Afinal como é possível uma garota que mal tem 17 anos completos já ter sofrido tanto?


Don't Say Goodbye - Capitulo 09 - Prévia!

E ai? Estou de volta! E amanhã postarei o próximo capitulo e para deixa-los(as) curiosos(as) vejam esta pequena prévia. Beijos e até!




[...]

Estava perto de casa quando uma mão grande me segurou pelo braço, dei um grito, mas minha boca logo foi tapada e eu fui arrastada até um beco que havia ali perto. É claro que eu me desesperei.

- Calma! Por favor, eu não irei lhe fazer mal.- falou a pessoa.

Quando eu olhei quem era não acreditei. Como o JOSH poderia me assustar desse jeito?

Se bem que eu não podia e não devia esperar coisas boas vindo dele. Acho que nunca senti tanto medo. Ao menos até aquele exato momento.

Olhei em seus olhos pela primeira vez e percebi que todo o medo que eu tinha de me apaixonar por ele novamente, havia sumido. Eu sempre que o olhava nos olhos, me via perdida e completamente hipnotizada. Mas agora, eu estava livre. Finalmente poderia seguir com a minha vida. Afinal como é possível uma garota que mal tem 17 anos completos já ter sofrido tanto?

- Depois de todo esse tempo... eu ainda sou apaixonado por você!- falou ele me soltando com delicadeza. Ele ainda era apaixonado por eu? Impossível!- Eu sei o que você está pensando e não é impossível.- então eu cruzei meu braços e o olhei incrédula.- Tá' eu sei que errei feio....
- Muito feio!- o corrigi.
- Eu só quero que você me escute e depois se não quiser mais falar comigo eu irei entender. Pode ser?
- Pode sim, mas não vamos ter essa conversa na rua.
- Quer ir para onde?
- Para a minha casa, mas não hoje porque meu pai e Ben não irão sair.
- Então quando?
- Amanhã, mas agora eu preciso ir. Estou atrasada!

Então virei as costas e si andando. Realmente eu estava atrasada. Hoje, depois de uma boa conversa e promessas que não sei se seria capaz de cumprir ao meu pai, ele deixou eu me inscrever no The X Factor.

Quando vi que já estava longe de Josh, comecei a correr loucamente pela calçada.

[...]

Finalmente em casa. Meu peito subia e descia rapidamente. Eu tentava controlar a minha respiração, mas estava um pouco complicado.

Após cinco minutos, já estava praticamente recuperada, então entrei em casa.

Não havia ninguém na sala, passei na cozinha e nada, dei de ombros e fui para o meu quarto. Chagando no mesmo, larguei minha mochila da escola em um canto qualquer, fui até o meu closet para pegar uma roupa limpa, assim que a peguei, fui para o meu banheiro.

Me despi e abri o registro do chuveiro fazendo com que a água saísse do chuveiro. Esperei que a água ficasse na temperatura que eu gosto e entrei debaixo d'água. Comecei a me lavar. Passei shampoo em meu cabelo, massageie o mesmo e enxaguei, fazendo o mesmo processo com o condicionador. De banho tomado, desliguei o registro do chuveiro e me sequei na minha toalha. Depois de seca comecei a me vestir.

Finalmente estava pronta e ansiosa.

Sai do meu quarto e desci as escadas. Ao final dela, encontrei meu pai e irmão sorrindo para a minha direção. Terminei de descer as escadas e parei na frente do meu pai que me abraçou com força.

- Você está linda, minha filha!
- Obrigada pai!
- Vamos?- perguntou meu irmão.
- Vamos!- respondi animada.

Saímos de casa rumo ao nosso carro. Chegamos ao mesmo, meu pai destravou o alarme e as portas, logo ele entrou no mesmo juntamente com meu irmão. Eu, por hora, dei uma olhada ao meu redor, sorri e entrei no carro.

Meu pai instantes depois ligou o mesmo e deu partida, em direção ao Lyceum Theatre no West End de Londres onde ocorreria a primeira fase do programa, a audição para os produtores. Só de pensar nisso, meu coração acelerou.

Infelizmente pegamos um trânsito terrível e parecia que aquilo não iria melhorar tão rápido. Então fiz a única coisa possível no momento, esperei.

[...]

Já fazia duas horas que estávamos parados no mesmo lugar e só faltava uma hora para o final das inscrições para a primeira fase. Não tinha opção, então....

- Já chega!- exclamei tirando meu cinto de segurança.
- Tá louca garota?!- perguntou meu irmão olhando para trás com a mão no peito, em cima do coração. Provavelmente, ele havia levado um susto e se eu não estivesse tão atrasada teria zoado ele por isso.
- Não, ainda! Mas eu vou andando.
- Nem pensar!- falou meu pai.
- Pai, com esse trânsito eu jamais vou chegar lá!
- Você não vai sozinha e ponto final.- decretou ele.
- Eu vou com ela, pai.
- Se for assim, tudo bem.

Dei um sorriso enorme e sai do carro. Meu irmão saiu do mesmo e juntos caminhamos até o local certo.

Andamos um bocado e meus pés estavam me matando. Também quem manda estar andando de salto alto em plena avenida?....Finalmente havíamos chegado ao teatro e estava lotado. Arregalei meus olhos e meu irmão colocou seus braços em meu pescoço. Acho que tentava me consolar, do mesmo jeito, não iria desistir, não agora que cheguei tão longe.

Tirei o braço dele do meu ombro e caminhei até o final da fila.

[...]

Aquela conversa foi o estopim. Depois de tudo o que já tinha me feito, do tanto que sofri, ele ainda tinha a cara de pau disso.

Quero voltar com você e mesmo que você diga mil e um não's. Eu jamais irei desistir do 'nós'. Ele acha mesmo que iremos voltar só porque ele quer, nem em sonho.

No momento a unica coisa que quero é ensaiar logo para a peça e segui em frente, já estava na hora de voltar a viver.

Estou cansada de ser alguém que não sou. Meu pai, tio e irmão merecem ter a Seunome de volta.

Pronto! Está decidido

[...]

Seus olhos verdes me hipnotizavam de uma maneira incrível e quando menos esperava ele me beijou.

Seu beijo era doce com um toque de menta. Seus lábios eram macios e suaves. A nossa sincronia era inacreditável. Tudo era tão irreal.

Nos separamos por falta de ar. Ambos estávamos ofegantes e quando a ficha finalmente caiu, eu me toquei do que havia acontecido e ...









O que acharam??

Don't Say Goodbye- Capitulo 08

Don't Say Goodbye
Capitulo 08
"Um dia uma cigana leu a minha mão
Falou que o destino do meu coração
Daria muitas voltas
Mais ia encontrar você"
(Hugo Pena e Gabriel)


James- Aposto que a senhorita gostaria de saber do por que de ter desmaiado, certo?- perguntou me olhando, eu apenas assenti.- Bom, devo lhe dizer que nós não temos certeza, mas...


Pai- Mas o que, doutor?
James- Mas você terá que ser acompanhada duas vezes por semana, por mim ou pela Angeline...
Eu- Por quê?
Angeline- Porque querida, nós não sabemos ao certo o motivo do seu desmaio. Pode ter sido um colapso do seu sistema nervoso ou pode ter sido algo mais sério.
James- Mas não se preocupe, pois nós já estamos cuidando do seu caso e creio eu de que não é nada grave.
Eu- Já entendi...vou ter que vim aqui duas vezes na semana e seguir tudo o que vocês me disserem, mas agora já posso ir para casa?- perguntei fazendo aquela carinha do gato de botas.
Angeline- Não sei não...- falou ela colocando uma das mãos no queixo pensando.
James- É claro que pode. Vou arrumar as papeladas da sua alta, enquanto a senhorita se troca, feito?
Eu- Feito!- exclamei.
James- Angeline, por favor, tire esse soro e a agulha da intravenosa dela. Com licença!- disse ele e o mesmo saiu da sala.

E então aquela Angeline ficou me encarando com raiva, eu só sabia daquilo, pois ela havia tirado o seu sorriso 'angelical' do rosto e no lugar havia um olhar malvado. Ela se aproximou de mim colocando as suas luvas brancas nas mãos. Assim que ficou ao meu lado, se inclinou na direção a onde estava a agulha enfiada na minha veia do braço. Sinceramente, nunca senti tanta dor para tirar uma agulha, mas eu não gritei e nem chorei, apenas entrei em choque.

[...]

Cidade de Londres, segunda-feira, 10 de fevereiro.

Finalmente segunda feira. Já posso voltar para a escola não que isso seja bom, mas é que vou poder voltar e ver minha amiga, sim você leu certo. Eu só tenho uma amiga realmente dentro daquela escola. Aí você pensa, como isso é possível se você é popular? Simples, por ser popular não tenho nenhum amigo verdadeiro.

Me levantei da minha cama mais animada que o normal e fui correndo para o meu banheiro. Tirei minha blusa e depois minha calça. Abri o registro e deixei a água cair ralo á baixo. Enquanto isso abri meu sutiã e o tirei, tirei minha calcinha e entrei embaixo d'água. A mesma estava no ponto certo, morna. Deixei todo o meu corpo relaxar, molhei meu cabelo e logo estava passando shampoo no mesmo, após enxágua-lo passei o concionador e o enxaguei. Pra então lavar meu corpo com meu sabonete com cheiro de lavanda. De banho tomado fechei o registro do chuveiro e me enrolei em minha toalha, logo já estava seca e voltando ao meu quarto pra então colocar uma lingerie com alguma roupa por cima.

Me troquei rapidamente e fui em frente ao meu espelho para pentear meus longos cabelos. O mesmo batia na cintura e nos dias raros de calor me dava muito trabalho, mas eu gostava dele comprido, ao menos até o momento.

Finalmente pronta, sai do meu quarto e fui para a cozinha. Adentrei na mesma e só encontrei meu irmão sentado, pensei em dar meia volta, afinal eu e ele ainda não havíamos voltado a nos falar, mas ao invés disso fui direto a geladeira abrindo a mesma e pegando um suco de soja, de morango, para tomar.

Ben- Não vai falar comigo?- perguntou ele aparentemente cansado de toda essa situação.
Eu- Bom dia!- apenas disse e me sentei em sua frente.
Ben- Quantas vezes vou ter de me desculpar com você para tudo ser como antes? Apenas eu e você contra o mundo?
Eu- Uma vez e até agora isso não aconteceu.- respondi tomando meu suco em grandes goladas.
Ben- Eu sinto muito!- eu o olhei sem acreditar. Meu irmão, orgulhoso do jeito que era me pedindo desculpas? Isso é épico.
Eu- Apenas sentir muito não muda o passado, mas já altera o futuro.
Ben- Filosofou, hein?- perguntou ele rindo.
Eu- Pois é, eu posso!- respondi e ri.
Ben- Agora falando sério. Você me desculpa? Por tudo?- perguntou ele olhando no fundo dos meus olhos.
Eu- Desculpo, afinal é isso que irmãos fazem.- respondi sustentando o seu olhar e assim que terminei de falar sorri.

Ele se levantou da cadeira onde estava, deu a volta na mesa e me abraçou com força.

Ben- Me responde algo?
Eu- Sim.
Ben- O que os irmãos fazem?- perguntou ele ainda me abraçando, mas no momento em que ele terminou de falar, eu o soltei e o encarei. Ele perguntou aquilo na ingenuidade, pois seus olhos brilhavam e me mostravam total sinceridade.
Eu- Eles brigam, se odeiam e se matam caso alguém não os impeça, porém acima de tudo eles se reconciliam, se amam e se protegem.- respondi sorrindo.

Ele abriu um sorriso enorme, mas após uns minutos ficou extremamente sério.

Ben- Então quer dizer que, se caso o papai não estivesse por perto, você me mataria?
Eu- Talvez!- falei dando de ombros e saindo da cozinha, pude ouvir ele resmungar alguma coisa, mas não dei bola. Eu ainda tinha uma longa semana pela frente e provavelmente muitas lições para pegar.

Peguei minha mochila e a coloquei em minhas costas. Caminhei lentamente até a porta principal da casa, assim que estava próxima a ela, levantei minha mão direta e a coloquei sobre a maçaneta, mas antes de vira-la resolvi dar meia volta e convidar meu irmão para me acompanhar.

Olhei o relógio que havia no corredor e eu ainda tinha tempo. Andei até a cozinha e adentrei a mesma, encontrando meu irmão tomando um suco de cor muito suspeita.

Eu- Mas o que é isso que você esta bebendo?
Ben- Suco de espinafre, cenoura, limão e morango. Quer um pouco?- me ofereceu ele aquela coisa estranha no copo.
Eu- Obrigada, mas passo. Afinal para que tá tomando essa coisa?
Ben- O treinador falou que era bom e outra isso não é coisa. É uma vitamina reforçada.
Eu- Sei...
Ben- O que você quer?
Eu- Estou esperando você.- falei dando de ombros.
Ben- Me esperando? Você? Para quê?- perguntou ele fingindo falto susto.
Eu- Idiota!- exclamei revirando os olhos.- Estou te esperando para irmos a escola juntos.

Ele abriu um grande sorriso, colocou o copo na pia e me puxou junto dele porta a fora da cozinha. Saímos correndo até a porta de entrada, estávamos gargalhando feito loucos. Era desses momentos que eu amava e precisava.

