Chasing Dreams - Segunda Temporada - Capítulo Oito

leiam as notas finais, raparigas.

United Kingdom - California

Bianca's Voice

Eu não sabia muito bem o que fazer naquele momento. Era bastante constrangedor e frustrante. Por um lado, eu estava curiosa para saber qual era o intuito de Wesley em me ligar agora, mas por outro, eu não queria estragar o clima agradável que havia se instalado entre Harry e eu, ainda mais agora. Encarei o celular e vi as duas opções piscando, enquanto minha cabeça girava, tentando se decidir entre os dois. Sem pensar muito, apertei "rejeitar ligação", me sentindo mais aliviada. Mas a coisa não poderia ficar pior.

"Estou aqui na frente." 

Your Guardian Angel - Primeiro Capítulo

Flashbacks
14/09/2011 – Quarta-Feira | Los Angeles International Airport
   Naquele dia eu não fazia a mínima ideia do que iria me acontecer de agora em diante, nem mesmo o quem faria tanta coisa mudar na minha vida quando chegasse em Biddeford. O aeroporto não estava lotado, pelo o que eu me lembre. O nosso voou havia acabado de chegar quando a minha mãe terminara de tomar o seu amado café. Bem, a senhorita Carlyle tenha me adotado desde quando eu tinha apenas cinco anos. Ela não era a minha mãe verdadeira, mas cuidou de mim com todo o carinho que não pôde dar ao filho já morto, Jacob.
   – Ansiosa para conhecer a nova cidade, Bárbara? – Ela me perguntou assim que havíamos nos sentado em nossos lugares no avião. – Ouvi dizer que lá tem uma boa universidade.
   – Tenho medo de não me adaptar. Sabe como é?! Adolescentes...
   – Com isso você não precisa se preocupar. Ouvi dizer que os habitantes do Maine são simpáticos.
   – Assim espero.
   Era a primeira vez que estaria num avião, e a experiência foi desagradável, devo confessar. Se balançasse um pouquinho eu já estava em pânico, e a Srta. Carlyle ria de mim. O nome verdadeiro dela era Morgana Carlyle, mas acho que por ter sido bem educada, passei a chama-la pelo sobrenome de vez em quando. Ela não se importava, pois sabia que mesmo eu não a chamando de mãe frequentemente, eu a considerava a minha verdadeira e única mãe, nunca nenhuma outra mulher iria substituí-la.
   A sensação de finalmente estar em terra era maravilhosa. Estávamos em York, e pegaríamos um ônibus para poder finalmente estar em Biddeford. Como seria lá? Eu iria gostar de lá? Eram perguntas que ficavam martelando em minha mente naquele dia. Eu sentia que algo novo iria acontecer, que alguma coisa diferente me aguardava. Não sabia se era boa ou ruim, mas sabia que algo novo estava vindo e eu estava ansiosa para poder explorar o lugar e saber da história da pequena cidade do Maine. Mamãe certamente sabia um pouco sobre Biddeford, já esteve lá quando tinha a minha idade e garanti ser bem calma e misteriosa. Do jeito que eu gostava.
   – Havia uma casa no qual todos diziam ser mal assombrada. Era velha e parecia estar abandonada. – Ela começava a contar sobre a sua estádia na cidade.
   – E realmente estava? – Perguntei.
   – Sim, ela estava. Mas um dia uma família se mudou para lá, e eu achava aquela família bem estranha. Sabe... Lobos nunca foram vistos frequentemente no Maine.
   – Acha que eles podem ter levado lobos com eles? – Eu estava ficando mais curiosa.
   – Pensávamos que era uma coisa boba de eles serem lobisomens. Mas alguns dias depois descobrimos que era apenas o cachorro do psicólogo que uivava e que parecia com um lobo.
   – A senhora acredita que seres sobrenaturais existam? – Ela me olhou e depois encarou suas mãos.
   – Sabe minha filha... Este mundo é estranho. Nunca saberemos a verdade sobre nosso mundo, e se um dia descobrirmos... Nós mesmo iremos destruir um ser tão fantástico, é assim que nós somos, Bárbara. – Ela tinha a absoluta razão. Se o homem descobrisse que fadas existissem, iriam estuda-las e certamente fazer algo de errado e acabar destruindo-as.
   – Seria legal um dia encontrar algo sobrenatural! – Pensei alto.
