Feliz Ano Novo :)

Oi minha gente !

Bom, passando rapidinho pra desejar a todos um ótimo, iluminado Ano Novo !
Que 2014 seja mais do que especial e maravilhoso !


' São 365 novas folhas em branco para você escrever o que quiser. E fazer sua história de amor, de drama, de sofrimento, seja lá qual for, acontecer. '


Espero que seja lindo e que mude suas vidas pra melhor :)

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Novidades vem ai, e me perdoem pela ausência !

G.V.

Don't Say Goodbye - Capítulo 04

Don't Say Goodbye
Capitulo 04

(Ella On)

Cidade de Blackpool, 06:00 da manhã, segunda-feira, 03 de Fevereiro

Que merda é essa tocando desesperadamente? Tateei meu criado mudo atrás daquela fonte de som insuportável. Será que ninguém sabe que eu odeio, ODEIO, acordar cedo? Depois de tatear o criado mudo e não achar nada, abri meus olhos e vi meu celular no chão tocando. Que merda! Amanhã vou deixar isso no silencioso.

Respirei fundo e sai da cama, nesse mesmo momento meu corpo se enrijeceu por causa da corrente de ar fria que entrou em contato com meu corpo quente, assim fazendo com que eu me lembrasse que estava bastante frio essa manhã.

Fui ao meu banheiro e tomei o banho mais rápido da minha vida. Assim que sai do mesmo coloquei a primeira roupa que vi, peguei meu material escola e desci rumo a cozinha de casa. Quando cheguei na mesa, não havia ninguém ali. Não é novidade nenhuma, eu acordar e ter que passar o dia sozinha. Fui até a geladeira e lá havia um bilhete, escrito assim:

"Bom dia filha, desculpa por não podermos estar presente hoje em casa, mas você sabe muito bem que andamos muito ocupados. Porém vamos dar um jeito de lhe recompensar por todos esses dias em que lhe deixamos sozinha. Tenha uma boa aula e um ótimo dia. Beijos mamãe e papai!"

Revirei os olhos após ler aquele bilhete. Abri a porta da geladeira, peguei o leite e fechei a porta da mesma. Abri o segundo armário de cima depois da geladeira e peguei uma tigela. Deixei o leite e a tigela em cima da mesma, andei até o terceiro armário em cima perto do fogão e peguei uma caixa de cereal. Fui até a mesma e sentei na mesma. Coloquei o leite e o cereal na tigela, mas estava faltando uma colher. Ótimo! Tinha que esquecer da colher. Me levantei e peguei a colher na gaveta do lado do fogão. Volte a me sentar e finalmente pude comer em paz.

Assim que terminei de comer, coloquei as coisas em seus devidos lugares: armário, geladeira e pia. Corri até  meu quarto, entrei no meu banheiro e escovei meus dentes, assim que terminei peguei minhas coisas e corri para a escola.

Por sorte cheguei a tempo de assistir a primeira aula, na qual eu me arrependo profundamente. Matemática. A pior matéria criada pelo homem. Eu até acharia matemática uma ótima matéria se o professor não fosse um velho, gordo e mal amado que se acha. O lado bom é que...pera, não tem lado bom. Depois de cinquenta minutos...cinquenta...como pode ter tanto tempo para uma matéria tão...Bom, voltando...estava indo para a minha próxima aula, por onde passava todos me olhavam com desejo ou inveja, tenho que admitir que era muito bonita, mas nunca me importei com aparência, principalmente a minha.

Cheguei na sala e me sentei no meu lugar, logo as nojentas da escola chegaram. Ainda na porta ficaram me encarando, eu apenas retribui a encarada, já to até vendo que hoje elas vão me encher o saco.

As aulas passaram rapidamente, finalmente o intervalo. Saí da sala e fui até meu armário. Abri a porta do mesmo, após colocar a senha dele, deixei os livros que não precisaria mais e peguei o livro de biologia, na qual era a próxima aula. Fechei a porta do meu armário e tomei um grande susto.

Eu- Está tentando me matar?
xx- Não, apesar de ser uma ótima ideia, mas ia sentir a sua falta.
Eu- Valeu, Victoria. Sua sinceridade me anima cada vez mais.- falei e ela revirou os olhos.
Victoria- Vamos?
Eu- Não estou afim de ir até lá...- apontei na direção do intervalo.
Victoria- Eu já sabia disso e peguei nossos lanches, mas deixei ele lá no gramado, então...- falou ela e saiu andando.
Eu- Me espera!- falei alto o suficiente para ela ouvir.

Victoria era a minha única amiga naquele colégio, acho que a única que falava sempre a verdade para mim mesmo que doesse e muito. Conheci ela por acaso, eu estava atrasada para a aula de matemática- como sempre- e nos esbarramos.

Flash Back On

Quem manda dormir tarde e querer acordar cedo? Mas como sou bem complicada...aqui estou eu correndo pelos corredores silenciosos da escola. Faltava só dois corredores para conseguir chegar em minha sala, mas fui impedida por algo se chocando com o meu corpo, fomos eu e a pessoa ao chão.

Eu- Desculpa! Não queria te derrubar.
xx- Ah sim....não sabe o quanto eu to acreditando.
Eu- Já pedi desculpas, quer mais o quê?- perguntei levantando e a encarando.
xx- Que a rainha da perfeição olhe por onde anda.- falou a garota de frente pra mim.
Eu- Rainha da perfeição??...Olha se eu tivesse tempo a perder eu continuaria essa idiotice, mas não tenho. Fui!- falei passando por ela.
xx- Eu ainda não acabei...- eu a olhei de cima a baixo.
Eu- Sim, você acabou. E se quiser resolver isso depois tem o intervalo e a saída, mas agora tenho uma prova e não irei perder nem por você, nem por ninguém.- ia sair andando, mas fui interrompido por uma mão segurando meu pulso.
xx- Matemática??
Eu- Sim, por quê?
xx- Ele ainda não chegou. Antes que eu me esqueça, sou Victoria.
Eu- Prazer, sou Ella.
Victoria- Sei quem você é. Você é bem popular, mal cheguei na escola e já fui orientada a me manter longe de você, queria saber por quê?
Eu- Nem eu sei essa resposta, mas desde que estudo aqui fazem isso.- falei dando um sorriso fraco.
Victoria- Não importa mais, pois agora eu estou aqui.- falou ela dando um grande sorriso e eu fiz o mesmo.