Ele abriu a porta e saímos juntos rumo a escola.

[...]

Escola é uma verdadeira merda. As vezes não entendo qual é a graça de se haver tantas aulas chatas e aulos pires ainda. No momento, estou dentro do anfiteatro ensaiando para a peça de "Romeu e Julieta".

Sinceramente, essa não é minha peça favorita. Já foi um dia.

Só quero sair logo dessa aula, afinal o meu parceiro esta mais atrasado do que o normal. Entretanto, acho que não tenho o direito de exigir a presença dele logo de cara, pois eu o deixei na mão por uma semana e isso é imperdoável.

O sinal acaba de bater e nada dele. Suspiro. Me levanto calmamente do palco e vou até a fileira de carteiras onde estava o meu material, o pegando e colocando a alça da minha mochila no ombro. Olhei novamente o palco vazio e sai do local.

Caminhava normalmente até a saída da escola. Chegando perto do mesmo pude ver uma movimentação estranha. Me aproximei. Lá havia uma roda com centenas de garotas gritando e vários paparazzis. Que legal! É melhor eu dar o fora daqui...e rápido!

- SEUNOME!!- gritou alguém que estava no meio daquela roda. Olhei para ver se conhecia, mas não consegui ver nada, então dei de ombros e continuei meu caminho.

[...]

Estava perto de casa quando uma mão grande me segurou pelo braço, dei um grito, mas minha boca logo foi tapada e eu fui arrastada até um beco que havia ali perto. É claro que eu me desesperei.

- Calma! Por favor, eu não irei lhe fazer mal.- falou a pessoa.

Quando eu olhei quem era não acreditei. Como o.......... poderia me assustar desse jeito?














Nota da Autora: E então, como você estão? Quem vocês acham que é essa pessoa?
Beijos e até! xXx


Ps: Estou de volta!
Ps2: Eu sei que está pequeno, mas vou ver se consigo postar outro capitulo compensando vocês.

Don't Say Goodbye- Capitulo 07

Don't Say Goodbye
Capitulo 07



(Seunome On)

Aqui estou eu de novo na sala do diretor.

Dessa vez ele me olhou incrédulo e não teve como me livrar dessa, recebi uma bela de uma suspensão, mas meu irmão me paga. Ah se paga!

Eu- Não me olha assim!
Diretor- E quer que eu olhe como?
Eu- Sei lá, mas eu não tenho culpa se fui apartar uma briga e nesse meio tempo quase matei deus e o mundo.
Diretor- Ah sim! Só fraturou dois zagueiros, quebrou o nariz do atacante, molhou dois alunos com uma solução aquosa muito suspeita e...
Eu- A solução aquosa é água e sabão, nada mais nada menos...
Diretor- Não me interrompa! Ainda estamos no segundo dia do ano letivo e você já está aprontando, pelo amor Seunome. Será que pelo menos uma vez na vida você poderia se comportar como uma dama?
Eu- Sou uma dama!
Diretor- Não é o que parece. Então próxima semana eu quero ver mudança em você e isso não acontecer eu vou fazer questão de dizer a seu pai lhe colocar em um internato.
Eu- O senhor não faria isso?
Diretor- Apronte mais uma e verá se eu não sou capaz. Agora vá para a sua sala de aula e se comporte, mocinha. Mais antes um aviso: eu vou ter uma conversa com seu pai ainda hoje.
Eu- Como quiser.

Saí da sala do diretor batendo a porta com toda a minha força e dei de cara com aqueles idiotas me encarando, revirei os olhos e pensei em continuar o meu caminho, mas como nada pode acontecer como planejamos fui interrompida.

Ben- O que você estava fazendo lá?- perguntou ele e eu me neguei a responder.
Dan- Não dificulta mais as coisas e apenas responda.
Eu- Quer saber? Eu estou cansada de sempre tentar arrumar as burradas, que esse idiota que eu tenho como irmão, se mete. E dessa vez estou bem encrencada por causa dele, então por favor não vamos ser falsos moralistas, pois afinal ninguém aqui tem moral para isso.
Diogo- O que aconteceu?
Eu- Aconteceu que eu vou para um colégio interno graças a vocês. Idiotas!- falei e sai andando para a minha sala de aula.

Não acredito que eu estou passando por isso. Se minha mãe estivesse aqui...essa foi a pior frase que eu poderia usar, já está na hora de eu seguir em frente, está na hora de eu deixar o passado para trás e amadurecer. Eu irei participar do X factor e vou chegar nas finais. Mesmo que meu pai não deixe, eu vou tentar realizar o meu sonho, custe o que custar.

Bati na porta da minha sala e assim que o professor me deu autorização para entrar na mesma, assim o fiz. Entrei de cabeça erguida como sempre, ouvi o que ele tinha a dizer e me sentei em meu lugar. Devo dizer o quanto a aula foi chata, era nesses momentos que odiava ter uma melhor amiga modelo, é entediante, principalmente pela saudade que ela me fazia sentir.

Como a aula seria dobradinha, um inferno, o professor resolveu fazer duplas com a sala para a realização de um trabalho, por ironia ou não, minha dupla seria Josh e para piorar tudo o trabalho seria sobre uma peça de William Shakespeare, "Otelo".

A história me lembrava a minha de alguma maneira, a linda jovem que se casa cedo demais e seu marido que a ama mais que tudo acaba cometendo a maior loucura de todas, a mata. Simplesmente, por seu 'melhor amigo' armar para que Otelo veja sua esposa, Desdêmona, com o capitão de sua tripulação aos risos, mas por ficar cego de ciúmes e raiva. No final, quando descobre a verdade ele enlouquece. Como tudo isso se aplica a minha vida? Simples, desde que Josh fez o que fez, eu nunca mais fui a mesma, para dizer a verdade me sinto tão...morta. Eu era completamente apaixonada por esse garoto, que seria capaz de qualquer coisa por ele, mas...

Fui tirada de meus pensamentos com alguém me cutucando. Olhei e vi aquele garoto de olhos verdes, o Harold...não muito cumprido....ah é! O Harry.

Eu- Posso ajudar?
Harry- Sim...quer dizer, se não for incomodo...- eu o interrompi.
Eu- Por favor! Vá direto ao assunto.- pedi educadamente e ouvi Josh rir. Olhei para ele irritada e lhe dei um soco.- Você fica quieto!
Harry- É sobre o trabalho, o professor falou que de toda a sala você poderia me ajudar, já que é fã dessa obra.
Eu- A obra seria...?
Harry- Romeu e Julieta. Pode me ajudar?

Ai que merda! Levantei uma das sobrancelhas incrédula, como assim "o professor falou"? Esse velho está enlouquecendo, só por causa da apresentação do ano retrasado ele cismou comigo. E novamente, ouvi Josh rir, mas dessa vez com bastante vontade.

Josh- Essa eu pago para ver.- ignorei o comentário revirando os olhos.
Eu- Claro que posso ajudar, por que não?- perguntei da maneira mais doce que achei.
Harry- Obrigado! Nos falamos depois, pode ser?
Eu- Pode.- respondi e dei um sorriso encantador. Ele retribuiu o sorriso e foi se sentar em seu devido lugar. Após Harry já estar distante, senti Josh me olhar, respirei fundo e o encarei.- O que foi agora?
Josh- Sério isso?
Eu- Está falando do quê?
Josh- Romeu e Julieta não te lembra nada não?
Eu- Claro que lembra.
Josh- E mesmo assim vai interpreta-la novamente?- do que ele esta falando afinal?
Eu- Não vejo nenhum problema nisso.- falei dando de ombros e anotando o que o professor passava na lousa.
Josh- Estamos falando do mesmo assunto?
Eu- Não sei.
Josh- O que você lembra referente a essa peça...?
Eu- De que foi apenas mais uma peça que eu tive de fazer e de sobra ganhei um professor no meu pé.- falei apontando pro homem de meia idade escrevendo na lousa...3, 2, 1! Curiosidade ativada.- Por quê? O que ela te lembra?
Josh- O dia em que começamos a namorar.

Não respondi mais nada fiquei estática na mesma hora. Como eu não me lembrava disso? Por que eu não me lembrava? Será que foi por causa de muito sofrimento que passei, após tal ato?

Minha cabeça girava com tantas perguntas. Ser eu não era nada fácil. Comecei a passar mal na mesma hora, minha cabeça parecia que ia explodir e meu estomago parecia rodar. Abaixei a cabeça na carteira, na tentativa de melhorar, porém só havia piorado tudo. Me levantei meio cambaleando até o professor e pedi ao mesmo para deixar eu ir ao banheiro, ele me olhou de cima a baixo e pediu para um garoto me acompanhar. Senti vários olhares em minha direção e uma vontade de vomitar enorme, praticamente corri para fora da sala sem esperar pelo tal garoto. Por que toda vez que minha vida parece melhor algo acontece e ela piora? Como disse Murphy: Não há nada que já esteja ruim que não possa piorar.

No meio do caminho parei para tentar respirar já que fiquei com falta de ar, uma tontura maior me atingiu e tive que me apoiar no primeiro armário ao meu redor. Assim que aquela tontura passou me preparei para andar, mas meu corpo paralisou e uma onda maior atingiu a minha cabeça fazendo com que eu caísse no meu do corredor, fechei meus olhos esperando meu encontro com o chão mais ele não aconteceu. Senti braços fortes me segurando. Abri meus olhos e encontrei um par de olhos castanhos me olharem preocupados, percebi que ele possuía cabelos castanhos claros e braços fortes, entretanto foi só, logo me entreguei a escuridão.

[...]

Finalmente, saí daquele mundo paralelo, mas não conseguia abrir as minhas pálpebras. Pelo simples fato de que elas pareciam extremamente pesadas do que o normal. Respirei fundo. Tentei novamente abri meus olhos e consegui, mas me arrependi por logo de cara enfrentar um local tão claro a ponto de me deixar cega e como reflexo fechei meus olhos novamente. Respirei fundo novamente e aí abri meus olhos de vez, fazendo com que ambos se acostumassem com a claridade do local.

Reparando bem, era um quarto todo branco, paredes, armários, estante, sofá e uma cadeira que mais parecia uma espreguiçadeira. E eu estava deitada em uma maca, tinha uma agulha na minha veia e uma máquina ao meu lado esquerdo monitorava meus batimentos cardíacos. Olhei para a janela que havia do meu lado direito e pude perceber que era por volta das 17:00 pm ou 18:00 pm horas, por causa do Sol se pondo da Lua crescendo cada vez mais. Poderia passar um bom tempo olhando aquela paisagem. Era incrivelmente linda, afinal era um jardim com um parquinho, onde se via crianças correndo, casais namorando e idosos aproveitando o tempo. O que eu estava fazendo presa em uma cama de hospital?

Fiquei um bom tempo sozinha olhando para a janela, que se não fosse pelo silêncio extremamente exagerado do lugar não teria reparado alguém entrar no quarto, não me dei ao trabalho de imediato para olhar quem era. Ouvi um longo suspiro e aí sim olhei quem era. Fiquei surpresa, não sabia quem era, na verdade sabia. Era o menino que havia me segurado no corredor da escola, mas qual era seu nome?

Eu- Oi.- falei com a voz extremamente rouca, acho que se fosse um garoto teria achado aquilo sexy. Seunome está na hora de parar de ler certos livros.
xx- Oi.- falou animado, mas logo seu semblante mudou para um de preocupação.- Você está bem? Está sentindo algo? Alguma dor? Quer que chame alguém? Sei lá!- perguntou tudo de uma vez.
Eu- Calma aê, garotão!- que voz sexy a minha....Foco! Dei um sorriso com esses pensamentos e vi que o garoto retribuiu meu sorriso.- Acho que não sei o seu nome...
xx- Verdade! Desculpa por isso, mas me chamo Liam. Liam Payne.
Eu- Prazer Liam, sou Seunome Hunt.
Liam- Eu sei, estudamos na mesma sala.
Eu- Bom, respondendo as perguntas eu estou bem, só estou me sentindo mais cansada que o normal, não estou com dor e qual foi a ultima pergunta mesmo?
Liam- Se você queria que eu chamasse alguém?
Eu- Obrigada, mas não!
Liam- Fico feliz em saber que você está bem, mas mocinha nunca mais me de um susto desses e vê se espera na próxima quando o professor falar para alguém lhe acompanhar.- falou tudo de uma vez e por causa de seu sotaque, tive de fazer certa força para acompanhar tudo o que ele dizia.
Eu- Calma! Não precisa se preocupar, olha eu estou bem.- falei e dei um sorriso gigante.- Vamos conversar, me conte algo sobre você.- disse por fim com um grande sorriso no rosto, não é sempre que tem um menino lindo no seu quarto de hospital e ainda por cima preocupado com você.
Liam- Você fica desacordada por quase uma semana e simplesmente quer saber algo sobre mim?- perguntou ele com uma das sobrancelhas arqueadas. Como assim uma 'quase uma semana desacordada', no mesmo instante meu sorriso morreu e acho que ele percebeu, pois ficou sério.
Eu- Uma semana?- perguntei confusa.
Liam- Sim, amanhã já é terça-feira de novo. Não me pergunte o que aconteceu, pois eu também não sei e quando você souber peço que me conte, por favor!
Eu- O lado bom é que a suspensão que eu havia levado já venceu e eu não precisei ouvir meu pai reclamando no meu ouvido.- falei e ri, apesar de ter sentido dor, logo Liam me acompanhou na risada.