   – Por enquanto é só em sonhos, minha pequena... Só em sonhos!
   O que nós não sabíamos, era que o nossos futuro estava cheio de criaturas e objetos sobrenaturais. Se um dia me dissessem que eu iria ver pessoas voando, fazer mágica e lutar contra criaturas místicas eu já teria mandado colocarem a pessoa num hospício por ser um doido varrido. Enquanto a viagem de York até a tão esperada Biddeford acontecia, eu lia um livro que havia ganhado de aniversário de Morgana. A última música era um excelente livro, embora eu prefira ler suspense e mistério.
   Lembro-me de nem ter me tocado que o tempo havia passado tão rápido, e logo fui cutucada por Srta. Carlyle me dizendo que havíamos chegado em Biddeford. Tão calma e tão misteriosa, do jeito que mamãe me contou. Era estranho chama-la de três formas diferentes. Mas chamando-a de qualquer uma dessas formas, eu saberia que estava falando da pessoa mais simpática do mundo. A mulher que me adotou e cuidou de mim, mesmo eu tendo dado muito trabalho quando mais nova. Ainda não acredito que ela me aguentou durante todos esses anos.
   – Não é bem do jeito que você está acostumada, mas sei que irá gostar. – Ela disse assim que desci do ônibus e observei a rua em que estávamos.
   – Contando que eu esteja com você, está perfeito! – Sorri e a abracei.
   A casa em que iríamos morar não era nem grande nem pequena. Era uma casa no qual cabia apenas nós duas. Dois quartos, um banheiro, uma cozinha, uma sala de jantar, uma sala de estar, uma lavanderia e uma varanda de frente para a pequena lanchonete no qual algumas pessoas saíam e entravam como se fosse um dia comum, e era um dia comum para elas, menos para mim que teria o meu primeiro contato com a magia. As pessoas que passavam em frente à casa acenavam e davam um pequeno sorriso para nós, e eu acreditava que elas estavam sendo gentis, mas apenas estavam tentando parecer pessoas normais, coisa que elas não eram desde o dia em que um grupo de estranhos destruiu a cidade e a colonizou com criaturas sobrenaturais. Mas isso foi há muito, há muito tempo.
   – Mãe, quando começará as minhas aulas?
   – Apenas semana que vem, e terá que pegar o conteúdo com algum aluno já que está um pouco atrasada. – Ela falava sem me encarar, apenas guardando suas roupas no armário.
   – Posso ir na lanchonete aqui em frente? Quem sabe eu não faça amizade com alguém?
   – É, pode ser uma boa ideia! – Ela sorriu.
   – Quer que eu traga alguma coisa? Aproveitando que estarei lá? – Disse antes de sair.
   – Traga uma torta de frango, caso tiver. Quando era mais nova, a torta de frango dessa lanchonete era a melhor da cidade. – Sorri, mostrando que gostava de quando ela falava da cidade do tempo em que ela era mais nova. – Vamos ver se ainda é!
   Morgana Carlyle era uma mulher de quarenta e dois anos. Sempre sonhou em ter filhos, e quando conseguiu duas tragédias aconteceram em sua vida. Seu amado marido e seu primeiro e único filho haviam morrido num acidente de carro, tendo ela como a única sobrevivente. Se não fosse por uma garota chamada Bárbara, ela não teria sobrevivido. É isso aí! Eu, com apenas cinco anos de idade salvei a vida de uma pessoa. Lembro-me de estar andando pelas ruas, como sempre fazia e vi o carro capotado na estrada. Eu pedi ajuda à um homem que passava pelo local, e para a minha sorte, ele era bombeiro. Ele estava distraído, e se não fosse por mim, não teria visto o carro capotado na rua próxima a que ele estava. Grata por eu tê-la salvado, Srta. Carlyle me adotou e registrou meu nome como Bárbara Victória Carlyle.
   Entrei na lanchonete e sentei-me numa das cadeiras próxima ao balcão. Uma senhora me deu o cardápio e percebeu que eu era nova na cidade, pois afirmou que toda Biddeford vinha comer em sua lanchonete. A cidade realmente era pequena, mas não tão pequena. Os habitantes se conheciam por um único motivo: tinham uma ligação com o sobrenatural, uma energia mágica. Tanto negativa quanto positiva. Aquele dia na lanchonete mudou completamente a minha vida. O que estou falando? Tudo o que me aconteceu naquela cidade mudou a minha vida! Mas foi na lanchonete que eu conheci ele. O garoto dos olhos verdes.