Flash Back Off

Fomos até a parte gramada da escola, nos sentamos no chão mesmo e comemos. O sinal bateu avisando o final do intervalo e o começo do inferno. Não me entenda mal, eu amo biologia, mas as pessoas da minha sala não cooperam em nada para a aula ser legal. Me levantei calmamente, agradeci Vick e fui para a minha sala.

A aula como sempre foi chata e as próximas aulas não foram as melhores, mas foi uma das mais engraçadas. Educação Física. Meninas patricinhas que não jogam e nem sabem fazer nada jogando para chamar atenção de algum dos meninos do time de futebol. Admito no time havia alguns menino bem bonitos e alguns lindos, mas esses só eram lindos com a boca fechada, pois ela aberta transformava eles em monstros feios. Eu nunca fui fã de ficar puxando o saco de alguém do time, sempre fui a "Linda Estranha", que apelido maneiro.

O sinal bateu. Mais um dia de aula chegava ao fim e minha alegria foi demais. Praticamente corri para o vestiário e me troquei, tomaria banho em casa. Fui até meu armário e peguei os livros do dia seguinte, após fazer essas coisas fui direto para a saída. Advinha que estava me esperando?....Victoria?...Não, longe disso, mas as garotas nojentas da minha turma.

xx- Ella!!- exclamou uma delas.
Eu- O que você quer??
Xx- Calma querida!- falou ela fazendo careta de nojo no final da fala.- Só queremos conversar sobre a aposta.
Eu- Que aposta?
xx- Que fizemos para você...
Eu- Fizeram uma aposta para mim sem eu pedir??
Xx- Ela aprende rápido....
Eu- Minha mão na sua cara também vai ser rápida...
Victoria- Calma.
xx- Ouça sua amiga ai.
Victoria- As vezes tenho dó de você, Anastácia.
Anastácia- Bom para você!- falou ela dando uma risadinha.
Xx- Vamos ao que interessa...
Eu- A aposta, certo Griselda?
Griselda- Apostamos que você faria um vídeo e mandaria para o The X Factor, mas caso não aceitasse teria que transar com um dos jogadores do time a nossa escolha.
Eu- Que mais?
Anastácia- Nada!- falou dando de ombros e eu olhei para Victoria.
Eu- Qualquer vídeo?
Anastácia- Você tem que cantar...- parou ela para pensar e eu apenas bufei.
Victoria- Cantar...???- perguntou ela desesperada, se não estivesse em um momento tenso teria rido.
Griselda- Como você enrola. É só cantar I Can't Stop Loving You do Ray Charles..- UAU! Elas estudaram bastante, se bem que acho que elas pediram a alguém essa música e tenho uma leve ideia de quem seja.
Eu- Pode ser, mas Vocês vão ter que deixar eu e Victoria em paz pelo resto do ano. Feito?- estiquei a mão direita para ela.
Anastácia- Feito!- falou ela apertando a minha mão.

Virei meu corpo e saí puxando Victoria comigo. Assim que saímos da escola fomos em direção as nossas casas em silencio.

Paramos em frente a casa dela e nos encaramos.

Victoria- Você vai mesmo cantar??
Eu- Vou! Não vejo nada demais nisso.- falei dando de ombros.
Victoria- Não se faça de forte, não comigo.
Eu- Não estou me fingindo de nada.
Victoria- Que seja! Porém você só vai fazer esse vídeo quando eu for para a sua casa mais tarde, vou dormir lá.- falou ela sorrindo.
Eu- Uau! Tudo bem, né? Não tem como fazer mudar de ideia ao menos não agora.
Victoria- E nem depois.- ri daquilo.
Eu- Ok, Vick! Vou para casa dar uma arrumada em tudo e tomar um bom banho.
Victoria- Até logo!
Eu- Até!- falei acenando para ela enquanto andava.

Fui calmamente para casa.

Assim que cheguei na mesma, abri a porta e entrei. Deixei minha bolsa jogada na sala e fui para a cozinha. Fui até a geladeira e observei que na mesma havia um bilhete, respirei fundo e peguei o mesmo. Abri o mesmo e li:

"Filha, eu e seu pai, teremos que viajar para a França. Esperamos que você entenda e para lhe recompensar traremos presentes. Depois ligaremos, assim que der, para conversarmos melhor. 
                                                                                                Com amor, mamãe!"

Eu amassei o bilhete e joguei em qualquer canto daquela cozinha, instantaneamente senti meus olhos arderem e logo as lágrimas caírem rolando pelo meu rosto. Que merda! Eu não queria presente nenhum como recompensa só queria meus pais ali comigo. Agora, que eu iria precisar tanto deles por causa dessa aposta, talvez eles pudessem me dar algum conselho de como agir ou o que fazer, mas não para eles trabalho em primeiro lugar. Estava cansada de ser forte e deixei todas as lágrimas saírem...

Quando dei por mim, soluçava igual uma garotinha, tentei me controlar, mas não deu muito certo. Respirei fundo após vinte minutos, ainda fungava fortemente devido ao choro.

Me levantei daquele chão gelado, na qual mal me lembrava de como havia parado ali, e fui para o meu quarto.

Assim que entrei no mesmo, já fui arrancando minha roupa ficando só de lingerie, olhei no relógio e faltava uma hora para Victoria chegar em casa, eu tinha que tirar essa cara de zumbi do rosto antes dela aparecer. Só fui tomar banho, pois não havia tomado na escola. Blackpool ainda estava fria e seu céu agora possuía uma mistura de cinza escuro com um azul, provavelmente choveria. Bufei e fui tomar meu banho logo.