Após um bom tempo de conversa ele teve de ir embora, mas não fiquei sozinha por muito tempo, pois logo meu pai, irmão e tio entram no quarto preocupados.

Eu- Estou bem.- falei ainda rindo.
Ben- Você não sabe o quanto me deixou preocupado, que espécie de irmã você é?- perguntou ele me abraçando. Eu apenas senti vontade de soca-lo.
Eu- A irmã que te salva de enrascadas e se ferra só para lhe proteger.
Tio- O que está acontecendo?- eu e meu irmão apenas nos olhamos.
Pai- Espero não ter que repetir a pergunta.
Ben- Nada!
Eu- Nada?- perguntei incrédula para ele.
Ben- Quanto drama.
Eu- Drama? Benjamin, olha para mim.- ele me olhou sério e eu respirei fundo.- Você está me vendo?
Ben- Sim, eu estou!
Eu- Então está vendo que eu estou numa cama hospitalar e só Deus sabe o por que, portanto não me venha com essa de drama. Certo?- ele apenas assentiu com a cabeça.- Agora se me der licença, quero falar com meu pai e tio.
Ben- Você está me expulsando do quarto?
Eu- Sim.- respondi série, ele me olhou com raiva, enquanto meu pai e tio nos olhavam estranho, provavelmente tentando entender o que se passava entre nós dois. Enquanto isso, meu irmão saia pela porta do quarto e assim que passou pela mesma a bateu com força.

Respirei fundo e fechei meus olhos. Sabia que a partir de agora teria que mudar algumas coisas e teria que começar pelo meu irmão. Meu único problema agora seria explicar aos dois homens presentes em meu quarto que provavelmente esperavam por uma, acho que uma não, várias respostas. Começando pelo meu comportamento.

Eu- O que querem saber?- perguntei ainda de olhos fechados, após receber um suspiro pesado seguido por um barulho de porta abrindo e depois fechando, abri meus olhos. Só havia eu e meu pai ali.
Pai- Vamos começar do inicio, certo?
Eu- Tanto faz. Quer começar por onde?
Pai- Por que você saiu de casa do nada terça passada?- perguntou ele se aproximando da minha cama e se sentando próximo aos meus pés. Eu o encarei, afinal como contar que eu havia ouvido uma conversa dele com meu irmão, na qual me proibia de seguir meu sonho? Respirei fundo.
Eu- Porque eu havia ouvido uma conversa sua com o Ben na cozinha.- o olhei nos olhos e ele me encarava surpreso.
Pai- O que você ouviu?
Eu- Que o senhor não me daria a autorização para participar do X Factor.- ele respirou fundo e abaixou o olhar.- Por quê?
Pai- Como?- ele perguntou levantando o olhar no mesmo instante.
Eu- Por que é tão difícil me deixar "voar"?- perguntei fazendo aspas e o olhando nos olhos.
Pai- Eu não quero te perder, sei que você um dia irá "voar"...- falou ele fazendo aspas como eu havia feito e continuou.- ...também sei que isso irá acabar acontecendo, mas eu tenho medo do que você possa enfrentar e não quero te ver sofrendo.
Eu- Pai...
Pai- Mas isso não importa agora, mocinha! Você ainda tem muito o que me explicar.- falou ele fingindo estar bravo, mas ele acabou sorrindo.
Eu- Bom, vou contar tudo o aconteceu naquele dia pode ser?
Pai- Pode!- falou ele animado.
Eu- Fiquei completamente confusa após ouvir aquela conversa, então precisava sair para pensar antes de fazer qualquer besteira. Andei acho que muito lentamente e totalmente presa em meus pensamentos que acabei esbarrando em alguém no meio do caminho até a escola, mas infelizmente era alguém que eu não espera ver tão cedo...- fiquei quieta lembrando daquela cena e acabei rindo. Meu pai me cutucou e me olhou curioso. Ah, pai! A quanto tempo não conversamos assim?
Pai- Dá para continuar ou está difícil?
Eu- Calma! Onde eu parei....Deixe  eu pensar.....Ah! Já sei.- respirei fundo e continuei.- Eu achava que meu dia não podia piorar, mas então acabei esbarrando com nada mais, nada menos, que com Josh Bertolazzo...- fui interrompida.
Pai- Como assim esse moleque está de volta??- perguntou ele incrédulo e irritado
Eu- Estando, pai. Mais agora me deixe ir até o fim, sem interrupções, ok?
Pai- Pode ser.
Eu- Confesso que fiquei surpresa com a volta repentina dele, mas entrei na defensiva, ele tentou conversar amigavelmente e acabou dando certo, pois não lembro de ter mandado ele se fud**. Porém conheci dois amigos dele extremamente lindos e simpáticos, lembro que um se chamava Austin e o outro Justin. Resumindo esse capitulo chamado Josh, ele me deu carona até a escola porque eu fiquei atrasada conversando com os três, eles me ajudaram a entrar na minha primeira aula e só.- respirei fundo e instantaneamente fiquei triste, acho que meu pai percebeu, pois se aproximou se deitando ao meu lado e me abraçando forte.- Depois que eu entrei na bendita sala tudo só piorou, discuti com o Diogo e acabei levando um tapa na cara, mas eu não deixei barato e revidei...Pensando agora foi uma atitude extremamente idiota.- olhei para meu pai e ele estava com um semblante sério no rosto.- Fui parar na diretoria, levei uma bronca daquelas e o diretor me mandou de volta para a minha sala. Eu apenas obedeci. O problema foi o intervalo...- parei na hora de falar ou a minha voz falhou, não sei ao certo.
Pai- Por quê?- perguntou ele me incentivando a continuar a narração.
Eu- Pai, eu passo o intervalo e todo o resto da minha vida ao lado do Ben, então...- falei o olhando, mas o mesmo me interrompeu.
Pai- Já entendi, apenas continue.
Eu- Fiquei por um bom tempo pensando em como contar o que havia acontecido horas antes, mas como estava muito abalada fiz ele me prometer algo, porém no final ele não cumpriu a sua palavra. Lembro que quando o Ben viu meu rosto machucado ficou muito mais muito put* da vida, se levantou da onde estava sentado e foi junto com outros membros do time tirar satisfações com o Diogo. Eu sabia que devia impedir, afinal faltava pouco para o Ben ser expulso e eu não suportaria tal ato, então fiz algo impensável. No final, ouvi pra caramba do diretor João, os garotos se machucaram feio e eu sai totalmente ferrada da diretoria.
Pai- E por que você desmaiou?- perguntou preocupado.
Eu- Isso eu já não sei.- respondi com calma. Fomos interrompidos por batidas na porta e logo, um homem muito lindo adentrou na sala acompanhado por uma linda mulher, olhei para meu pai e ele olhava admirado para a mulher. Homens!
xx- Olá! Sou o doutor James e está é a doutora Angeline, somos seus médicos.- dois médicos? O assunto deve ser sério.
xX- Ficamos felizes em saber que a senhorita acordou...- falou ela pondo um sorriso no rosto e encarando me pai. Vadi*
Pai- Prazer conhece-los, sou Luke Hunt, o pai dela.- se apresentou ele e apontou para mim.
Angeline- Igualmente.- falou ela e olhou séria para o seu colega, que retribuiu o olhar.
James- Aposto que a senhorita gostaria de saber do por que de ter desmaiado, certo?- perguntou me olhando, eu apenas assenti.- Bom, devo lhe dizer que nós não temos certeza, mas...











































Nota da autora: E ai?? O que estão achando da fic?? bom, espero que comentem mesmo que seja um "Continue", assim me fazem ter vontade de escrever cada vez mais e melhor. Chega de blá blá blá....Beijos e até! xXx

Don't Say Goodbye- Capítulo 06

Don't Say Goodbye
Capitulo 06

(Seunome On)

Cidade de Londres, 06:00 da manhã, terça-feira, 4 de Fevereiro.

Acordei com dores pelo corpo, provavelmente pela posição em que me encontrava: perna esquerda para fora da cama, cabeça pendendo para mesmo lado da perna esquerda, e o resto do corpo por algum motivo ainda permanecia na cama mesmo que em uma posição nada confortável. Me arrumei e aí veio a pior parte, as dores se intensificando. Gemi e tentei me espreguiçar. Mais uma tentativa que me causou mais dor. Merda!

Respirei fundo e me levantei com cuidado, mas como já dito anteriormente, merda! Assim que estava de pé fui direto para o banheiro e fiz minha necessidades básicas, saí do mesmo enrolada em uma toalha e prendi meu cabelo em um rabo de cavalo. Andei até meu closet atras de alguma roupa, quando a encontrei coloquei em cima da minha cama e peguei a primeira lingerie que vi. Depois de vinte minutos me arrumando, estava finalmente pronta, peguei meu material e desci rumo a cozinha.

Mal cheguei na porta da cozinha e ouvi meu pai com meu irmão conversando.

- Eu não quero saber, Benjamin. Eu não quero perder a minha menininha como perdi a sua mãe.
- Pai você não vai perde-la, isso só vai acontecer se você a impedir de realizar o sonho dela...
- A minha resposta ainda continua sendo a mesma.
- Tente pensar. Ela provavelmente vai voltar a ser a nossa menininha, pai.
- Não é não, Benjamin!
- Mas pai...
- Eu já disse e odeio ter de repetir, mas vou fazer para ver se você entende. Ela não vai ter a minha autorização para participar do The X Factor.

Não ouvi mais nada. Apenas senti uma vontade imensa de chorar. Como ele podia me negar isso? Eu nunca pedi nada a ele. Isso é tão injusto! E sabe o que eu fiz? Chorei? Não, fiz completamente o oposto, engoli o choro e entrei na cozinha com o maior sorriso que eu poderia ter.

Ben- Bom dia pirralha!- revirei os olhos em relação ao apelido, assim que olhei para o meu pai lembrei da conversa e a vontade de chorar voltou, mas não ia chorar, não mesmo.
Eu- Bom dia, mas o que tem de bom??- perguntei e suspirei.
Luke- Credo filha! Que bicho te mordeu hoje?- perguntou meu pai e logo me dando um beijo no topo da cabeça.
Eu- Nada!- respondi seca. Peguei o cereal e o leite que estava em cima da mesa.

Já deu para perceber que eu resolvi comer cereal pela manhã e meu irmão me olhou com uma cara de desconfiado. Dei de ombros e comi rapidamente, assim que acabei subi as escadas correndo para escovar meus dentes. Após escovar os dentes voltei para a cozinha e Benjamin ainda comia, revirei os olhos e sai da mesma, fui para a sala e peguei meu material, caminhei até a porta, dei uma olhada para trás precisamente para o corredor que dava acesso a cozinha e saí de casa.

Andava tranquilamente pela rua de cabeça baixa, não me importava nem um pouco em esbarrar em alguém ou acabar sendo atropelada, só queria que aquela incompreensão passa-se. Meu pai devia me apoiar e não tentar me proteger de algo que não aconteceu, mas não importa se eu passar para a fase da audição no The X Factor eu iria fazer e já sei com quem posso contar...

Infelizmente meu corpo se chocou contra alguém e como previsto fui parar no chão, mas levei a pessoa junto comigo, pois como reação eu segurei em algo. Como disse algum físico maluco- que não lembro o nome- Toda ação, tem sua reação.

Meu corpo doía mais que hoje cedo e ainda tinha de aguentar essa pessoa em cima de mim.

Eu- Da para sair de cima! Você pesa.- falei tentando empurrar essa pessoa, mas parecia que ela não se mexia. Então resolvi olhar para o rosto dessa pessoa. Surpresa. Era como meu resumia. Quando ele voltou? Por que voltou agora? O que ele queria?...muitas perguntas, mas nenhuma resposta e a probabilidade de eu querer pergunta-las eram nulas. Instintivamente entrei em defensiva.- Sai logo de cima de mim, caramba!- praticamente gritei.
xx- Quanto tempo, Seuapelido!- falou se levantando e estendendo a mão para me ajudar, mas recusei grosseiramente empurrando a mão dele e me levantando sozinha.

Percebi que ele não estava sozinho ao seu lado havia dois outros garotos. Os encarei, os conhecia de algum lugar, mas onde? Devo ter feito careta, pois o loirinho riu.

Xx- Sim, eu sou o Justin Bieber.
Eu- Ah! Agora explica o fato de eu te conhecer de algum lugar.
Justin- Esse ao meu lado é o Austin.- falou ele apontando para o moreno ao seu lado direito.
Eu- Prazer conhece-los, mas tenho que ir.- anunciei e olhei no meu relógio. Putz! Estou bem atrasada, já são 07:05.- Merda! Estou atrasada. Tchau!- falei e pronta para sair correndo, mas ele me segurou pelo braço.- Pode me soltar?
xx- Posso te dar uma carona, afinal vamos estudar juntos novamente.- falou me soltando e dando de ombros.
Eu- A não! Isso já é demais.- falei e olhei para o céu. Drama? Magina!- Pai, eu sei que não sou a melhor filha da face da Terra, mas me livra dessa, por favor!- após fazer essa pequena cena, vi Justin e Austin gargalharem alto e Josh revirar os olhos.- Vamos logo vai. A minha primeira aula é química e digamos que prova surpresa sempre reina no "primeiro" dia de aula.
Josh- A professora Débora ainda faz isso?
Eu- bufei- Sim.
Austin- Então vamos.