   – Nova na cidade? – Ele havia me dirigido a palavra pela primeira vez.
   – Está tão óbvio assim? – Perguntei a mim mesma, o fazendo rir.
   – Já deve saber que todos aqui dessa cidade se conhecem, certo? – Neguei com a cabeça.
   – Quem é você? – Perguntei um pouco desconfiada.
   – Ah, eu deveria ter me apresentado adequadamente. Eu sou Harry, Harry Styles.
   E foi com aquele sorriso perfeito e olhos verdes brilhantes que ele conseguiu acabar com a minha vida. Conseguiu me fazer sofrer e viver coisas no qual ser humano nenhum sonharia viver. Lembro-me de cumprimenta-lo e retribuir o seu sorriso. E ao tocar a sua mãe, senti algo estranho percorrer por minha mão até a minha cabeça. Onde senti uma forte dor e imagens, imagens que seriam muito importantes no meu futuro.
   – Leve-a para longe, Jack! – Dizia uma mulher de cabelos castanhos claros e pele branca,
   – Não vou sem você, mamãe! – O garoto recusava a deixar a sua mãe que tentava a todo custo proteger as duas crianças, no qual naquela época eu não fazia a mínima ideia de quem fossem.
   – Você tem que ir! – Ela gritava, pegando uma adaga e dando ao filho.
   – Mas e você? – Ele chorava, fazendo a mulher chorar também. – Eu vou ter que pagar por ser o monstro que sou. Uma bruxa! Salva a si mesmo e a sua irmã!
   – Mas mãe...
   – Vá, Jack! Não tenha o mesmo destino que eu.
   Um dia tão novo para mim acabou se tornando um dia cheio de dúvidas em minha cabeça. Aquela cidade certamente não faria bem a mim, e não fez. Muita coisa ainda seria revelada para mim. Muita coisa ainda iria acontecer desde aquele momento em diante. Ás vezes eu me lembro daquela época e digo para mim mesma que queria que meu sorriso verdadeiro voltasse, mas ele apenas voltará quando quem eu menos querer por perto já estiver próximo o bastante para terminar o que começou. Destruir a minha vida aos poucos.
   – Sou Bárbara, Bárbara Carlyle. – O respondi com um sorriso.
   – Veio de onde Bárbara? – Ele me perguntou ainda com aquele sorriso no rosto.
   – Vim de Los Angeles. Mas a minha mãe disse que queria que eu conhecesse a cidade em que ela morou por um certo tempo e cá estou. E você? É daqui mesmo?
   – Nasci e cresci aqui. – Ele me respondeu, ainda sorrindo. – Não me lembro da última vez em que tivemos estrangeiros por aqui. Geralmente eles vem e vão embora depois de pouco tempo.
   – Talvez por ser uma cidade simples e pequena, bem diferente de Nova York ou Boston.
   – Ou talvez por outra coisa... – Ele sussurrou para si mesmo.
   – Então mocinha?! Já decidiu o que vai querer? – A senhora me perguntou.
   – Quero chocolate quente com canela e dois pedaços de torta de frango. – Respondi.
   – Chocolate quente com canela? Parece o Jared. – Harry novamente disse para si.
   – Quem é Jared? – Ele me encarou e deu um meio sorriso.
   – O filho adotivo da prefeita. Ele gosta de chocolate quente com canela. – Respondeu. Harry sentou na cadeira ao lado da minha e reparei que a senhora que me atendeu o olhava estranhamente. Será que ele já aprontou por aqui?
   – Você tem quantos anos, Harry? – Ele pediu um café virou-se para mim.
   – Tenho dezessete e você?
   – Quinze, farei dezesseis daqui alguns meses. – Ele sorriu. – Você não parece ter dezessete.
   – E quantos anos você achava que eu tenho? – Ele batucava no balcão enquanto me encarava, parecia nervoso, na verdade, ele estava nervoso. Eu só não sabia o motivo, mas agora eu sei.
   – Dezenove... Vinte. – Dei de ombros.
   – Curti caras mais velhos? – Harry fez uma careta estranhas e eu ri.
   – Não tão velhos, se isso pode responder a sua pergunta. – Uma garçonete entregou meu chocolate quente e os dois pedaços de torta para mim. Sorri e a chamei quando ela estava indo embora. – Poderia embalar esse aqui para a viagem?