[...]

Estava encarando meu closet, não estava afim de colocar alguma roupa, só queria deitar na minha cama e dormi. Antes de pegar alguma coisa lá dentro a campainha tocou. Bufei e sai do meu quarto só de lingerie mesmo.

Cheguei na porta e a abri, dando de cara com Victoria e mais dois garotos. No mesmo instante senti meu rosto queimar, mas ignorei.

Eu- O ultimo que entrar, feche a porta!- falei dando as costas para os três e já ia subindo as escadas, quando ouvi meu nome ser chamado.- Sim?
Vick- Você não tem roupa, não?- perguntou ela levantando uma das sobrancelhas.
Eu- Te tenho, mas que culpa tenho eu se vocês chegaram quando eu acaba de sair do banho.- dei de ombros e voltei a subir as escadas.

Cheguei no meu quarto, completamente envergonhada, voltei a meu closet e procurei algo que fosse rápido para se vestir, no final coloquei qualquer roupa e desci.

Mal coloquei meus pés no ultimo degrau e senti três olhares curiosos sobre mim, tentei não corar, mas não deu certo e como sempre disfarcei.

Eu- Então...?- perguntei olhando para cada um ali.
Vick- Ah é! Este é meu primo Daniel, mas o chame de Dan e o seu amigo Rick.- apontou ela para cada um. Daniel até que lembrava Victoria, ele era moreno, cabelos lisos e pretos, olhos castanhos escuros e parecia ter um corpo natural. Já Rick era forte, cabelos encaracolados e loiros escuros, olhos azuis e moreno.
Eu- Prazer e espero que não tenham se incomodado com a visão anterior.- falei irônica.
Rick- Até que foi...- ele foi interrompido por uma cotovelada nada discreta de Daniel.
Dan- Calado!
Eu- Deixe ele falar, Daniel.- pedi sorrindo, Victoria apenas observava toda aquela cena se segurando para não rir, a infeliz me conhecia muito bem para saber que eu ia aprontar alguma.
Rick- Eu ia dizer que foi uma ótima visão, mas ainda bem que minha namorada não estava por perto.- falou ele dando de ombros. Olhei para Victoria e percebi que ela ficou triste com o que ele disse.

Para tudo...minha melhor amiga, gosta daquele Rick?

Abri um sorriso enorme e depois mexi as sobrancelhas para ela, que riu e fez que não com a cabeça.

Eu- Obrigada pela sinceridade.- sorri para ele.
Vick- Quem vê acha que é educada desse jeito...- falou ela rindo.
Eu- Mais ai que esta minha cara Victoria, eu sou muito educada, mas só uso de vez em nunca...- falei rindo. Logo uma conversa bem animada se iniciou na sala da minha casa.

Pedi uma pizza para jantarmos e continuamos a nossa conversa. Mais infelizmente Vick me lembrou que eu tinha de cumprir aquela aposta idiota.

Dan- Que aposta?
Eu- Explica ai para eles...vou arrumando as coisas lá em cima.
Vick- Ok.

Nem esperei qualquer outra pergunta e corri ao meu quarto, peguei meu notebook, câmera e meu celular que havia ficado jogado em cima da minha cama.

Desci as escadas correndo e me sentei do lado de Victoria.

Dan- Você esta pronta?
Eu- Na verdade? Não, mas o que pode acontecer de mais?
Rick- Qualquer coisa estamos aqui do seu lado.- falou ele sorrindo e abraçando Victoria. Que ficou corada e suspirou nervosa.

Liguei meu computador, peguei minha câmera, arrumei meu cabelo e assim que ele ligou entrei no site do X Factor. Acessei o link, na qual estava escrito "Se inscreva aqui!", fiz todos aqueles processos descritos e cantei a bendita música I Can't Stop Loving You do Ray Charles. Victoria me abraçou e sorriu.

[...]

Os meninos haviam ido embora e Victoria já se encontrava dormindo na minha cama. A cobri e me deitei ao seu lado, fiquei pensando em tudo o que poderia acontecer e o que já havia acontecido. Senti meus olhos pesarem após várias horas. Fechei minhas pálpebras e dormi.




Autora: Bom, peço desculpas pela demora, quero deseja um Feliz Ano Novo a todos vocês, que nesse ano conquistemos tudo aquilo que não conseguimos no ano passado e que esquecemos todas as mágoas que 2013 nos trouxe.
Beijos e até! xXx

Don't Say Goodbye- Capítulo 03

Don't Say Goodbye
Capitulo 03

(Seunome On)

Mal cheguei no refeitório e lá estavam Benjamin e Diogo, nos muros. Respirei bem fundo, ninguém merece, quer saber, deixa eles se matarem um pouco, quando forem chamar o diretor eu puxo meu irmão dali.

Passei reto por eles, fazendo com que algumas pessoas me olhassem com caras de "você não vai se meter?". Fui em frente a tia Lucille.

Lucille era uma senhora muito simpática, desde que entrei na escola ela tomava conta da cantina da escola. Ela devia ter seus 70 anos, mas estava sempre firme e forte, vivia sorrindo, às vezes ela ficava triste quando a imbecil da Andreza lhe dizia algo terrível, mas eu, como sempre, me metia. E nunca acava bem, mas esse ano não podia me meter em confusão.

- Bom dia querida, o que vai querer?- perguntou ela com um sorriso muito simpático.

Olhei o que havia ali para comer, acabei escolhendo um bolo de prestigio, uma maçã e um refrigerante, mas aproveitei e peguei uma garrafa com água.

Eu- Obrigada, Lucille.
- Não há de que, querida!

Comi minha maçã e olhei onde estava ocorrendo a briga, bufei irritada, eles ainda estavam se matando. Comi meu bolo rapidamente e tomando meu refrigerante fui andando calmamente até os dois.