Por alguma sorte consegui entrar na escola, agora entrar na sala já era outra história. Mais como tenho uma mente brilhante e ainda vou conquistar o mundo- tenho que parar de assistir "Pinky e o Cérebro"-.

Levei eles até a secretária e dei uma desculpa ao diretor que me deu uma autorização para entrar na aula. Dei um até logo pro Justin e pro Austin que apesar de terem um idiota como amigo, eram simpáticos e legais.

Fui para a minha sala e antes de entrar ou bater na porta, respirei bem fundo. Assim que o fiz bati na porta e esperei por resposta que logo veio como um: "Entre!". Abri a porta e entrei, atrai vários olhares sobre mim.

Professora- Está bem atrasada, mocinha!
Eu- Já sei desse fato.- falei e revirei os olhos.
Professora- Posso saber o motivo?
Eu- Não, mas vou deixar o diretor lhe responder essa.- alguns alunos se seguraram para não rir e pude perceber meu querido rival sorrindo. Ah Diogo! Como eu gostaria de te derrubar, mas ao mesmo tempo lhe entender.
Professora- E o que o diretor tem haver com isso?
Eu- Talvez você devesse apenas ler.- falei entregando o bilhete a ela. A mesma leu, revirou os olhos e bufou. É ela também me odeia. E eu apenas respirei fundo.
Professora- Sente-se e não atrapalhe a minha aula.- falou ela colocando as mãos no rosto. Dei de ombros e me sentei em meu lugar, no fundo da sala. Passei pelos garotos que havia conhecido no dia anterior e dei um bom dia que foi retribuído.

A professora, logo, voltou a explicar alguma coisa na qual eu não prestei atenção nenhuma. Só fui prestar atenção em algo, quando o diretor seguido por Josh, Austin e Justin entraram na sala. Esse ultimo fez as garotas gritarem e darem suspiros para ele. Confesso que se a diretora não tivesse ali estaria rindo nesse exato momento. Como essas garotas podem ser tão vulgares? Devo confessar que mesmo não sendo nenhum amor de pessoa, não sou vulgar, sou uma moça de família. Mais a quem estou querendo enganar desde que aquele traste resolveu quebrar meu coração, eu resolvi deixar de ser a boazinha da família e me tornei a ovelha negra.

Diretor- Estes são: Josh Bertolazzo, Austin Mahone e Justin Bieber e a partir de hoje eles farão parte da nossa escola e da turma de vocês. Entendido?- ele perguntou e como resposta ouviu uma chuva de "sim".- Aqui eles são alunos e não famosos, quero que entendam isso de uma vez por todas. E professora sobre a Seunome, não se preocupe ela não vai aprontar nada, certo querida?- perguntou olhando para mim, fazendo com que todos da sala me olhassem.
Eu- Sim senhor!- falei e revirei os olhos. Josh me olhou confuso. Coitado! Mal sabe que eu mudei. Não sou mais o anjinho no paraíso, eu fui expulsa do mesmo e me tornei uma anja caída. Essas comparações são bem interessantes.

Assim que o diretor saiu, os alunos puderam conversar normalmente ignorando a professora, Justin foi mandado se sentar ao meu lado por enquanto, Austin ao lado de Josh também no fundão. E só faltava uma única coisa...

Diogo- 'Sim senhor!'- Ah! Esquece, não falta mais. Falou ele com a voz afetada.- Quem vê acha que a "Troublemaker" é tão educada, isso tudo é só por causa dos alunos novos?- perguntou me olhando.
Eu- É comigo?- rebati com uma nova pergunta. Irônica? Sim, claro!
Diogo- É claro! Com que mais seria?- perguntou fazendo com cara de óbvio.
Eu- Sei lá! Talvez com as suas 'negas'?- perguntei e dei um sorriso sarcástico. Ouvi alguns alunos falaram coisas como: "Ora! Não deixava.", "Dormia sem essa!", "Vai deixar por isso mesmo?" e etc.
Diogo- Você faz parte das minhas 'negas', gatinha!- falou e deu uma piscada.
Eu- Credo! Saí dessa.- fiz careta e arranquei risada de alguns alunos, até da professora.
Diogo- Você ainda vai correr atrás de mim...- falou convicto, mas eu o interrompi.
Eu- Só se for para te dar um pé na bunda ou te bater...- fiz uma pausa e continuei com um sorriso de canto.- de novo!

Pronto! Esse foi o estopim para altas gargalhadas. Infelizmente, os atos a seguir se tornaram confuso até para a minha mente.

Diogo- Ha Ha Ha...morri de rir. Ainda não sei como não lhe meti a porrada ontem...- fingiu que estava pensando.
Eu- Para com isso...
Diogo- Isso o quê?- perguntou me interrompendo e se levantando, enquanto eu apenas me arrumei na minha carteira já que antes estava praticamente deitada nela.
Eu- Para de tentar dá uma de galo! Isso não combina nem um pouco com você.- falei com calma.

Ele praticamente voou na minha direção e bom, ele conseguiu me dar um tapa no rosto. Na hora senti meu rosto arder, mas não deixei barato e fui pra cima dele. Os outros alunos juntamente com a professora estavam estáticos. Quando Diogo ia me dar um murro dessa vez alguém o segurou, me levantei rapidamente para dar uma boa surra naquele garoto, mas me seguraram também. Olhei quem o segurava e vi ser Niall e um garoto com cabelos castanhos e olhos também da mesma cor. Já quem me segurava era Zayn e o Ha..Harr...ah é! Harry. Respirei bem fundo e pedi para que me soltassem, mostrando que estava calma.

Eu- Diogo?
Diogo- O que você quer?- falou entre dentes.
Eu- Esta vendo meu rosto com esta, certo?- ele apenas bufou e eu entendi aquilo como um sim.- Saiba que isso nunca mais vai acontecer. E eu posso apostar que isso jamais vai acontecer, senão...- deixei a frase no ar.
Diogo- Senão o quê?
Eu- Pode ter certeza que ninguém vai me segurar.- falei com determinação e dei um sorriso meio que sombrio.
Diogo- Não tenho medo de você, anjo!
Eu- Devia ter... -dei outro sorriso sombrio.
Diogo- Não, eu não devia e não devo ter medo de você.
Eu- Tem certeza, anjo?- perguntei séria até demais.

Toda aquela tensão foi quebrada quando o sinal anunciou o final da aula, a professora ordenou que eu e Diogo a seguissem até a sala do diretor, resumindo estou bastante ferrada.

A música do Olly Murs com o Flo Rida, Troublemaker, nunca fez tanto sentido em toda a minha vida. Isso que eu só tenho 16 anos e já fui a sala do diretor, umas 300 vezes a essa altura eu já sabia o nome de todos que trabalhavam na direção da escola e, consequentemente, já era conhecida. Eu poderia dizer que isso tudo é culpa do Josh, mas todos temos escolha e a minha foi mudar, só que para pior.

Quando chegamos na sala do diretor, ele me olhou com cara "Estava demorando, mas o que houve com o seu rosto?". E eu apenas bufei, entrei na sala e me sentei na cadeira de frente pra ele sem ser convidada, enquanto a professora narrava todo o ocorrido. Após o relato o diretor dispensou a professora e começou com os berros sem necessidade, algum tempo depois ele ficou em silencio deu uma suspensão para Diogo, e expulsou o mesmo da sala dele na hora, já eu levei uma ocorrência. Agora a sessão sermão na Seunome vai começar.

Diretor- Eu não sei mais o que fazer com você...
Eu- Sei que estou errada, mas não vou me defender nem tentar contornar a situação. Simplesmente, eu desisto!- após falar abaixei a cabeça.

Outro silencio se iniciou.

Diretor- Quem é você e o que fez com a Seunome?
Eu- Desculpa, mas não entendi!
Diretor- Sabe por que eu te admiro e te defendo tanto?- perguntou ele e eu neguei com a cabeça.- É por você nunca desistir. É por você mesmo estando no meio da maior tempestade nunca deixa de sorrir e sempre pensa nos outros mesmo que isso acabe com a sua felicidade. É por você ser incrivelmente meiga e carinhoso e mesmo se fazendo de forte por causa de tantas coisas que você já passou ainda consegue sorrir. Sei que não sou nada além de um mero diretor, mas te considero uma filha. Então te peço para nunca perder esse sorriso e que nunca desista de nada.- falou ele e assim que terminou me abraçou, afinal eu estava chorando.
Eu- Obrigada! Acho que era o que eu precisava ouvir isso, mas que essa cena aqui...- falei apontando para eu chorando.- nunca saia dessa sala.

Começamos a rir e o sinal tocou, mas mal sabia se era para a próxima aula ou para o intervalo.

Diretor- Melhor você ir para o intervalo.
Eu- Verdade e obrigada!
Diretor- Não há de que.

Sai da sala da direção e como meu olhos deviam estar inchados e vermelhos pelo choro, as pessoas ali me olhavam estranho, mas também podia ser pelo fato de ter o desenho de cinco dedos juntamente com uma mão inteira desenhada no meu rosto. E como não estava muito afim de receber certos olhares cobri meu rosto com o cabelo, tive de soltar o rabo de cavalo que havia feito mais cedo.

Antes de chegar ao grande pátio, dei uma passado em um dos banheiros femininos que havia na escola apenas para lavar o rosto, mas me arrependi amargamente. Meu rosto, ao menos o lado acertado, esta doendo muito e a água gelada só piorou a situação causando uma dor de cabeça terrível.

Respirei fundo e fui em direção ao grande pátio, por incrível que pareça atraí vários olhares. Já devia saber que a essa altura do campeonato todos os alunos já deviam estar sabendo do ocorrido entre mim e o Diogo, bando de fofoqueiros. Passei pela mesa do Niall e do Louis séria, na qual ambos perceberam, passei pelo Justin, Austin e Josh que fizeram menção de falar comigo, mas quando perceberam que eu não estava afim de conversa apenas observaram. Me sentei ao lado de Benjamin sem pronunciar uma palavra qualquer.

Ben- Primeiro: por que você não me esperou?- começou ele me olhando.- Segundo: O que aconteceu dessa vez?- perguntou e suspirou.- Terceiro: O que vou ter que fazer agora?
Eu- Vê se me erra.
Ben- Não fala assim comigo.- falou irritado.- E me responda.
Eu- Estava afim de ficar sozinha depois da conversa que ouvi entre você e o pai.- respirei fundo e ele me olhou surpreso.- Não faz essa cara de surpresa. Dessa vez a minha briga com o Diogo foi longe demais, levei uma ocorrência e...- não consegui terminar, pois minha voz falhou. Estava com uma vontade imensa de chorar, mas não podia e nem devia chorar ali.- Não quero que você faça nada, me promete isso?
Ben- Depende. Você vai continuar falando?
Eu- Vou.
Ben- Então, eu prometo.- demorei para falar alguma coisa e ele se irritou mais.- Seja lá o que for não deve ser tão ruim.
Eu- Tem certeza?- perguntei levantando o rosto e mostrando meu olho esquerdo inchado e roxo, juntamente com a marca de uma mão no meu rosto, precisamente do lado esquerdo.

Ele ficou em silêncio e colocou a mão no meu rosto, mas por causa da dor me afastei rapidamente.

Ben- Eu vou matar aquele desgraçado.- falou se levantando. Eu ia deixa-lo ir, mas só queria ir pra casa no momento e dormir, sem ter que cuidar de algum machucado que Ben poderia arranjar por causa de uma briga. Então segurei seu braço.
Eu- Você prometeu...!- falei baixo e suspirei.
Ben- Antes de saber que esse canalha bateu em você.- falou com a voz alta, atraindo vários olhares curiosos sobre nós.
Eu- Dá para apenas ficar quieto do meu lado?- perguntei alto também. Quem não conhecesse acharia que éramos namorados.
Ben- Na verdade...
Xx- Não.- olhei quem era e o melhor amigo do meu irmão e zagueiro do time da escola.
Eu- Não se intrometa, Dan.
Dan- Claro que me intrometo. Você é a irmã do meu melhor amigo e a minha irmãzinha, não vou deixar essa passar barato.
Ben- Marcel, Dan, Kevin e Lucca, vamos?- perguntou se soltando bruscamente da minha mão. Os caras então se levantaram na hora.
Eu- Se você fizer isso, me esqueça! Eu não estou brincando.- falei olhando em seus olhos.
Ben- Moramos na mesma casa.- falou com cara de óbvio.
Eu- Você vai mesmo quebrar a promessa que me fez?
Ben- Vou. Ele e nem ninguém vai te bater, eu não faço isso, nosso pai não faz isso, então não vai ser um estranho como o Diogo que vai te bater.- falou e se afastou.

A única coisa que não queria era chorar, mas acabei deixando as lágrimas saírem de meus olhos. Pensa Seunome, pensa. Já sei....

Sai correndo pelos corredores da escola. Eu tinha que impedir aquilo de acontecer, afinal eu conheço meu irmão muito bem para saber do que ele é capaz quando esta com raiva ou algo do gênero.