   – Tudo bem! E o seu já está vindo, o café ainda está sendo feito! – Ela disse à Harry.
   – Essa é a neta da dona da lanchonete. – Harry me disse. – Acho melhor você ir conhecendo as pessoas daqui da cidade, isto é, caso queira ficar aqui por um tempo.
   – E a vó dela aceita ela usar aquelas roupas? – Disse apontando para a minúscula saia que a garota usava. Harry riu e assentiu. – Tudo bem, né?!
   – Se quiser, posso te apresentar meus amigos. – Assenti tomando um cole do chocolate.
   – Você parece ser o tipo de garoto que não tem amigos. – Ele gargalhou.
   – Muitas pessoas dizem isso para mim, acredite. – Seu café chegou e ele sorriu para a garçonete que simplesmente ignorou e voltou para a cozinha. – As pessoas não vão muito com a minha cara. – Explicou. – Acho que percebeu.
   – Sim, eu percebi.
   Conversamos mais um pouco e ele me falou um pouco sobre cada pessoa que estava naquele lugar. Realmente, todos se conheciam muito bem por aqui. Harry falava enquanto eu apenas o observava. Pele branca, bochechas rosadas por conta do frio, olhos verdes, lábios finos, cabelos castanhos e cacheados. Ao sorrir, aparecia lindas covinhas no qual me dava uma vontade de apertar as suas bochechas. Harry parecia ser um cara legal. Se não fosse pelos olhares estranhos que as pessoas jogavam para ele eu teria a absoluta certeza de que Harry Styles era um garoto cem por cento confiável. Um casal entrou no estabelecimento, e no mesmo instante, a expressão de Harry mudou de alegre e divertido para sombrio e misterioso.
   – Harry, você está bem? – Perguntei.
   – Sim, eu estou. – Ele respondeu. – Desculpe mas eu tenho que ir.
   Eu sabia que algo de estranho estava acontecendo, mas mesmo assim me atrevi a continuar me aproximando do perigo, do sofrimento. Terminei de tomar o chocolate quente e comer a torta e voltei para casa. Mamãe guardava as minhas coisas, e eu disse para ela que eu arrumava o resto. Entreguei a torta para ela e guardei o resto de minhas coisas no guarda-roupa, armários e meus livros numa estante que havia no quarto. Antes de tudo acontecer, o quarto era tão vivo e alegre. Agora olho para essas paredes acabadas e só me restam lembranças, lembranças de um ano completamente terrível para mim. Até quando essas lembranças irão me assombrar e me fazer ficar noites em claro chorando por um romance que nunca daria certo?
   – Conheceu alguém? – Perguntou Srta. Carlyle.
   – Sim, eu conheci um garoto. – Disse ao chegar na cozinha e abrir a geladeira.
   – Era ao menos bonito? – Ri. Morgana nunca mudava, sempre dizendo que eu precisava arrumar um namorado e viver um amor verdadeiro como nos contos de fadas.
   – Olha, devo admitir que era. – Respondi tomando um gole d’água.
   – Qual era o nome dele? – Ela começara a se interessar pela história.
   – Harry. – Respondi. – Ele me falou um pouco sobre as pessoas da cidade, e elas realmente se conhecem muito bem. – Srta. Carlyle assentiu. – Mas o estranho é que as pessoas o olham...
   – O olham? – Ela me incentivou a continuar.
   – Estranho. – Prossegui. – Parece que ele fez algo de terrível e as pessoas não o perdoam.
   – Os bad boys são sempre atraentes, minha filha. – Novamente ri. – O que acha de irmos visitar as docas? Quem sabe você não se interessa em passear de barco ou até mesmo fazer mais amizades? – Ela me perguntou e eu assenti. Guardei a garrafa d’água de volta na geladeira e coloquei meu celular no bolso de minha calça. Morgana me entregou um casaco e eu imediatamente vesti, estava fazendo muito frio lá fora.
   – A senhora poderia me contar um pouco mais sobre quando estava aqui?
   – Claro! – Ela respondeu. – O que gostaria de saber?
   – Qual foi o motivo de você ter ido morar em Los Angeles novamente?