Conforme ia me aproximando as pessoas abriam caminho para eu passar. Fiquei na primeira fileira, assistindo tudo de camarote, terminei de tomar meu refrigerante e deixei a lata com um garoto que mal vi o rosto. Logo em seguida, abri a tampa da garrafa de água, andei calmamente na direção do Diogo, e virei todo o conteúdo da garrafa nele.

Nisso toda a escola que no momento gritava coisas como: "Briga, briga, briga...", "Soca ele Ben", "Dá uma de direita nele, Diogo", "Derruba logo ele, Ben", ficaram em silêncio.

Diogo- Você não fez isso...!
Eu- Fiz e faço novamente.
Diogo- Eu vou te matar.- nisso ele veio para cima de mim. Eu estava preparada para apanhar, mas também estava pronta para bater. Mais o impacto não aconteceu.

Abri os olhos e vi algo bem inédito, a minha frente estavam meu irmão e um garoto de cabelos escuros, de topete, ele estava usando uma jaqueta de couro preta e uma calça jeans  escuro, calçava um vans preto, mas foi só o que percebi.

Ben- Bate nela e eu te mato, Diogo.
Diogo- Duvido muito disso, mas e você novato está se metendo, por quê?
xx- Porque não se deve bater em uma mulher mesmo que ela provoque.
Eu- Então eu parar toda essa confusão significa que eu provoquei...?
xx- Não disse isso.
XX- O QUE ESTÁ ACONTECENDO AQUI??- perguntou gritando o diretor João. Ele tinha seus 35 anos, mais ou menos, eu gostava dele, ele era legal, nunca me dava broncas, sempre que eu ia parar na diretoria ficávamos conversando sobre diversos assuntos ou eu simplesmente o ajudava em algum assunto matemático. Eu tinha de admitir sempre tirava notas altas em matemática, mesmo que odiasse a professora.- SEUNOME, DIOGO e BENJAMIN, MAL COMEÇOU O ANO E JÁ VOU TER DE VER VOCÊS EM MINHA SALA. Ainda por cima está levando um dos alunos novos para esse caminho.
Eu- O novato não fez nada, só entrou na frente de um soco que eu ia levar.- defendi aquele garoto.
João- Tudo bem, mas quero vocês três em minha sala, imediatamente! Enquanto o resto da escola para as suas classes, AGORA!!

Aos poucos todas aquelas pessoas iam se dispersando cada um para a sua devida sala, Diogo e Ben, já estavam indo para a sala do diretor, no patio só ficamos eu e o novato.

Eu- Obrigada por me defender! Apesar de não saber seu nome.
xx- Não foi nada e me chamo Zayn. É Zayn Malik!- falou sorrindo com língua entre os dentes. Que lindo! Se controla, garota.
Eu- Prazer, Zayn?
Zayn- Isso! E o seu?
Eu- Ah, é! Sou Seunome Hunt.- falei estendendo a mão, Zayn então pegou a minha mãe e nos cumprimentamos.
Zayn- Você é bem interessante.
Eu- Obrigada! Eu acho.
Zayn- Espero que sejamos amigos.
Eu- E seremos, mas é melhor eu correr, antes que um diretor irritado, volte gritando por mim.- após falar ri só de imaginar a cena, fui acompanhada por Zayn. Sua risada era tão fofa e contagiante.- Até mais.
Zayn- Até!- falou ele indo para algum lugar.

Fui correndo até a sala do diretor. Quando cheguei na porta só dava para ouvir os gritos do diretor com Benjamin e com Diogo, que moleque, ele me paga. Me sentei em uma daquelas cadeiras que fica no corredor, observando o movimento da secretaria.

Até que a porta se abriu e de lá sairam dois garotos com a cara fechada. Ouvi meu nome ser chamado e entrei na sala.

João- Conte-me o que houve e não minta.

Respirei fundo e contei absolutamente cada detalhe do que houve, tudo isso olhando diretamente em seus olhos.

João- Uau! Estou impressionado, então quer dizer que você não estava envolvida nessa briga, só tentou separar, impressionante. Devo dizer que estou orgulhoso dessa sua mudança.- falou e sorriu em seguida.
Eu- Obrigada pelo voto de confiança.
João- Por nada, querida! Agora vá para a sua sala e preste atenção na aula. E só espero te ver em minha sala daqui dois meses, fechado?
Eu- Pode deixar que se for preciso só volto aqui quando estiver acabando o ano.- sorri e me levantei da cadeira .
João- Eu estou falando muito sério. Não quero que você se envolva tão cedo em qualquer confusão, ano passado consegui te salvar diversas vezes, mas esse ano já não sei se posso fazer isso.
Eu- Já entendi! Sem confusão, mas se a confusão vier até mim, o que devo fazer?
João- Deve desviar dela.
Eu- Certo. Tchau.- falei saindo daquela sala.

Passei pela secretária e percebi que havia vários olhares sobre mim. Era sempre a mesma coisa. Me lembro que ano passado inteiro vinha até a diretoria mesmo que fosse só para trazer algum recado de algum professor, e as pessoas me julgavam e muito, por isso. Eu não era de fazer bagunça até espalharem que eu havia feito algo terrivel, no caso, eu teria feita uma professora ter um ataque cardíaco, depois disso nunca mais fui a mesma.

Passei por aqueles corredores de paredes brancas, mas que daqui a algum tempo terá vários grafites e vários desenhos. Não entendo por que ainda pintam essas paredes, passei por um dos jardins da escola e fiquei por lá. Havia várias flores, de vários formatos, tamanhos e cores. Cada uma com seu perfume exuberante. Quando uma brisa de vento passava por ali, os cheiros se misturavam e tudo aquilo ficava tão único.

Quando dei por mim o sinal batia, precisava ir para a aula de música. Eu amava a matéria, mas tinha vergonha e digamos que as patricinhas da escola não perdoavam isso.

Fui lentamente até a sala, minha sorte era que a professora Ana ainda não havia chegado, me sentei em meu lugar e ela chegou.