Cheguei no armário do zelador e, literalmente, arrombei a porta. Peguei dois esfregões, três vassouras, dois baldes e sabão em pó. Hora de voltar a ser a criatividade em pessoa. Para conseguir transportar tudo aquilo peguei o carrinho do zelador. Sabia que ia encontra-los na quadra de futebol, então fui até lá. Acho que cheguei tarde demais, pois Benjamin estava quase voando no pescoço de Diogo.

Enchi os baldes com sabão e água, usei os esfregões para fazer um pouco de bola de sabão. Coloquei as vassouras de modo que fizessem algum pateta tropeçar, os esfregões mergulhei no sabão e usei para chamar a atenção dos bobões brigões.

[...]

Aqui estou eu de novo na sala do diretor.



Don't Say Goodbye- Capítulo 05


Don't Say Goodbye
Capitulo 05

(Amber On)

Cidade de Birmingham, 06:00 da manhã, segunda-feira, 03 de Fevereiro

Hoje era o primeiro dia de aula. Pela primeira vez não estava animada para ir a escola, então simplesmente enrolei e daria um jeito de entrar na segunda aula. Infelizmente esse plano não iria funcionar, pois minha madrasta me gritou do segundo andar.

Levantei no maior mal humor e fui ao meu banheiro fazer minha higiene pessoal. Fui ao banheiro, me despi e entrei embaixo daquela água quente. Tomei um banho rápido. Sai do box do chuveiro e me enrolei na minha toalha, me sequei. Coloquei minha lingerie e meu uniforme. Devo confessar que esse uniforme era ridículo. Eu ainda vou dar um chá de sumiço nesse uniforme, mas por enquanto vou apenas seguir as regras.

Sai do meu quarto e fui até a cozinha. Na mesa havia pães, bolos e sucos, também havia frutas. Eu como nunca fui fã de comer logo cedo, peguei uma fruta e tomei um copo de suco de laranja. Voltei para o meu quarto e fui escovar meus dentes. Avistei minha mochila e a peguei.

Fiz todo o mesmo esquema anteriormente (quarto, corredor, sala) e sai de casa.

O caminho para a escola era muito silencioso. Sempre fui pelo mesmo caminho até a escola, mas nunca havia parado para reparar no ambiente ao meu redor e tudo o que eu via era: prédios altos, avenida movimentada e pessoas de sociais de um lado e de outro, provavelmente atrasados para seus respectivos trabalhos ou até mesmo no horário certo. O céu como sempre estava cinza, acho que isso se deve ao tráfego de carros.

Respirei fundo e continuei meu caminho até a escola.

Demorei vinte minutos para chegar até ao inferno...quer dizer escola.

Passei pelo portão principal calmamente. Recebi alguns olhares estranhos, mas fingi que não vi e continuei meu caminho até o grande mural. Era lá que as listas das turmas ficavam. Cheguei no local e procurei meu nome, finalmente achei o mesmo, mas não fiquei nem um pouco contente com os meus colegas de classe. Os mesmos garotos idiotas de sempre e as mesmas meninas fúteis de sempre. É esse ano vai ser interessante, principalmente aqui nessa escola.

Fui para a minha sala, me sentei na segunda carteira da primeira fileira da janela para a porta e lá fiquei até o sinal bater. Quando o mesmo bateu, os alunos entraram na sala correndo feito um bando de animais selvagens, revirei os olhos e esperei ansiosamente o professor chegar. Por algum milagre ele chegou sem atrasos. Fiquei feliz em saber que o professor Thomas ainda seria o meu professor, mesmo que ele de aula de matemática e física, matérias na qual eu não sou craque.

Ele se apresentou para alguns alunos novos e começou a aula. Ninguém merece matéria nova logo no primeiro dia de aula e ainda por cima ser física.

Não sei em que mundo eu fiquei presa, mas quando dei por mim o sinal já havia batido e o professor se despedia. Mais que gato! Sossega Amber. Fui com esses pensamentos até a sala da próxima aula.

A próxima aula seria inglês, só espero que não seja a Beth ou Elizabeth como é seu nome. Bom, vou explicar o por que desse meu 'amor' por ela. Elizabeth nunca foi a melhor professora da face da terra e ela jamais ensinou algo que prestasse, todo ano é sempre a mesma coisa -Verbo To Be- e além de ser sempre a mesma coisa, ela é a professora mais falsa que existe e eu poderia provar muito bem o que falo, é simples! Para minha turma era só elogios, mas quando chegava as reuniões bimestrais na qual os pais eram convocados a participar era cada coisa que ela dizia. Voltando a sala de aula, adivinha quem ainda é minha professora de inglês?...Falaram Elizabeth? Então acertaram em cheio.

- Bom dia família!- berrou ela animada.

A sala respondeu em coro, a minha única vontade era matar a vadi*...quer dizer mudar de lugar. Família? A 'véia' esta louca, já!

A aula seguiu normalmente. Mentira! O Gabriel um dos populares começou a bagunçar e muito, a professora não gostou, os dois discutiram e estão a quase vinte minutos fora da sala. Eu já estava entediada, então deitei minha cabeça na carteira. Estava quase dormindo quando senti alguém me cutucar. Levantei a cabeça lentamente e dei de cara com um garoto.

Eu- Posso ajudar?- perguntei simpática.
xx- Bom...- ele coçou a nuca e sorriu nervoso. Eu apenas arqueei uma das sobrancelhas e esperei ele continuar. Ele respirou fundo e continuou.- Eu percebi que você estava sozinha, então vim conversar, mas se você não quiser tudo bem.- falou ele nervoso.
Eu- Fica frio!- dei um sorriso.- Prazer, me chamo Amber Brown.- estendi a mão a ele.
xx- Prazer senhorita Brown.- falou apertando a minha mão.- Me chamo Vinicius White, mas me chame de Vini.- falou ele dando um sorriso encantador.
Eu- Pode me chamar de Amby ao invés de 'senhorita Brown'.- falei imitando uma voz grossa no final, fazendo meu novo amigo rir.
Vinicius- Eu não falo assim!- falou ainda rindo.
Eu- Magina!- falei irônica.

Ele ficou sentado ao meu lado conversando até o sinal bater e anunciar a próxima aula. Peguei meu material e fui para a próxima aula acompanhada de Vinicius. Até que ele era um garoto legal.

Sinceramente, não estava muito afim de prestar atenção na aula de ciências sociais. Então adivinha o que eu fiz?...Fácil! Dormi.

Só fui acordar com o sinal batendo anunciando o intervalo. E novamente os alunos saíram correndo como uma manada de rinocerontes assustada. Ri com a cena e peguei meu material saindo da sala. Antes de ir para o refeitório decidi passar no meu armário e pegar os livros necessários das próximas aulas.

Assim como dito fui ao meu armário e peguei os livros necessários. Fechei a porta do mesmo e me dirigi até o refeitório. Encarei aquela fila enorme para pegar o meu lanche. Peguei uma fatia de bolo, uma caixinha de leite e uma maçã. Após pegar o lanche, fui procurar algum lugar para me sentar, não sei se foi sorte ou azar, mas o Vini guardou um lugar para mim,  porém para ele chamar a minha atenção berrou meu apelido para toda a escola, aquilo foi terrivelmente vergonhoso. Caminhei até onde ele estava ignorando os vários olhares sobre mim.

Me sentei ao seu lado e comemos conversando animadamente, pela primeira vez não me importei com que os outros iriam pensar sobre mim. Infelizmente, o sinal bateu. Fomos até a nossa próxima aula sem pressa alguma. Por sorte o professor de biologia não estava na sala.

Nos sentamos em um das bancadas vazias, traduzindo na frente, já que a maioria ali não era bom com biologia e achava que sentando no fundão resolveria seus problemas.

Após alguns minutos o professor apareceu e pediu desculpas pela demora.

- Bom dia alunos, para quem não me conhece sou o professor José Roberto. Espero que já tenham percebido que eu leciono biologia!- falou ele olhando para cada aluno ali.
xx- Se não tiverem percebido são tapados e se são tapados, são considerados perdedores.- falou a nojenta da Lívia e ela continuou.- Acho melhor você não seguirem o exemplo da nossa querida Amber.- completou ela olhando para mim.
Vinicius- Quem você pensa que é para falar dela assim?
Lívia- Sou a garota mais popular do colégio!
Vinicius- Não acho isso!
Lívia- Quem se importa com isso?
Vinicius- Você. Afinal quem esta ligando para popularidade aqui?- depois disso um grande silêncio se instaurou.

Eu- Obrigada por me defender.- sussurrei para ele.
Vinicius- Não foi nada.- falou ainda sussurrando.

A aula seguiu silenciosa até certo ponto, pois antes do sinal bater a nojenta, quer dizer Livia resolveu se pronunciar.

Lívia- Então Vinicius não terminamos a nossa conversa...
Vinicius- Terminamos sim.
Lívia- Eu ainda não acabei.
Vinicius- Mais eu já acabei faz tempo.- a sala fez um coral de "uh!" ou "Ora! Não deixava".
Lívia- Escuta aqui, perdedor! Vou falar apenas uma vez, então vê se entende na primeira.- ele não respondeu apenas ficou a encarando com um sorriso debochado.- Quem manda nessa escola sou eu. Portanto não tente algo absurdo e nem algo estúpido.
Eu- Pelo que eu saiba quem manda na escola é o diretor...- falei irônica.
Lívia- Uau! Você sabe falar, mas não vamos esquecer quem manda aqui.
Professor- O diretor é quem manda e não uma aluna mimada que gosta de humilhar a todos só para tentar ser mais feliz, na qual a mesma quando chegar vai fazer a cabeça dos pais para me demitirem, mas antes que isso aconteça vê se cresce Lívia. Você não esta mais na pré escola. Alunos vocês estão dispensados da minha aula.

O pessoal guardou seus materiais sem pressa alguma. Isso é novidade! Após guardar o meu material, esperei por Vinicius e assim que ele terminou  de guardar as coisas dele, saímos da sala e fomos para a sala de música, nossa próxima aula.

Não sei do por quê, mas aquela sala me atraia mais que o necessário. Talvez seja pelo fato de eu ser apaixonada por música, talvez por lá haver um piano branco com preto completamente lindo, talvez por ser a melhor aula de todos os tempos...Porém são muitos 'talvez' para analisar agora.

Assim que adentrei na sala, me sentei no mesmo local de sempre -ultima carteira da ultima fileira da 'platéia'- afinal a professora nos dava aula em cima de um palco. Não sei se posso dizer que a sala de música era na verdade um teatro, mas é assim que vejo a sala. Um enorme teatro dentro de uma escola.

Quando voltei a minha pessoa, todos me olhavam e a professora sorria pra mim. Mais o que estava acontecendo?

Professora- Venha não seja tímida!- pediu ela.

Mais o quê? Fiz uma careta e ela riu.

Professora- Vamos querida! Queremos que suba aqui.

Não! De jeito nenhum. Não subo naquele palco nem ferrando.

Comecei a balançar a cabeça negando o pedido.

Professora- Bom, se não vai ser por bem, então será por mal. Anda! Suba logo aqui, Amber.- ordenou ela e eu apenas a encarei. Respirei fundo e sai do meu lugar, indo até o palco.- Então o que você irá fazer para a apresentação?

Apresentação? Do que diabos essa mulher está falando?

Eu- Para a apresentação ainda não tenho nada em mente, mas no momento posso cantar uma música da Adele.- falei e sorri.
Professora- E a música seria...?
Eu- Seria a música Set Fire To The Rain.
Professora- Comece quando você estiver pronta, ok?
Eu- Ok!- respondi a ela que imediatamente desceu do palco e sentou em meu lugar. Pude reparar melhor e toda a sala me olhava, aqueles olhares só estavam me deixando mais nervosa.

Vamos Amber! Estamos falando da sua maior paixão. Você é apaixonada por música e sempre gostou de cantar, então toma vergonha nessa cara e mostre a eles do que é capaz de fazer.

Assenti com a cabeça para uma senhora que estava sentada no piano, a mesma começou a dedilhar o começo da música no piano e eu apenas fechei os olhos esperando o meu momento. Respirei fundo e assim que chegou a minha deixa, dei um sorriso de canto.

Eu- (Colocar letra da música aqui.)

Quando terminei de cantar todos os alunos, a professora e a senhora me aplaudiram em pé. Aquela cena foi surreal. Vinicius me olhava com orgulho e eu sorri agradecendo. Fiz uma reverencia a todos agradecendo e esperei pela professora que se aproximava do palco com um grande sorriso em seu rosto.

Professora- Que bela voz.
Eu- Obrigada!- agradeci corando.
Lívia- Onde foi que você escondeu essa voz?- perguntou ela animada. Animada?? Uau! Isso é novo para mim.
Eu- Em lugar algum. Eu só não me sentia a vontade de cantar na frente de vocês.
Vinicius- Você devia participar do The X Factor!
Lívia- Concordo!
Eu- Obrigada! Mais esse foi um dos motivos deu ter tido a coragem de subir nesse palco e cantar, pois assim que chegar em casa farei a inscrição para o X Factor.- abri um sorriso enorme. O pessoal começou a assoviar e gritar com a ideia.
Professora- Então se você passar saiba que estaremos torcendo e votando por você.- falou ela sorrindo.
Eu- Obrigada!
Professora- Pode se sentar agora, querida!