   – Esta cidade não era para mim, Bárbara. Não parecia, mas eu sabia que não era bem vinda aqui e que algo estranho acontecia nesta cidade. Senti medo em contar para os meus pais que achava Biddeford sobrenatural e me achassem louca. Mas depois de um tempo, meu pai conseguiu um emprego melhor em Los Angeles, então voltamos para lá e eu disse para mim mesma que nunca mais voltaria para cá... Até agora.
   Coisas estranhas realmente aconteciam naquela cidade, mas eu só comecei a descobrir isso na noite seguinte. As docas era um lugar legal, em minha opinião. Eu via pessoas pescando em seus barcos ou até mesmo passeando. Srta. Carlyle gostava de ficar lá e passear, apenas olhando o movimento das pessoas. Não era o lugar mais divertido do mundo, mas eu gostava. Ela havia alugado um barco para domingo, disse que colocaria suas habilidades de pesca em prática. Perguntou-me se eu queria ir, mas eu neguei e disse que teria que ir na escola para poder pegar os horários antes mesmo das aulas começarem. Não gosto de chegar tarde na sala, por isso acho melhor ir logo um dia antes das aulas começarem.
   Seria maravilhoso dizer que conheci alguém nas docas, mas eu não conheci. A noite logo chegara e me preparava para dormir. A fraca luz do abajur era o único meio que me fazia enxergar as letras do livro. Não estava com sono e certamente não ficaria com sono muito cedo. O fuso horário daqui era completamente diferente de Los Angeles. Ouvi um barulho vindo do lado de fora, e achei estranho. Marquei a página do livro e o coloquei em cima da escrivaninha. Coloquei um casaco e saí de casa, a procura do que quer fosse.
    Ouvi barulhos de patas, e achei que poderia ser um cachorro ou um gato. Mas não era. Quando virei-me para entrar em casa de novo, lá estava ele. Me encarando com aqueles olhos claros e sinistro. Não senti medo e nem gritei, estava completamente encantada com a tamanha beleza do lobo a minha frente. Mas... no Maine não havia lobos, como ele estaria ali? Me encarando sem fazer absolutamente nada?
   Senti minhas pernas ficarem fracas, e então eu caí, ficando sentada no chão e ainda encarando aquele ser. Se dissesse para alguém que estava frente a frente com um lobo, ninguém acreditaria em mim. O lobo aproximou-se de mim devagar e colocou a cabeça em minhas pernas, deitando-se logo em seguida. Engoli em seco e fechei os olhos, tomando coragem para poder acariciar a cabeça do animal. Eu estaria ficando louca? A resposta é não! Pois meu contato com os lobos só estaria começando. O mesmo tremor que senti quando toquei Harry passou pela minha mão novamente, e uma série de imagens se passavam e minha mente.
   – Ela não pode ficar aqui, Jack. Se descobrirem o que ela é irão matá-la. – A mesma mulher dizia para o garoto de aproximadamente treze anos.
   – E o que a senhora vai fazer? – Ele perguntou.
   – A única maneira de Bárbara sobreviver é eu me sacrificar por ela. Em Los Angeles ela não estará segura, não enquanto as pessoas acharem que somos monstros. – A mulher chorava enquanto segurava o pequeno bebê.
   – A senhora não pode se entregar! – O garoto disse. – Não vou conseguir sobreviver sem a senhora, mamãe!
   – Mas é o melhor para você e para a sua irmã. Um dia, quando ela estiver na idade certa, ela descobrirá o que realmente é. E você terá que guia-la para que nada de ruim aconteça com ela, Jack!
   – E o que eu tenho que fazer? – Ele perguntou tomando o bebê em seu colo e encarando a mãe que ainda chorava.
   – Irá para a cidade em que tudo começou. Biddeford!
   Olhando nos olhos azuis do lobo, eu soube que a minha vida seria uma loucura dali pra frente. Aquilo era uma lembrança? Quem era a minha verdadeira mãe? Do que ela tinha tanto medo? O QUE ela era? Eram tantas perguntas que começavam a se fazer em minha mente. Tantas perguntas sem as suas definitivas resposta. Quem sou eu? E por qual motivo eu tinha que ir para aquela cidade? E foi então que eu percebi. Para ter as respostas que tanto queria, eu finalmente teria que descobrir o meu passado, querendo ou não isso já fazia parte do meu destino. 