Ana- Bom dia alunos! Para quem não me conhece sou a professora Ana Maria, leciono Música e Artes Cênicas. Sejam bem-vindos!
Diogo- Qual vai ser a mancada de hoje?
Ana- Você ser expulso da minha aula, serve?- perguntou ela fazendo todos rirem.- Bom, Seunome?
Eu- Sim?
Ana- Está tão triste! Qual o motivo?
Andreza- Deve ser por ter levado mais uma bronca.
Eu- Cala a boca garota. E só estou meio triste, pois to com sono.- falei fazendo várias pessoas rirem.
Ana- Sendo assim vamos anima-la. Hoje quero saber como vocês andam cantando, então Seunome escolhe uma música e venha até o palco cantar.

É não foi dessa vez que me livrei de alguma aula, mas não vai ser a ultima. Me levantei da cadeira e lentamente fui até o palco.

Ana- Vamos! Cante! Sei que você tem uma voz poderosa.
Eu- Irei cantar...Hurt da Cristina Aguilera.

Seems like it was yesterday when I saw your face
(Parece que foi ontem que vi seu rosto)
You told me how proud you were
(Você me disse o quanto estava orgulhoso)
But I walked away
(Mas eu fui embora)
If only I knew What I know today
(Se eu apenas soubesse o que sei hoje)
Ooh ooh

[...]

Assim que terminei de cantar, todos os alunos aplaudiram, olhei para a professora e ela chorava. Agradeci a todos e desci do palco.

Ana- Já se inscreveu no The X Factor, Seunome?- perguntou ela me olhando de cima do palco.
Eu- Não, senhora!
Ana- Por quê? Não vai me dizer que...
Eu- Não é nada disso, vou me inscrever hoje, assim você e minha mãe param com isso.
Ana- Isso é maravilhoso. Agora quero que alguém dos novatos se apresentem.
Zayn- Bom, eu e o meu grupo, podemos?
Ana- Claro!- ela falou e desceu do palco sorrindo.
xx- Oi, eu sou o Harry. Harry Styles!- falou ele sorrindo e que sorriso. Ele tinha cabelos cacheados, covinhas, dono de duas esmeraldas nos olhos.
Xx- Eu sou Liam. Liam Payne.- deu um sorriso tímido. Ele tinha cabelos compridos, olhos castanhos e era bem forte, aposto que tinha tanquinho.
Zayn- Sou Zayn Malik.
XX- Sou o Louis Tomlinson.
xX- E eu sou Niall Horan. E juntos somos...
Todos- One Direction.
Harry- Vamos cantar Viva La Vida do Coldplay.

I used to rule the world
(Eu costumava dominar o mundo)
Seas would rise when I gave the world
(Mares se agitavam ao meu comando)
Now in the morning I sleep alone
(Agora, pela manhã, durmo sozinho)
Sweep the streets I used to own
(Varro as ruas que costumava possuir)

[...]

Assim que terminaram a sala estava em silêncio, surpresos com a apresentação deles, devo admitir que foi perfeita. Me levantei e aplaudi eles de pé, logo o restante da sala fez a mesma coisa que eu.

A aula passou animada, mas infelizmente bateu o sinal e mais uma aula de matemática iria começar.

Os alunos foram todos conversando entre si para a sala e eu como sempre a ultima, a estranha, a anti-social. Nesses momentos queria chorar, mas não iria.

Fui andando calmamente para a sala, fui a ultima a chegar na sala, o professor me olhou e sorriu. Me dirigi até meu lugar e me sentei, peguei meu celular e os fones de ouvido, coloquei minha lista de música no aleatório, começou a tocar She Will Be Loved - Marron 5. O professor começou a explicar a matéria e eu apenas fiquei desenhando, olhei para a lousa e ele estava passando um texto, apenas copiei o mesmo. Abaixei a cabeça na carteira e fiquei daquele jeito até o final da aula.

O sinal bateu indicando o final das aulas. Guardei meu material e quando ia sair da sala, o professor me parou. Tirei meus fones e o encarei, esperando que falasse alguma coisa.

Eu- Sim?
Professor- Me diz!
Eu- Dizer o quê?
Professor- O que te afliges hoje?
Eu- Sabe, to cansada. To cansada de ter de fingir ser forte, de ser tão corajosa e segura de si, mas na verdade é tudo o oposto, eu não sou forte, não sou tão corajosa e muito menos segura, eu me importo com tudo o que dizem sobre eu nessa escola, mas como sempre finjo que nada me atinge. Talvez esse seja meu problema de hoje, Paulo.
Paulo- Você sabe que pode contar comigo? Certo?
Eu- Sim, senhor e muito obrigada! Agora eu preciso ir.
Paulo- Ah! É hoje que você vai se inscrever, né?
Eu- Sim.
Paulo- Então, tenha uma boa sorte.
Eu- Obrigada e até amanhã.

Sai da sala sem esperar ele falar alguma coisa. Coloquei meus fones novamente. Caminhei até meu armário, deixei meus livros ali, fechei o armário e fui em direção a saída daquele inferno.

Chegando na saída, trombei em alguém e fui ao chão junto com a pessoa. Até sem fone fiquei.

xx- Você esta bem?
Eu- Estou e você?
xx- Estou. Ah! Eu sou o Harry.
Eu- Prazer. Eu sou a...
Harry- Seunome! Já sei o seu nome.- olhei para ele confusa.- Somos da mesma sala.- explicou ele se levantando e estendendo uma das mãos para me ajudar a levantar, aceitei a ajuda.
Eu- Certo! Bom, tenho que ir. E desculpa pelo tombo.- falei sorrindo.
Harry- Não foi nada.

Dei as costas ao garoto chamado Harry e fui de encontro com meu irmão.