Apenas assenti e fui me sentar em meu lugar. O restante da aula foi legal, alguns alunos resolveram dançar e outros atuar, admito que alguns que atuaram poderiam fazer Stand Up, pois eram muito engraçados e sabiam improvisar ou imitar alguém muito bem.

Infelizmente o sinal bateu anunciando a ultima aula do dia.

Agora seria aula de literatura inglesa e digamos que ninguém merece isso, em plena segunda. Confesso que sou apaixonada por Shakespeare, mas isso não é motivo para ter essa matéria logo na segunda.

Entrei na sala desanimada e fui para o meu lugar - na parede perto da porta, acho que terceira carteira da primeira fileira-. Por sorte a professora seria diferente no lugar dela ficaria um professor muito gato, agora sim essa matéria estraria para a minha lista de 'favoritos'.

- Bom dia classe!- falou ele animado.

Eu e o restante da sala respondemos em coro um "Bom dia". As meninas principalmente.

- Eu sou Nicholas. Serei neste ano o professor de literatura inglesa, sinceramente espero que todos ao menos gostem um pouco da matéria e se não gostarem aconselho a se esforçarem bastante para passarem.- ele falou sério.- Por enquanto quero apenas que digam seus nomes, idades e o que querem fazer profissionalmente. Começando por ali.- falou ele apontando para a fileira onde eu estava sentada.
xx- Sou Gabrielle, tenho 17 anos e quero fazer faculdade de moda.
Xx- Sou Calil, tenho 18 anos e quero fazer engenharia aeronáutica.
Eu- Sou Amber, tenho 17 anos e quero trabalhar com música.- falei determinada.
- Uau! Quanta determinação. Espero que realize seu sonho.
Eu- Obrigada!- agradeci e senti minhas bochechas esquentarem. Que merda! Tenho que parar de corar por qualquer coisa.
- Continuemos, por favor!- pediu o professor.

A apresentação demorou, no máximo, uns dez minutos, pois um ou outro não sabia o que queria fazer.

- Obrigado pela cooperação de todos, agora quem quiser perguntar alguma coisa sobre mim fiquem a vontade, só peço para tomarem cuidado com o que vão perguntar.

Bom, a sessão perguntas foi aberta e digamos que era cada pergunta. Eu não tinha dúvidas de que alguma garota perguntaria se ele era casado ou não, mas para a minha surpresa foram além disso, alguém fez a seguinte pergunta: "Se você pudesse tiraria a virgindade de alguma aluna aqui?". Essa pergunta fez a sala ficar em um tremendo silêncio constrangedor até, o professor ficava fazendo caretas engraçadas acho que imaginando a cena ou apenas tentando achar uma resposta adequada.

- A resposta da pergunta seria não sei...Devo admitir que a turma de vocês são simplesmente surpreendentes. Acho que vou gostar de dar aula a vocês.- ele falou sorrindo.

Aquela 'resposta' dele me deixou animada para assistir as futuras aulas que ainda vinham por aí. Mal conseguimos conhecer o professor e o sinal tocou, anunciando o final das aulas de segunda- feira.

Guardei meu material e sai da sala sem nem olhar para trás. Perto do portão da escola pude ver Vinicius me esperando, cheguei até ele e sorri.

Vini- Vamos senhorita?
Eu- Vini, você sabe que eu vou para casa certo?
Vini- Sim e falar nisso para que lado você mora?- perguntou ele sorrindo.
Eu- Moro para lá.- falei apontando na direção contrária a um enorme prédio que mais parecia a torre de babel.
Vini- Vamos vou te deixar em casa...- falou ele, mas o interrompi.
Eu- Não precisa e...
Vini- Eu faço questão.- bufei e revirei os olhos, que menino teimoso.
Eu- Não vai te atrapalhar?
Vini- Não e eu moro na mesma direção que você.- falou ele me puxando.

Caminhos lado a lado conversando sobre assuntos variados.

Vini- Então....- começou ele.
Eu- Pode falar sem medo. Eu não mordo!- falei rindo e ele acompanhou.
Vini- Sobre a sua inscrição lá para o programa será que eu posso acompanhar você nesse processo?
Eu- Claro que sim! Seria ótimo ter alguém conhecido por perto.- assim que falei dei um grande sorriso.
Vini- Que bom!- falou ele batendo as mãos uma na outra. E eu apenas ri.

Naquele momento percebi o quão maravilhoso seria a minha vida tendo Vinicius ao meu lado como amigo. Ele tinha todos os quesitos que eu queria em um amigo. Ele era fiel, alegre, uma alto estima invejável, se preocupava com você mesmo que não fosse nada muito grande, lindo e um perfeito cavaleiro.

Vini- Alô? Alguém?- perguntou ele estalando os dedos em minha frente.
Eu- Oi...Desculpa! Viajei...
Vini- Percebi!- falou ele revirando os olhos.

Esqueci de comentar que ele possuía um gênio terrível.

Vini- Vou repetir de novo, mas vê se presta a atenção. Certo?- apenas assenti.- Você quer que eu passe que horas na sua casa?
Eu- A hora que você quiser, mas se já quiser ficar agora será bem vindo.- falei dando de ombros e percebi que nos aproximávamos da minha casa.

Andamos até o portão de casa em silêncio, um momento raro, mas como nada é perfeito e esse silêncio incomoda vou ter que interromper.

Eu- Então? Como vai ser?
Vini- Sei lá. Você quem manda.
Eu- Entra aí!
Vini- Ok! Mais vou já vou avisar a minha mãe, só um minuto.- falou ele enquanto passávamos pelo portão de casa.

Enquanto ele ligava para mãe dele na sala eu fui para o meu quarto tirar aquele uniforme estranho. Tomei um banho rápido e coloquei uma roupa mais confortável. Dei uma olhada no meu espelho e saí do meu quarto voltando para a sala.

Assim que cheguei na sala encontrei Vinicius sentado no sofá olhando para a parede.

Eu- Tudo bem?- perguntei me sentando ao seu lado.
Vini- Sim. Mais e ai?
Eu- E ai o quê?
Vini- O que tem de comida? É que estou com fome...- falou ele envergonhado e com a cabeça baixa. No mesmo instante levantei a sua cabeça, fazendo o mesmo me olhar nos olhos e sorri.
Eu- Vamos até a cozinha e comemos o que você quiser, pode ser?
Vini- Pode sim.- falou ele animado.

Fomos rindo de algumas besteiras que Vinicius falava até a cozinha. Chegando na mesma abri a dispensa e esperei que ele pegasse algo comestível. No final, fiz um macarrão instantâneo, comemos e continuamos na cozinha.

Eu- Quer mais alguma coisa?- perguntei o servindo com um copo gelado de Coca-Cola.
Vini- Obrigado, mas já estou bem satisfeito!- falou e virou o copo na boca, tomando todo o conteúdo em questão de segundos, acho.
Eu- Espero que não esteja mentindo.
Vini- Não estou. Só estou esperando dar uma semana...- falou ele.
Eu- Uma semana? Para quê?- perguntei curiosa.
Vini- Pra você se acostumar comigo e aí eu atacar a sua dispensa.- falou fazendo fazendo careta me fazendo rir.

Conversamos mais algum tempo até decidirmos assistir filme, acabamos vendo "Uma noite no museu".

Vini- Agora que o filme acabou...vai cantar que música?
Eu- Sei lá! Alguma sugestão?
Vini- Tenho, mas só te falo na hora.
Eu- Ok!

Após uma sessão da tarde animada, guerra de almofadas, ataque de cócegas e de piadas idiotas com duplo sentido, fomos nos preparar para gravar o vídeo.

Eu- Estou pronta!- falei chamando a sua atenção.
Vini- Certo! Vai ser a onde?
Eu- No meu quarto. Vem!- chamei ele.

Subimos as escadas correndo, se meu pai visse isso já teria levado uma bronca daquelas. Entramos no meu quarto e eu já havia deixado tudo pronto.

Vini- Você pode cantar This Is Gospel do Panic! At The Disco.- sugeriu ele, no mesmo instante abri um sorriso enorme.

Fiz todos os processos descritos no regulamento e gravei um vídeo meu cantando aquela música. Revi o vídeo, havia ficado bom, e enviei. Depois eu e Vinicius cantamos músicas que gostávamos. Até que o dia de hoje estava muito bom.

Infelizmente, o Vini teve de ir embora, pois a mãe dele havia pedido para chegar mais cedo em casa. E como eu não tinha nada para fazer e não sabia se meu pai com minha madrasta chegariam para o jantar, decidi fazer as lições de casa e depois acabei dormindo.
























Nota da autora: Novamente, peço desculpas pelo atraso em postar esse capítulo, mas agora que já resolvi boa parte dos meus problemas e, sendo assim, estou de volta 100 por cento. Espero que gostem desse capítulo e peço que comentem, assim me dá mais um motivo para continuar escrevendo. Beijo amores! xXx

Don't Say Goodbye - Capítulo 04

Don't Say Goodbye
Capitulo 04

(Ella On)

Cidade de Blackpool, 06:00 da manhã, segunda-feira, 03 de Fevereiro

Que merda é essa tocando desesperadamente? Tateei meu criado mudo atrás daquela fonte de som insuportável. Será que ninguém sabe que eu odeio, ODEIO, acordar cedo? Depois de tatear o criado mudo e não achar nada, abri meus olhos e vi meu celular no chão tocando. Que merda! Amanhã vou deixar isso no silencioso.

Respirei fundo e sai da cama, nesse mesmo momento meu corpo se enrijeceu por causa da corrente de ar fria que entrou em contato com meu corpo quente, assim fazendo com que eu me lembrasse que estava bastante frio essa manhã.

Fui ao meu banheiro e tomei o banho mais rápido da minha vida. Assim que sai do mesmo coloquei a primeira roupa que vi, peguei meu material escola e desci rumo a cozinha de casa. Quando cheguei na mesa, não havia ninguém ali. Não é novidade nenhuma, eu acordar e ter que passar o dia sozinha. Fui até a geladeira e lá havia um bilhete, escrito assim:

"Bom dia filha, desculpa por não podermos estar presente hoje em casa, mas você sabe muito bem que andamos muito ocupados. Porém vamos dar um jeito de lhe recompensar por todos esses dias em que lhe deixamos sozinha. Tenha uma boa aula e um ótimo dia. Beijos mamãe e papai!"

Revirei os olhos após ler aquele bilhete. Abri a porta da geladeira, peguei o leite e fechei a porta da mesma. Abri o segundo armário de cima depois da geladeira e peguei uma tigela. Deixei o leite e a tigela em cima da mesma, andei até o terceiro armário em cima perto do fogão e peguei uma caixa de cereal. Fui até a mesma e sentei na mesma. Coloquei o leite e o cereal na tigela, mas estava faltando uma colher. Ótimo! Tinha que esquecer da colher. Me levantei e peguei a colher na gaveta do lado do fogão. Volte a me sentar e finalmente pude comer em paz.

Assim que terminei de comer, coloquei as coisas em seus devidos lugares: armário, geladeira e pia. Corri até  meu quarto, entrei no meu banheiro e escovei meus dentes, assim que terminei peguei minhas coisas e corri para a escola.

Por sorte cheguei a tempo de assistir a primeira aula, na qual eu me arrependo profundamente. Matemática. A pior matéria criada pelo homem. Eu até acharia matemática uma ótima matéria se o professor não fosse um velho, gordo e mal amado que se acha. O lado bom é que...pera, não tem lado bom. Depois de cinquenta minutos...cinquenta...como pode ter tanto tempo para uma matéria tão...Bom, voltando...estava indo para a minha próxima aula, por onde passava todos me olhavam com desejo ou inveja, tenho que admitir que era muito bonita, mas nunca me importei com aparência, principalmente a minha.

Cheguei na sala e me sentei no meu lugar, logo as nojentas da escola chegaram. Ainda na porta ficaram me encarando, eu apenas retribui a encarada, já to até vendo que hoje elas vão me encher o saco.

As aulas passaram rapidamente, finalmente o intervalo. Saí da sala e fui até meu armário. Abri a porta do mesmo, após colocar a senha dele, deixei os livros que não precisaria mais e peguei o livro de biologia, na qual era a próxima aula. Fechei a porta do meu armário e tomei um grande susto.

Eu- Está tentando me matar?
xx- Não, apesar de ser uma ótima ideia, mas ia sentir a sua falta.
Eu- Valeu, Victoria. Sua sinceridade me anima cada vez mais.- falei e ela revirou os olhos.
Victoria- Vamos?
Eu- Não estou afim de ir até lá...- apontei na direção do intervalo.
Victoria- Eu já sabia disso e peguei nossos lanches, mas deixei ele lá no gramado, então...- falou ela e saiu andando.
Eu- Me espera!- falei alto o suficiente para ela ouvir.

Victoria era a minha única amiga naquele colégio, acho que a única que falava sempre a verdade para mim mesmo que doesse e muito. Conheci ela por acaso, eu estava atrasada para a aula de matemática- como sempre- e nos esbarramos.

Flash Back On

Quem manda dormir tarde e querer acordar cedo? Mas como sou bem complicada...aqui estou eu correndo pelos corredores silenciosos da escola. Faltava só dois corredores para conseguir chegar em minha sala, mas fui impedida por algo se chocando com o meu corpo, fomos eu e a pessoa ao chão.