Your Guardian Angel - Prólogo


Prólogo
Era uma vez...
Uma frase tão curta, mas com um grande significado. Histórias tão bonitas e com um lindo final feliz para a maioria dos personagens que viveram aquela história. Seria muito ruim invejar pessoas que tiveram seus finais felizes? Creio que sim! Mas quando olho para aquelas pessoas sorridentes e vejo que elas estão aproveitando os seus finais felizes, me sinto um nada, um lixo. Do que adianta sorrir para pessoas que você ama sendo que o sorriso é falso? E eu tenho medo de que eles saibam que o sorriso é falso.
A minha história começa quando me mudo de cidade. Indo então para uma tranquila cidade no Maine, Biddeford era o nome da cidade. Se eu soubesse que a minha vida mudaria da noite para o dia nunca teria concordado em mudar-me de Los Angeles para o Maine. Viver algo surreal no qual era considerada inexistente não estava em meus planos. Eu pretendia terminar o colegial e fazer uma boa faculdade, por lá mesmo, quem sabe?! Não se passava nenhum momento pela minha cabeça que eu iria descobrir que magia existe.
– Eu sempre serei o seu anjo da guarda. – Ele dizia para mim todas as manhãs.
Essa frase significou tanto para mim. Mas e para ele? Era apenas mais palavras insignificativas que seriam usadas apenas para conseguir arrancar a inocência de uma estrangeira? Certamente era e a estrangeira caiu direitinho naquele seu papinho de anjo da guarda. Não esperava que a minha vida mudasse tanto desde aquele dia de outono. As folhas caindo e o frio começando a dar sinal de que o inverno logo se aproximaria seria o clima perfeito para eu viver a maior aventura de minha vida. Se é que eu teria outra aventura?!
– Toda magia vem com um preço. – O mais sábio dos bruxos dizia frequentemente.
E o pior era que ele tinha a absoluta razão. Se pessoas normais como eu descobrissem a existência da tão adorada magia, o mundo estaria perdido. O homem não destruiria somente o lugar em que vive, como também destruiria a si mesmo. A magia não é maravilhosa como todos nós pensamos. Ela sempre vem com um preço, um doloroso preço. E foi a magia que levou o homem que amo como também o trouxe de volta. Diferente, mas o trouxe de volta.
– Ás vezes, as pessoas que devem temer mais são os mais próximos a nós. – Ele disse a mim.
Estava tão óbvio e tão claro, e a boba apaixonada não percebeu. Ele não me queria por perto, e eu deveria saber disso melhor que ninguém. Só que as coisas não foram assim. Agora estou aqui. Forçando sorrisos, invejando a felicidade de outras pessoas e temendo que ele volte a atormentar-me. Preciso desabar com alguém, mas a única pessoa, ou melhor, coisa confiável é um pequeno caderno no qual se chama diário. Mas diferente de qualquer outro diário, esse será lido por muitas e muitas pessoas, até que então, o mundo saiba da minha história. Uma história verdadeira, mas sendo vista como uma ficção.
E tudo começa antes mesmo de eu embarcar no avião que me levaria a uma nova vida...

Your Guardian Angel - Sinopse

Sinopse
Bárbara Victória Carlyle é apenas uma garota comum californiana, ou pelo menos era o que ela achava. Bárbara se vê presa num lugar onde o impossível é possível, e as velhas histórias que ouvimos quando éramos pequenos na realidade é mais verdadeira do que pensávamos. Na pequena cidade de Biddeford, Maine. Se encontra pessoas estranhas, com costumes estranhos e cultura estranha. A cidade seria comum como tantas outras no Maine, excerto por ela ser cercada de magia e criaturas sobrenaturais. O que ela diria para si mesma quando se apaixonar por um cara no qual é perfeito diante de seus olhos e um monstro nos olhos de outras pessoas? Estaria ela preparada para finalmente ir atrás do seu passado e descobrir por qual motivo ela é tão importante para a cidade? Toda magia vem com um preço, qual será o preço que Bárbara terá que pagar para enfrentar o seu amor?