Ben- Que tombo, hein?- falou rindo.
Eu- Tão engraçado que eu estou morrendo de rir.-falei séria.
Ben- O que houve?- ele perguntou preocupada, enquanto nos dirigíamos para casa.
Eu- Você acha que devo me inscrever para o The X Factor?- perguntei mudando de assunto.
Ben- Claro! Você tem uma voz maravilhosa. Quem dera se eu tivesse essa sua voz potente.
Eu- Já teria usado ela para conquistar metade da escola, né?- perguntei rindo.
Ben- Pode até ser!- deu de ombros.

Fomos andando mesmo para casa. Pela primeira vez reparei no trajeto que fazíamos sempre para ir e voltar da escola. Havia casas luxuosas e casas bem aconchegantes. Chegamos na grande avenida na qual havia lojas de vários tipos, como: de roupas, sapatos, bolsas, uma doceria, cafeteria, restaurantes e Fast-Food's. Cada um daqueles lugares eram únicos com as mais diversas decorações. Sorri com toda aquela diversidade. Continuamos nosso caminho após atravessar a avenida. Passamos em frente a uma praça muito aconchegante, acabei de achar um local para pensar, a praça era pequena, mas possuía tudo o que eu mais amava. Flores. Lindas flores. Com as mais diversas cores e formatos. Sem que eu percebe-se estava parada admirando aquele lugar. Meu irmão voltou e parou ao meu lado, olhando a mesma coisa que eu.

Ben- Flores! Acertei?
Eu- Sim. Esse lugar é lindo!- falei admirada.
Ben- Eu sei e olha só o lado bom...- eu o olhei confusa.- É, praticamente, do lado de casa.- falou ele apontando para a nossa casa. Abri um grande sorriso e ele me puxou em direção a nossa casa.

Assim que chegamos entramos na mesma. Eu fui direto para o meu quarto, ainda tinha de fazer a inscrição para o The X Factor. Liguei meu computador, peguei minha câmera, arrumei meu cabelo e assim que ele ligou entrei no site do X Factor. Acessei o link, na qual estava escrito "Se inscreva aqui!", fiz todos aqueles processos descritos, fiz meu vídeo cantando "I Was Here- Beyonce" e enviei. Desliguei meu computador e sai do meu quarto.

Fui para a cozinha, comi um bolo de chocolate acompanhado de um suco gelado de laranja e voltei para o meu quarto.

Me joguei na cama e dormi.

(Re) Vivendo - Quinto (último) Capítulo por Gabriela Vilks


''  Saber o limite de seu coração é quase que uma obrigação sua. Sofrer de mais, amar de mais, ser feliz de mais, ou triste de mais. Tudo tem um modo, tudo tem um começo e fim. Mas pra certas coisas, não são necessárias começo muito menos fim. Uma delas ? Ah meu querido, uma delas é o amor. '' 


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Pegou as mãos da moça, que estavam pousando ao lado do seu corpo, e as levou para o alto de seu pescoço, em sua gola da camisa. A moça passou a mão pela camisa, como a esposa passa na camisa amassada do marido. Começou a abrir os botões, devagar e suavemente. Quando terminou, levou as mãos para os ombros nem tão largos do rapaz, e puxou levemente a camisa, despindo-o dela. A camisa caiu no chão sem ao menos um murmúrio.
Havia ficado escuro de mais, de uma hora para a outra. Agora nem se ele se esforçasse o máximo, conseguiria ver a expressão na face da moça. A Lua Cheia estava quase chegando ao meio do céu.
Ele pegou as mãos da moça novamente, e as colocou sobre seu peito, onde ficara seu coração.  Ela sentiu o bater do coração do rapaz, que estava um pouco acelerado. O seu não estava diferente. Ela sorriu lindamente, e se ele tivesse visto, teria sorrido também. Ele aproveitou o espaço, e tirou sua calça jeans, a jogando para o lado, de modo tão silencioso que ela não percebera. Ela, depois de sentir o coração dele, puxou as mãos do rapaz e também colocou sobre seu coração. Quente, ele pensou quando sentiu a pele da moça, encoberta por seu sutiã, que presumiu ser de renda. Sentir o batimento acelerado foi incrível, para os dois, e ele achou engraçado, e deixou soltar uma risada feliz. Ele puxou-a pela cintura para mais perto. Ela subiu dois níveis da lateral da ponte, de modo que ficasse um pouco mais alta do que ele. Ele a ergueu um pouco mais, e a pegou pelas pernas, fazendo -a ficar com o peso em cima se seu corpo novamente. Ela se segurou nele, com as mãos em seu pescoço, enquanto ele a segurava firmemente pelas coxas. Ele deu meia volta, e começou a se agachar no chão, de modo que ficassem como antes. Ao segurar a moça pelas coxas, sentira que ela já não possuía mais a peça de baixo, e muito menos ele.
Ele fora se apoiando na lateral, sentando devagar, até encontrar o chão. A segurou um pouco para cima, a tempo dela se colocar reta, agarrada a seu corpo. Quando finalmente sentaram, ela sentiu a dolorosa mas boa pressão em sua abertura. Mais um choque elétrico percorreu o corpo de ambos.
Ele a segurava pelas costas, e ela também lhe agarrava as costas largas. Ela sentiu a pulsação do membro do rapaz dentro de si. Não precisaria sacanagem, muito menos pressa, e eles sabiam disso. Ficaram alguns segundos parados, sem ao menos mover um músculo. As respirações pesadas em ambos os pescoços arrepiaram um ao outro. Ela puxou o corpo do rapaz para mais perto, se houvesse como. Os dois corpos pareciam se fundir novamente. Ela se movia tão lentamente que ele podia definir como sendo insuportável. Mas isso não era problema. Fizeram sexo, lentamente, sentindo cada sensação, cada movimento, a pele ficando suada, a respiração cada vez mais rápida e pesada, e finalmente o ápice. Quando chegaram aonde deveriam chegar, ficaram imóveis novamente. Ele roubara um beijo suave dela. Ela sorrira durante o beijo. Uma sensação mais do que de alívio ou serenidade percorreu o corpo de ambos, sentiam que de qualquer forma, aquilo iria acontecer, e que devia acontecer. Fora maravilhoso. Ele a segurou pela cintura novamente, a erguendo o suficiente para sair de dentro da moça. A deitou ao seu lado, e puxou o cobertor cobrindo os dois corpos, que agora estavam aninhados. Ela repousara sua cabeça sobre o peito do rapaz, de modo que ele logo mexera em seu cabelo cheiroso. Ela, ficara a sentir o peito dele encher e esvaziar conforme respirava. Vida, foi o que ela pensou. Amor, foi o que ele pensou quando fitou o céu novamente.
Sem nenhuma palavra, que não era precisa, os dois dormiram profundamente sobre o cobertor.

Certas coisas acontecem em nossa vida. Coisas boas e ruins. Faz parte. Na vida dela, o que mais importava era o amor. Na verdade, a vida pra ela é o amor. E está certa. Ela o encontrou, e foi feliz , muito feliz com ele. Mas, algo que está acima de tudo o que possamos imaginar, age em nossa vida todos os dias. E seu amor teve de partir. Ele se fora,e junto, levou a vida e todo o sentimento que ela sentira um dia.

Um homem aprende tanto quando sabe o que olhar. Para ele, carinho e amor eram sinônimos. São quase iguais, mas onde há carinho, deve haver amor. E foi por isso que ele se casou com ela. E viu, o que realmente significa cuidar de uma pessoa. Ele cuidou ao máximo dela. Mas não foi o suficiente. Ela teve de partir, e levou consigo qualquer forma de sentimento que restara nele.

Destino ? Talvez. Predestinação ? Talvez. Coincidência ?Talvez. Acaso ? Talvez. Talvez, talvez. Nada em nosso caminho é definido ou esperado. Tudo tem um modo de acontecer e simplesmente acontece. Aceite isso. Na maioria das vezes, somente quando perdemos algo, é que lhes damos verdadeiro valor. E mesmo que tomamos o máximo de cuidado, e que tenhamos o máximo de carinho por ela, certas coisas se quebram, certas pessoas vão embora, certos relacionamentos acabam.
Necessitados de vida, ele e ela , dessa história, um dia, felizmente, se encontraram - literalmente-.
E da dor, do sofrimento, da vontade de morrer, da escuridão, do ódio de cada um, nasceu o que eu chamo de amor. Eles achavam que já haviam conhecido o que era o amor. Mas, descobriram que não. Amor não é carinho, não é vida, não é sexo, não é paixão. Amor é complexo e único, ele é independente, é e pronto. É mais do que carinho, é mais do que sexo, é mais do que vida, é mais do que paixão, é mais do que qualquer sensação ou sentimento que você tenha sentido. Amor, é saber que a sua vida - realmente - dependa de outra pessoa. E não digo isso como clichê, quem ama sente na pele realmente que depende da outra pessoa. A necessidade de cuidado é imensa. E necessária.
Os dois, realizaram um no outro, todo aquele sentimento de angústia e de arrependimento pela vida que se foi, no amor que fizeram. E não foi no sexo. Acharam a vida, um no outro. Novamente.
Sentiram seus corações baterem como antes. Sentiram o cuidado do outro. E isso, é o amor. Essa complexidade.


Os dois acordaram com a luz do sol já alto pela manhã.  Tomaram banho no rio. Tomaram café na casa dela, pois era sábado. Embora estivessem juntos, não trocaram muitas palavras. Tudo o que desejavam falar , fora dito em gestos na noite anterior. Tomaram um café quente, comeram cookies com gotas de chocolate. Conversaram sobre a vida que cada um levava, e como iria ser daqui pra frente. Trocaram telefones, começaram a ser ver todos os dias, e perceberam como cada um mudava ao ver o outro, perceberam como cada um fazia o outro feliz. Ela melhorou e não ficou com mais nenhum cara. Mudou de emprego, e está sóbria. Ele não bebeu mais, voltou a jogar futebol com os amigos, e a ver televisão. Já que não tinham mais suas famílias, comemoraram juntos seu casamento. Viajaram  para a Austrália.  Fizeram amor numa praia. Tiveram dois filhos. E foram mais do que felizes juntos. Eles entenderam o verdadeiro significado de amar. E com toda certeza, ensinaram isso para seus filhos.

(Re) Vivendo - Quarto Capítulo por Gabriela Vilks



'' Um sentimento entre duas pessoas, qualquer que seja ele, é mais do que somente um sentimento. É o modo como se sorri, é jeito do olhar, é o modo de cuidar. É o modo de ser feliz, e fazer feliz. '' 

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Algo está muito ... certo. Pensou ele enquanto deixava um espaço entre os lábios da moça , para poderem respirar naturalmente. Um sorriso anasalado a moça soltou, que o fez sorrir também. É , tem algo muito certo por aqui. Pensou ele novamente. A fitou na escuridão, e não aguentou, teve de tocar de leve a face macia da moça, que fechou os olhos ao toque do rapaz. Linda. Pensou ele.Se lembrou da primeira noite de amor com ela. E ao invés de sentir um nó em seu peito, um riso saudoso lhe rompeu a boca. E ele se viu sorrindo feliz, a tocando na escuridão. As bochechas lisas e pouco salientes, davam um aspecto de boneca à moça, que ainda sim, tinha os olhos fechados. Bonito sentimento, pensou a moça quando sentiu o toque em seu rosto. Ele a amava realmente, teve certeza. Ninguém sorri com certas lembranças, mas ele sorrira, e não pergunte, como ela sabia que ele havia lembrado. Detalhes, pensou ela, partindo com suas mãos para a raiz do cabelo do rapaz, em sua nuca. Era onde ela adorava pousar as mãos nele. Com a outra mão, o rapaz fez o caminho do braço da moça, sentindo onde o vestido terminara, até enlaçar os dedos com os dela,novamente, que agora pousavam em seu pescoço.
 Ele sentiu sua mão ser pega, e levada para junto da outra, em seu pescoço, de modo que parecesse estar descansando. Não fez questão de saber o que exatamente ela iria fazer. Somente fechou os olhos, respirou fundo com um meio sorriso no canto da boca, e esperou. Os lábios molhados da moça tocaram-o no pescoço, como se fossem pingos de chuva gelada. Lhe causou uma sensação tão boa, de alívio. Os lábios dela demoraram em vários trechos de pele, de um lado até o outro.Ela aproveitou cada pedaço de pele, inalou o perfume forte, e desejou que o cheiro da pele do rapaz nunca mais saísse de sua memória. E como se dissesse, terminei, ela soltou as mãos do rapaz, que logo se dirigiram para sua cintura novamente. Ela deixou suas mãos no pescoço dele, como se alí, fossem seu local predileto, e ele entendera isso de cara. A cintura pequena, encoberta pelo tecido um pouco áspero do vestido , que a essa pequena altura, devia estar um pouco acima das coxas da moça. Não se importavam, a hora chegaria logo. Ela sentiu os dedos fortes a apertando em sua cintura. Eu estou aqui, ela pensou, achando que fosse um gesto de ' isso realmente está acontecendo ? ' Nem a ficha dela havia caído ainda. Mas o tempo, agora, era a menor preocupação dos dois. Em condições normais, se fossem outras pessoas, um outro rapaz e uma outra moça, poderíamos dizer que, haveria somente sexo. Nada de sentimento. É claro, o sexo é bonito, se feito com algum sentimento. E sentimento, os dois, possuíam de mais, e estavam descarregando o excesso em gestos, em gestos tão bonitos que ninguém, nem eles mesmos entenderiam. Nessa noite, não é  o prazer que dominará. Nessa noite, o amor, puro e sua essência, mudarão a visão da vida dos dois. Ele a puxou novamente para um abraço. Ele a tomou por inteiro nos braços e por ela ser pequena, posso dizer que pela força dele, ele queria que os corpos se fundissem. E assim, grudados, ficaram por alguns instantes.
- Eu quero dançar com você. - ele disse num sussurro quase inaudível para a moça.
Ele sentiu o sorriso dela em seu pescoço. E então, começou a se levantar e a puxar a moça para cima novamente. Os corpos ficaram de pé. Logo se juntaram novamente, como se fossem ímãs.
Levemente, de um lado para o outro, se mexiam. Sem nenhum som. Ele a erguera um pouco, para que os pés dela, ficassem em cima dos pés dele, já sem sapatos, tirados logo quando chegaram. Ela riu internamente, e se lembrou quando ele, fez a mesma coisa na noite de ano novo, quando somente os dois ficaram em casa, ouviram os fogos, e beberam duas taças de vinho. Dançaram em silêncio por um bom tempo. E depois, dormiram tão felizes, com a promessa de um ano novo, que não iria ser vivido pelos dois juntos. O rapaz segurou a moça forte pela cintura, e ela compreendeu como se ele de maneira alguma a queria soltar, ou estivesse com medo de cair. Ela riu de novo. A música que tocava, tinha como melodia, o som dos corações batendo calmamente, a água corrente do rio, os barulhos da floresta e dos bichos que nela habitavam. Era a natureza, era perfeito.
Depois de algum tempo, os corpos pararam. Ela afrouxou um pouco as mãos dele que estavam em sua cintura, e desceu dos pés dele. Segurou as mãos dele levemente, e as levou até o alto de suas costas, exatamente onde o zíper de seu vestido estava localizado. Ele respirou fundo, tão fundo que pareceu inalar todo o ar que pudesse. Ele se lembrou  da vez que ela havia comprado um vestido novo, e que quando chegara em casa para lhe mostrar, o maldito zíper havia emperrado. Ficaram meia hora para tentar abrir o zíper, e depois que ela tirou o vestido, ficando somente de calcinha e sutiã na sala, começaram a rir feito crianças da situação. Quando as risadas acabaram, fizeram amor no tapete de veludo da sala. Ele riu ao lembrar-se. Pegou levemente o zíper com uma mão, e com a outra, fora descendo, acompanhando o caminho do zíper, até chegar na parte mais baixa da coluna da moça. Ficou alí parado por alguns instantes, pensando na pele macia que descobrira. Ele puxou suavemente as mangas nem tão compridas do vestido para baixo, puxou as laterais, e até que finalmente, o vestido caiu num bafo no chão de madeira. Pareceu ter visto um sorriso nos lábios da moça.

NOVA FIC + ENQUETE

OI AMORAS !

COMO ALGUMAS DE VOCÊS DEVEM SABER, TERÁ UMA NOVA TEMPORADA DE O JURAMENTO E EU ESTAVA PENSANDO EM FAZÊ-LA EM VERSÃO INTERATIVA, MAS EU GOSTARIA DE SABER A OPINIÃO DE VOCÊS PRIMEIRAMENTE.
SE VOCÊS ESCOLHEREM INTERATIVA, EU TAMBÉM FAREI A PRIMEIRA TEMPORADA INTERATIVA E DISPONIBILIZAREI AQUI.
OU SEJA, FICARÁ AS DUAS VERSÕES INTERATIVAS E TAMBÉM NORMAL, COM OS PERSONAGENS FIXOS.
EU DEIXAREI UMA ENQUETE AQUI NO BLOG E VOCÊS TERÃO, MAIS OU MENOS, UMA SEMANA PARA VOTAR. -  E EU ESPERO QUE VOTEM, POR FAVOR.

LOGO POSTAREI OS ÚLTIMOS CAPÍTULOS DE IRRESISTIBLE E COMEÇAREI COM A SEGUNDA TEMPORADA. E SERIA MUITO CEDO PARA DIZER QUE EU JÁ ESTOU COM MAIS OUTRA FIC EM MENTE ? POIS É ! COMO EU FALEI, EU ADORO ISSO .

ATÉ BREVE, AMORAS E VOTEM NA ENQUETE !