Eu- Desculpa! Não queria te derrubar.
xx- Ah sim....não sabe o quanto eu to acreditando.
Eu- Já pedi desculpas, quer mais o quê?- perguntei levantando e a encarando.
xx- Que a rainha da perfeição olhe por onde anda.- falou a garota de frente pra mim.
Eu- Rainha da perfeição??...Olha se eu tivesse tempo a perder eu continuaria essa idiotice, mas não tenho. Fui!- falei passando por ela.
xx- Eu ainda não acabei...- eu a olhei de cima a baixo.
Eu- Sim, você acabou. E se quiser resolver isso depois tem o intervalo e a saída, mas agora tenho uma prova e não irei perder nem por você, nem por ninguém.- ia sair andando, mas fui interrompido por uma mão segurando meu pulso.
xx- Matemática??
Eu- Sim, por quê?
xx- Ele ainda não chegou. Antes que eu me esqueça, sou Victoria.
Eu- Prazer, sou Ella.
Victoria- Sei quem você é. Você é bem popular, mal cheguei na escola e já fui orientada a me manter longe de você, queria saber por quê?
Eu- Nem eu sei essa resposta, mas desde que estudo aqui fazem isso.- falei dando um sorriso fraco.
Victoria- Não importa mais, pois agora eu estou aqui.- falou ela dando um grande sorriso e eu fiz o mesmo.

Flash Back Off

Fomos até a parte gramada da escola, nos sentamos no chão mesmo e comemos. O sinal bateu avisando o final do intervalo e o começo do inferno. Não me entenda mal, eu amo biologia, mas as pessoas da minha sala não cooperam em nada para a aula ser legal. Me levantei calmamente, agradeci Vick e fui para a minha sala.

A aula como sempre foi chata e as próximas aulas não foram as melhores, mas foi uma das mais engraçadas. Educação Física. Meninas patricinhas que não jogam e nem sabem fazer nada jogando para chamar atenção de algum dos meninos do time de futebol. Admito no time havia alguns menino bem bonitos e alguns lindos, mas esses só eram lindos com a boca fechada, pois ela aberta transformava eles em monstros feios. Eu nunca fui fã de ficar puxando o saco de alguém do time, sempre fui a "Linda Estranha", que apelido maneiro.

O sinal bateu. Mais um dia de aula chegava ao fim e minha alegria foi demais. Praticamente corri para o vestiário e me troquei, tomaria banho em casa. Fui até meu armário e peguei os livros do dia seguinte, após fazer essas coisas fui direto para a saída. Advinha que estava me esperando?....Victoria?...Não, longe disso, mas as garotas nojentas da minha turma.

xx- Ella!!- exclamou uma delas.
Eu- O que você quer??
Xx- Calma querida!- falou ela fazendo careta de nojo no final da fala.- Só queremos conversar sobre a aposta.
Eu- Que aposta?
xx- Que fizemos para você...
Eu- Fizeram uma aposta para mim sem eu pedir??
Xx- Ela aprende rápido....
Eu- Minha mão na sua cara também vai ser rápida...
Victoria- Calma.
xx- Ouça sua amiga ai.
Victoria- As vezes tenho dó de você, Anastácia.
Anastácia- Bom para você!- falou ela dando uma risadinha.
Xx- Vamos ao que interessa...
Eu- A aposta, certo Griselda?
Griselda- Apostamos que você faria um vídeo e mandaria para o The X Factor, mas caso não aceitasse teria que transar com um dos jogadores do time a nossa escolha.
Eu- Que mais?
Anastácia- Nada!- falou dando de ombros e eu olhei para Victoria.
Eu- Qualquer vídeo?
Anastácia- Você tem que cantar...- parou ela para pensar e eu apenas bufei.
Victoria- Cantar...???- perguntou ela desesperada, se não estivesse em um momento tenso teria rido.
Griselda- Como você enrola. É só cantar I Can't Stop Loving You do Ray Charles..- UAU! Elas estudaram bastante, se bem que acho que elas pediram a alguém essa música e tenho uma leve ideia de quem seja.
Eu- Pode ser, mas Vocês vão ter que deixar eu e Victoria em paz pelo resto do ano. Feito?- estiquei a mão direita para ela.
Anastácia- Feito!- falou ela apertando a minha mão.

Virei meu corpo e saí puxando Victoria comigo. Assim que saímos da escola fomos em direção as nossas casas em silencio.

Paramos em frente a casa dela e nos encaramos.

Victoria- Você vai mesmo cantar??
Eu- Vou! Não vejo nada demais nisso.- falei dando de ombros.
Victoria- Não se faça de forte, não comigo.
Eu- Não estou me fingindo de nada.
Victoria- Que seja! Porém você só vai fazer esse vídeo quando eu for para a sua casa mais tarde, vou dormir lá.- falou ela sorrindo.
Eu- Uau! Tudo bem, né? Não tem como fazer mudar de ideia ao menos não agora.
Victoria- E nem depois.- ri daquilo.
Eu- Ok, Vick! Vou para casa dar uma arrumada em tudo e tomar um bom banho.
Victoria- Até logo!
Eu- Até!- falei acenando para ela enquanto andava.

Fui calmamente para casa.

Assim que cheguei na mesma, abri a porta e entrei. Deixei minha bolsa jogada na sala e fui para a cozinha. Fui até a geladeira e observei que na mesma havia um bilhete, respirei fundo e peguei o mesmo. Abri o mesmo e li:

"Filha, eu e seu pai, teremos que viajar para a França. Esperamos que você entenda e para lhe recompensar traremos presentes. Depois ligaremos, assim que der, para conversarmos melhor. 
                                                                                                Com amor, mamãe!"

Eu amassei o bilhete e joguei em qualquer canto daquela cozinha, instantaneamente senti meus olhos arderem e logo as lágrimas caírem rolando pelo meu rosto. Que merda! Eu não queria presente nenhum como recompensa só queria meus pais ali comigo. Agora, que eu iria precisar tanto deles por causa dessa aposta, talvez eles pudessem me dar algum conselho de como agir ou o que fazer, mas não para eles trabalho em primeiro lugar. Estava cansada de ser forte e deixei todas as lágrimas saírem...

Quando dei por mim, soluçava igual uma garotinha, tentei me controlar, mas não deu muito certo. Respirei fundo após vinte minutos, ainda fungava fortemente devido ao choro.

Me levantei daquele chão gelado, na qual mal me lembrava de como havia parado ali, e fui para o meu quarto.

Assim que entrei no mesmo, já fui arrancando minha roupa ficando só de lingerie, olhei no relógio e faltava uma hora para Victoria chegar em casa, eu tinha que tirar essa cara de zumbi do rosto antes dela aparecer. Só fui tomar banho, pois não havia tomado na escola. Blackpool ainda estava fria e seu céu agora possuía uma mistura de cinza escuro com um azul, provavelmente choveria. Bufei e fui tomar meu banho logo.

[...]

Estava encarando meu closet, não estava afim de colocar alguma roupa, só queria deitar na minha cama e dormi. Antes de pegar alguma coisa lá dentro a campainha tocou. Bufei e sai do meu quarto só de lingerie mesmo.

Cheguei na porta e a abri, dando de cara com Victoria e mais dois garotos. No mesmo instante senti meu rosto queimar, mas ignorei.

Eu- O ultimo que entrar, feche a porta!- falei dando as costas para os três e já ia subindo as escadas, quando ouvi meu nome ser chamado.- Sim?
Vick- Você não tem roupa, não?- perguntou ela levantando uma das sobrancelhas.
Eu- Te tenho, mas que culpa tenho eu se vocês chegaram quando eu acaba de sair do banho.- dei de ombros e voltei a subir as escadas.

Cheguei no meu quarto, completamente envergonhada, voltei a meu closet e procurei algo que fosse rápido para se vestir, no final coloquei qualquer roupa e desci.

Mal coloquei meus pés no ultimo degrau e senti três olhares curiosos sobre mim, tentei não corar, mas não deu certo e como sempre disfarcei.

Eu- Então...?- perguntei olhando para cada um ali.
Vick- Ah é! Este é meu primo Daniel, mas o chame de Dan e o seu amigo Rick.- apontou ela para cada um. Daniel até que lembrava Victoria, ele era moreno, cabelos lisos e pretos, olhos castanhos escuros e parecia ter um corpo natural. Já Rick era forte, cabelos encaracolados e loiros escuros, olhos azuis e moreno.
Eu- Prazer e espero que não tenham se incomodado com a visão anterior.- falei irônica.
Rick- Até que foi...- ele foi interrompido por uma cotovelada nada discreta de Daniel.
Dan- Calado!
Eu- Deixe ele falar, Daniel.- pedi sorrindo, Victoria apenas observava toda aquela cena se segurando para não rir, a infeliz me conhecia muito bem para saber que eu ia aprontar alguma.
Rick- Eu ia dizer que foi uma ótima visão, mas ainda bem que minha namorada não estava por perto.- falou ele dando de ombros. Olhei para Victoria e percebi que ela ficou triste com o que ele disse.

Para tudo...minha melhor amiga, gosta daquele Rick?

Abri um sorriso enorme e depois mexi as sobrancelhas para ela, que riu e fez que não com a cabeça.

Eu- Obrigada pela sinceridade.- sorri para ele.
Vick- Quem vê acha que é educada desse jeito...- falou ela rindo.
Eu- Mais ai que esta minha cara Victoria, eu sou muito educada, mas só uso de vez em nunca...- falei rindo. Logo uma conversa bem animada se iniciou na sala da minha casa.

Pedi uma pizza para jantarmos e continuamos a nossa conversa. Mais infelizmente Vick me lembrou que eu tinha de cumprir aquela aposta idiota.

Dan- Que aposta?
Eu- Explica ai para eles...vou arrumando as coisas lá em cima.
Vick- Ok.

Nem esperei qualquer outra pergunta e corri ao meu quarto, peguei meu notebook, câmera e meu celular que havia ficado jogado em cima da minha cama.

Desci as escadas correndo e me sentei do lado de Victoria.

Dan- Você esta pronta?
Eu- Na verdade? Não, mas o que pode acontecer de mais?
Rick- Qualquer coisa estamos aqui do seu lado.- falou ele sorrindo e abraçando Victoria. Que ficou corada e suspirou nervosa.

Liguei meu computador, peguei minha câmera, arrumei meu cabelo e assim que ele ligou entrei no site do X Factor. Acessei o link, na qual estava escrito "Se inscreva aqui!", fiz todos aqueles processos descritos e cantei a bendita música I Can't Stop Loving You do Ray Charles. Victoria me abraçou e sorriu.

[...]

Os meninos haviam ido embora e Victoria já se encontrava dormindo na minha cama. A cobri e me deitei ao seu lado, fiquei pensando em tudo o que poderia acontecer e o que já havia acontecido. Senti meus olhos pesarem após várias horas. Fechei minhas pálpebras e dormi.




Autora: Bom, peço desculpas pela demora, quero deseja um Feliz Ano Novo a todos vocês, que nesse ano conquistemos tudo aquilo que não conseguimos no ano passado e que esquecemos todas as mágoas que 2013 nos trouxe.
Beijos e até! xXx

Don't Say Goodbye- Capítulo 03

Don't Say Goodbye
Capitulo 03

(Seunome On)

Mal cheguei no refeitório e lá estavam Benjamin e Diogo, nos muros. Respirei bem fundo, ninguém merece, quer saber, deixa eles se matarem um pouco, quando forem chamar o diretor eu puxo meu irmão dali.

Passei reto por eles, fazendo com que algumas pessoas me olhassem com caras de "você não vai se meter?". Fui em frente a tia Lucille.

Lucille era uma senhora muito simpática, desde que entrei na escola ela tomava conta da cantina da escola. Ela devia ter seus 70 anos, mas estava sempre firme e forte, vivia sorrindo, às vezes ela ficava triste quando a imbecil da Andreza lhe dizia algo terrível, mas eu, como sempre, me metia. E nunca acava bem, mas esse ano não podia me meter em confusão.

- Bom dia querida, o que vai querer?- perguntou ela com um sorriso muito simpático.

Olhei o que havia ali para comer, acabei escolhendo um bolo de prestigio, uma maçã e um refrigerante, mas aproveitei e peguei uma garrafa com água.

Eu- Obrigada, Lucille.
- Não há de que, querida!

Comi minha maçã e olhei onde estava ocorrendo a briga, bufei irritada, eles ainda estavam se matando. Comi meu bolo rapidamente e tomando meu refrigerante fui andando calmamente até os dois.

Conforme ia me aproximando as pessoas abriam caminho para eu passar. Fiquei na primeira fileira, assistindo tudo de camarote, terminei de tomar meu refrigerante e deixei a lata com um garoto que mal vi o rosto. Logo em seguida, abri a tampa da garrafa de água, andei calmamente na direção do Diogo, e virei todo o conteúdo da garrafa nele.

Nisso toda a escola que no momento gritava coisas como: "Briga, briga, briga...", "Soca ele Ben", "Dá uma de direita nele, Diogo", "Derruba logo ele, Ben", ficaram em silêncio.

Diogo- Você não fez isso...!
Eu- Fiz e faço novamente.
Diogo- Eu vou te matar.- nisso ele veio para cima de mim. Eu estava preparada para apanhar, mas também estava pronta para bater. Mais o impacto não aconteceu.

Abri os olhos e vi algo bem inédito, a minha frente estavam meu irmão e um garoto de cabelos escuros, de topete, ele estava usando uma jaqueta de couro preta e uma calça jeans  escuro, calçava um vans preto, mas foi só o que percebi.

Ben- Bate nela e eu te mato, Diogo.
Diogo- Duvido muito disso, mas e você novato está se metendo, por quê?
xx- Porque não se deve bater em uma mulher mesmo que ela provoque.
Eu- Então eu parar toda essa confusão significa que eu provoquei...?
xx- Não disse isso.
XX- O QUE ESTÁ ACONTECENDO AQUI??- perguntou gritando o diretor João. Ele tinha seus 35 anos, mais ou menos, eu gostava dele, ele era legal, nunca me dava broncas, sempre que eu ia parar na diretoria ficávamos conversando sobre diversos assuntos ou eu simplesmente o ajudava em algum assunto matemático. Eu tinha de admitir sempre tirava notas altas em matemática, mesmo que odiasse a professora.- SEUNOME, DIOGO e BENJAMIN, MAL COMEÇOU O ANO E JÁ VOU TER DE VER VOCÊS EM MINHA SALA. Ainda por cima está levando um dos alunos novos para esse caminho.
Eu- O novato não fez nada, só entrou na frente de um soco que eu ia levar.- defendi aquele garoto.
João- Tudo bem, mas quero vocês três em minha sala, imediatamente! Enquanto o resto da escola para as suas classes, AGORA!!

Aos poucos todas aquelas pessoas iam se dispersando cada um para a sua devida sala, Diogo e Ben, já estavam indo para a sala do diretor, no patio só ficamos eu e o novato.

Eu- Obrigada por me defender! Apesar de não saber seu nome.
xx- Não foi nada e me chamo Zayn. É Zayn Malik!- falou sorrindo com língua entre os dentes. Que lindo! Se controla, garota.
Eu- Prazer, Zayn?
Zayn- Isso! E o seu?
Eu- Ah, é! Sou Seunome Hunt.- falei estendendo a mão, Zayn então pegou a minha mãe e nos cumprimentamos.
Zayn- Você é bem interessante.
Eu- Obrigada! Eu acho.
Zayn- Espero que sejamos amigos.
Eu- E seremos, mas é melhor eu correr, antes que um diretor irritado, volte gritando por mim.- após falar ri só de imaginar a cena, fui acompanhada por Zayn. Sua risada era tão fofa e contagiante.- Até mais.
Zayn- Até!- falou ele indo para algum lugar.

Fui correndo até a sala do diretor. Quando cheguei na porta só dava para ouvir os gritos do diretor com Benjamin e com Diogo, que moleque, ele me paga. Me sentei em uma daquelas cadeiras que fica no corredor, observando o movimento da secretaria.

Até que a porta se abriu e de lá sairam dois garotos com a cara fechada. Ouvi meu nome ser chamado e entrei na sala.

João- Conte-me o que houve e não minta.

Respirei fundo e contei absolutamente cada detalhe do que houve, tudo isso olhando diretamente em seus olhos.

João- Uau! Estou impressionado, então quer dizer que você não estava envolvida nessa briga, só tentou separar, impressionante. Devo dizer que estou orgulhoso dessa sua mudança.- falou e sorriu em seguida.
Eu- Obrigada pelo voto de confiança.
João- Por nada, querida! Agora vá para a sua sala e preste atenção na aula. E só espero te ver em minha sala daqui dois meses, fechado?
Eu- Pode deixar que se for preciso só volto aqui quando estiver acabando o ano.- sorri e me levantei da cadeira .
João- Eu estou falando muito sério. Não quero que você se envolva tão cedo em qualquer confusão, ano passado consegui te salvar diversas vezes, mas esse ano já não sei se posso fazer isso.
Eu- Já entendi! Sem confusão, mas se a confusão vier até mim, o que devo fazer?
João- Deve desviar dela.
Eu- Certo. Tchau.- falei saindo daquela sala.

Passei pela secretária e percebi que havia vários olhares sobre mim. Era sempre a mesma coisa. Me lembro que ano passado inteiro vinha até a diretoria mesmo que fosse só para trazer algum recado de algum professor, e as pessoas me julgavam e muito, por isso. Eu não era de fazer bagunça até espalharem que eu havia feito algo terrivel, no caso, eu teria feita uma professora ter um ataque cardíaco, depois disso nunca mais fui a mesma.

Passei por aqueles corredores de paredes brancas, mas que daqui a algum tempo terá vários grafites e vários desenhos. Não entendo por que ainda pintam essas paredes, passei por um dos jardins da escola e fiquei por lá. Havia várias flores, de vários formatos, tamanhos e cores. Cada uma com seu perfume exuberante. Quando uma brisa de vento passava por ali, os cheiros se misturavam e tudo aquilo ficava tão único.

Quando dei por mim o sinal batia, precisava ir para a aula de música. Eu amava a matéria, mas tinha vergonha e digamos que as patricinhas da escola não perdoavam isso.

Fui lentamente até a sala, minha sorte era que a professora Ana ainda não havia chegado, me sentei em meu lugar e ela chegou.

Ana- Bom dia alunos! Para quem não me conhece sou a professora Ana Maria, leciono Música e Artes Cênicas. Sejam bem-vindos!
Diogo- Qual vai ser a mancada de hoje?
Ana- Você ser expulso da minha aula, serve?- perguntou ela fazendo todos rirem.- Bom, Seunome?
Eu- Sim?
Ana- Está tão triste! Qual o motivo?
Andreza- Deve ser por ter levado mais uma bronca.
Eu- Cala a boca garota. E só estou meio triste, pois to com sono.- falei fazendo várias pessoas rirem.
Ana- Sendo assim vamos anima-la. Hoje quero saber como vocês andam cantando, então Seunome escolhe uma música e venha até o palco cantar.

É não foi dessa vez que me livrei de alguma aula, mas não vai ser a ultima. Me levantei da cadeira e lentamente fui até o palco.

Ana- Vamos! Cante! Sei que você tem uma voz poderosa.
Eu- Irei cantar...Hurt da Cristina Aguilera.

Seems like it was yesterday when I saw your face
(Parece que foi ontem que vi seu rosto)
You told me how proud you were
(Você me disse o quanto estava orgulhoso)
But I walked away
(Mas eu fui embora)
If only I knew What I know today
(Se eu apenas soubesse o que sei hoje)
Ooh ooh

[...]

Assim que terminei de cantar, todos os alunos aplaudiram, olhei para a professora e ela chorava. Agradeci a todos e desci do palco.

Ana- Já se inscreveu no The X Factor, Seunome?- perguntou ela me olhando de cima do palco.
Eu- Não, senhora!
Ana- Por quê? Não vai me dizer que...
Eu- Não é nada disso, vou me inscrever hoje, assim você e minha mãe param com isso.
Ana- Isso é maravilhoso. Agora quero que alguém dos novatos se apresentem.
Zayn- Bom, eu e o meu grupo, podemos?
Ana- Claro!- ela falou e desceu do palco sorrindo.
xx- Oi, eu sou o Harry. Harry Styles!- falou ele sorrindo e que sorriso. Ele tinha cabelos cacheados, covinhas, dono de duas esmeraldas nos olhos.
Xx- Eu sou Liam. Liam Payne.- deu um sorriso tímido. Ele tinha cabelos compridos, olhos castanhos e era bem forte, aposto que tinha tanquinho.
Zayn- Sou Zayn Malik.
XX- Sou o Louis Tomlinson.
xX- E eu sou Niall Horan. E juntos somos...
Todos- One Direction.
Harry- Vamos cantar Viva La Vida do Coldplay.

I used to rule the world
(Eu costumava dominar o mundo)
Seas would rise when I gave the world
(Mares se agitavam ao meu comando)
Now in the morning I sleep alone
(Agora, pela manhã, durmo sozinho)
Sweep the streets I used to own
(Varro as ruas que costumava possuir)

[...]

Assim que terminaram a sala estava em silêncio, surpresos com a apresentação deles, devo admitir que foi perfeita. Me levantei e aplaudi eles de pé, logo o restante da sala fez a mesma coisa que eu.

A aula passou animada, mas infelizmente bateu o sinal e mais uma aula de matemática iria começar.

Os alunos foram todos conversando entre si para a sala e eu como sempre a ultima, a estranha, a anti-social. Nesses momentos queria chorar, mas não iria.

Fui andando calmamente para a sala, fui a ultima a chegar na sala, o professor me olhou e sorriu. Me dirigi até meu lugar e me sentei, peguei meu celular e os fones de ouvido, coloquei minha lista de música no aleatório, começou a tocar She Will Be Loved - Marron 5. O professor começou a explicar a matéria e eu apenas fiquei desenhando, olhei para a lousa e ele estava passando um texto, apenas copiei o mesmo. Abaixei a cabeça na carteira e fiquei daquele jeito até o final da aula.

O sinal bateu indicando o final das aulas. Guardei meu material e quando ia sair da sala, o professor me parou. Tirei meus fones e o encarei, esperando que falasse alguma coisa.

Eu- Sim?
Professor- Me diz!
Eu- Dizer o quê?
Professor- O que te afliges hoje?
Eu- Sabe, to cansada. To cansada de ter de fingir ser forte, de ser tão corajosa e segura de si, mas na verdade é tudo o oposto, eu não sou forte, não sou tão corajosa e muito menos segura, eu me importo com tudo o que dizem sobre eu nessa escola, mas como sempre finjo que nada me atinge. Talvez esse seja meu problema de hoje, Paulo.
Paulo- Você sabe que pode contar comigo? Certo?
Eu- Sim, senhor e muito obrigada! Agora eu preciso ir.
Paulo- Ah! É hoje que você vai se inscrever, né?
Eu- Sim.
Paulo- Então, tenha uma boa sorte.
Eu- Obrigada e até amanhã.

Sai da sala sem esperar ele falar alguma coisa. Coloquei meus fones novamente. Caminhei até meu armário, deixei meus livros ali, fechei o armário e fui em direção a saída daquele inferno.

Chegando na saída, trombei em alguém e fui ao chão junto com a pessoa. Até sem fone fiquei.

xx- Você esta bem?
Eu- Estou e você?
xx- Estou. Ah! Eu sou o Harry.
Eu- Prazer. Eu sou a...
Harry- Seunome! Já sei o seu nome.- olhei para ele confusa.- Somos da mesma sala.- explicou ele se levantando e estendendo uma das mãos para me ajudar a levantar, aceitei a ajuda.
Eu- Certo! Bom, tenho que ir. E desculpa pelo tombo.- falei sorrindo.
Harry- Não foi nada.

Dei as costas ao garoto chamado Harry e fui de encontro com meu irmão.

Ben- Que tombo, hein?- falou rindo.
Eu- Tão engraçado que eu estou morrendo de rir.-falei séria.
Ben- O que houve?- ele perguntou preocupada, enquanto nos dirigíamos para casa.
Eu- Você acha que devo me inscrever para o The X Factor?- perguntei mudando de assunto.
Ben- Claro! Você tem uma voz maravilhosa. Quem dera se eu tivesse essa sua voz potente.
Eu- Já teria usado ela para conquistar metade da escola, né?- perguntei rindo.
Ben- Pode até ser!- deu de ombros.

Fomos andando mesmo para casa. Pela primeira vez reparei no trajeto que fazíamos sempre para ir e voltar da escola. Havia casas luxuosas e casas bem aconchegantes. Chegamos na grande avenida na qual havia lojas de vários tipos, como: de roupas, sapatos, bolsas, uma doceria, cafeteria, restaurantes e Fast-Food's. Cada um daqueles lugares eram únicos com as mais diversas decorações. Sorri com toda aquela diversidade. Continuamos nosso caminho após atravessar a avenida. Passamos em frente a uma praça muito aconchegante, acabei de achar um local para pensar, a praça era pequena, mas possuía tudo o que eu mais amava. Flores. Lindas flores. Com as mais diversas cores e formatos. Sem que eu percebe-se estava parada admirando aquele lugar. Meu irmão voltou e parou ao meu lado, olhando a mesma coisa que eu.

Ben- Flores! Acertei?
Eu- Sim. Esse lugar é lindo!- falei admirada.
Ben- Eu sei e olha só o lado bom...- eu o olhei confusa.- É, praticamente, do lado de casa.- falou ele apontando para a nossa casa. Abri um grande sorriso e ele me puxou em direção a nossa casa.

Assim que chegamos entramos na mesma. Eu fui direto para o meu quarto, ainda tinha de fazer a inscrição para o The X Factor. Liguei meu computador, peguei minha câmera, arrumei meu cabelo e assim que ele ligou entrei no site do X Factor. Acessei o link, na qual estava escrito "Se inscreva aqui!", fiz todos aqueles processos descritos, fiz meu vídeo cantando "I Was Here- Beyonce" e enviei. Desliguei meu computador e sai do meu quarto.

Fui para a cozinha, comi um bolo de chocolate acompanhado de um suco gelado de laranja e voltei para o meu quarto.

Me joguei na cama e dormi.