Fanfic: Your Guardian Angel - Seu Anjo da Guarda
Autora: Stéfane Moreira
Boy da Fanfic: Harry Styles
Gênero: Romance, Fantasia, Mistério, Suspense
Categoria: Once Upon A Time, One Direction
Classificação: Livre
Status: Em Andamento

OBS: Esta fanfic será baseada na série Once Upon A Time, se você não terminou de assisti-la ou não assiste, recomendo não lê-la (apenas se quiser ver spoilers). Não, eu não abandonarei Just One More Story, até porque eu já cancelei fanfics demais e não quero mais cancelar.A fanfic será movida à comentários. Se quiserem capítulo novo, terão de comentar, e não, eu não estou sendo exigente! Afinal, toda autora quer comentários, não é?

Explicações e Avisos


HEYA! 

Sinceramente, eu ODEIO ter que fazer posts de avisos, mas no momento foi preciso, já que fiquei um tempo longe daqui e muita gente tá achando que eu abandonei a fanfic. Não abandonei, jamais faria isso. Eu sou aquele tipo de pessoas que começa as coisas e acaba não terminando — por preguiça ou outros motivos, mas com fanfic sou realmente muito diferente. Desde que comecei a escrever eu NUNCA me permiti abandonar uma fanfic no meio. Se eu tenho uma ideia e não consigo desenvolver, eu doo a ideia, mas não abandono. Me sinto mal com isso.

Porém o assunto agora não é esse. Vamos falar sobre meu sumiço. Bom, ainda não me libertei completamente daquele bloqueio criativo que eu disse a vocês semanas atrás, tanto é que consegui escrever um capítulo bom na minha opinião, mas foi difícil. Ainda mais com um monte de coisas na cabeça, eu não consigo pensar muito sobre fanfic e quando me lembro, não tem como escrever por um motivo ou outro. 

Algumas pessoas tem que entender que eu tenho uma vida social, eu estudo como a maioria de vocês e tenho trabalhos pra fazer, tenho irmãs mais novas pra tomar conta: dar banho, almoço, colocar na perua escolar e só depois e eu posso sair pro curso. Assim que volto do curso eu vou pra escola e só piso em casa ás onze da noite, cansada, acabada, querendo apenas dormir. Isso se repete TODOS os dias da semana, fora fins de semana e feriados, claro.

Sábado eu normalmente tenho o dia livre, mas tenho amigas que passo MESES sem falar por conta da minha rotina um tanto corrida e por isso na maioria das vezes eu tiro esse dia pra visitá-las ou receber a visita delas. O domingo é um dia que eu simplesmente não posso me ocupar, por razões religiosas. Sei que agora estou de férias, mas eu ainda estou sem inspiração alguma pra escrever.

O capítulo 8 da fanfic está na metade e eu prometi á algumas pessoas que eu postaria ainda essa semana, mas não foi possível. Eu não conseguia desenvolver os diálogos, ficavam sempre uma bosta. Sabe aqueles capítulos relâmpagos de autora iniciante, que a personagem tá na rua e num piscar de olhos está dentro de casa? Estava algo assim e pra mim (não sei vocês) um capítulo assim é pouco interessante. Não estou julgando ninguém, já escrevi duas fanfics um pouco pior do que eu acabei de citar.

Então eu peço que esperem só um pouco mais, por favor. Não vou abandonar a fanfic, o que aconteceu é que os capítulos prontos acabaram e estou sem tempo e criatividade pra escrever. Perdoem a demora, eu postarei logo, não se preocupem, okay? Desculpe se eu fui grossa nesse post.

Espero que estejam todos bem ♥
Bê Santana

Aviso Importante


Oi, amoras !
Aqui é a Nicole, dona do blog.
Só vim avisar que vocês devem ter notado meu desaparecimento e é sobre isso. 
Eu não vou mais postar minhas fics aqui no blog, eu cansei e não tenho mais vontade e se for tentar fazer algo assim não vai sair nada bom.
Gostei muito desse tempo aqui e do carinho de vocês <33
Eu irei tirar as minhas fics daqui para evitar plágio e irei postá-las no Spirit.
Se quiserem me encontrar, estarei no Spirit: